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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

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Euro 2020 - Atropelados pela Alemanha (outra vez)

Foi sob forte sufoco que a selecção nacional iniciou o seu segundo jogo neste Europeu, em Munique. De novo em casa do adversário a Alemanham que frequentemente nos atropela. 

Foram quinze minutos iniciais de grande sufoco, com a Alemanha a chegar ao golo logos aos cinco minutos, num movimento da direita para a esquerda, que repetiu durante todo o jogo. Todo, não. Até aos 61 minutos, quando Joachim Lowe tirou Gosens do campo. Valeu o VAR, a anular o golo por fora de jogo de Gnabry, que não interveio no golo, mas fez-se à jogada.

Esses 15 minutos acabaram com o golo português, na primeira vez em que os jogadores portugueses conseguiram chegar à baliza de Neuer. Canto a favor da Alemanha, ainda bem dentro do sufoco, corte de Cristiano Ronaldo na área, bola para Bernardo, que invade o meio campo alemão e faz um passe soberbo para Diogo Jota, na esquerda, que recebe a bola já dentro da área alemã, para a ceder a Cristiano, que lá tinha chegado, e fez o golo. Fez o percurso de uma área à outra, e teve ainda tempo de se colocar, primeiro, em fora de jogo, pormenor fundamental para baralhar as marcações dos alemães. Foi a única coisa de jeito que a selecção fez em toda a primeira parte, mesmo que nesse segundo quarto de hora a equipa nos tenha permitido sonhar.

Mas depois veio o atropelo, e em três ou quatro minutos a Alemanha virou o resultado. Ainda por cima com dois auto-golos, de Rúben Dias e Raphael Guerreiro. 

E o atropelamento durou enquanto a Alemanha quis. O que, com os jogadores de que a selecção dispõe,  é fatal para Fernando Santos. Continua a ter boa imprensa, continua com as costas bem guardadas, mas ... francamente.

De jogadores do que há de melhor, o seleccionador português consegue fazer uma equipa mais que banal, muito fraca. E apresentar uma qualidade de jogo das mais fracas do que se tem visto nesta competição. Porque não escolhe os melhores, nem os que estão em melhores condições. Mas também porque tem uma visão do futebol que já não se usa.

O meio campo, com Danilo e William sem ritmo, sem condição física, sem mais coisa nenhuma,  é - e foi - um autêntico passador. Bruno Fernandes está esgotado, não pode com uma gata pelo rabo. Bernardo pouco menos e, por força da estratégia (?) de Fernando Santos, é obrigado a gastar as poucas energias que tem em tarefas que apenas o desgastam ainda mais, sem dar nada ao jogo.

O atropleamento alemão tem a ver com a ausência do meio campo português, e consumou-se sempre com o mesmo camião, nas mesmas manobras e no mesmo sítio. Os laterais - Nelson Semedo e Raphael Guerreiro - tinham ordens para fechar no centro da defesa, Os alemães atacavam pela direita, e Nelson Semedo era obrigado a fechar no centro, deixando Gosens sozinho na esquerda do ataque, onde invariavelmente a bola ia parar para ele assistir ou finalizar, como aconteceu no quarto golo.

Foi assim durante 61 minutos, tantos quantos esteve em campo. E o atropelamento só acabou porque o seleccionador alemão o quis poupar para o que aí vem. Deu cinco golos - aos 4 minutos, o tal anulado, aos 35, aos 39, aos 50 e aos 60 - mais dois ou três que Rui Patrício safou, e três ou quatro finalizações que não acertaram na baliza. 

Fernando Santos, que teve a lata de dizer que tudo tinha sido visto, e tudo tinha sido estudado sobre a 'Mannschaft', não viu isto na preparação do jogo, nem o viu no seu decurso. Teve de ser o seu colega a alemão a dizer que já chegava, que não queria bater mais, para que a selecção portuguesa pudesse suavizar o resultado, com o golo de Diogo Jota, agora assistido por Cristiano Ronaldo. E enviar uma bola ao poste, num grande remate de Renato Sanches (que o seleccionador nacional continua a deixar fora da equipa principal, preferindo ter William Carvalho a passear no campo) que dá para os mais conformados evocarem em vão a palavra azar.

Estar grato a Fernando Santos pela conquista de há cinco anos, não pode impedir de o acusar de estar a comete um autêntico crime de lesa futebol, que é o que está a acontecer. Como já aconteceu em 2018, no Mundial da Rússia!

E pronto, lá estão as coisas complicadas, mais uma vez. Nesta altura, e porque surpreendentemente a Hungria empatou (1-1) com a França (que poderia ter goleado), a selecção nacional tem como melhor dos destinos o terceiro lugar no grupo. Que dará, ou não, hipótese de apuramento.

 Foi com um jogo do Grupo E, o último do dia, que se fechou a segunda ronda desta fase de grupos. Em Sevilha,  Espanha e Polónia, de Paulo Sousa, empataram a um golo,  A Espanha, mesmo sempre a jogar em casa, continua sem ganhar, e com grandes dificuldades para marcar. Hoje até um penalti falhou. Gerard Moreno rematou ao poste, e Morata, que tinha finalmente marcado, num golo invalidado pelo árbitro e depois revertido pelo VAR, falhou a recarga. Foi um bom jogo, intenso e muito disputado, com a Polónia a marcar pelo "melhor do mundo" e também com um remate ao poste, com a recarga de Lewandosvky a acertar no guarda-redes espanhol.

Amanhã inicia-se a última jornada, que acabará por arrumar as contas finais para os oitavos de final que aí vêm. Para alguns.

 

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