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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

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Euro 2020 - O dia de um só jogo (mesmo que o outro tenha sido do melhor)

Hoje foi o dia de apenas dois jogos, já só faltava fechar a primeira jornada no grupo F, o tal da "morte". Mas mais parecia que era de um só. O da estreia portuguesa.

Que não foi nada má. O resultado foi excelente, Dos melhores, um dos três melhores desta primeira jornada, só igualados pela Itália e pela Bélgica. Boas companhias.

E com Cristiano Ronaldo, no seu quinto europeu, caso único na História da competição, a bisar, a juntar-se também aos melhores marcadores, Lukaku e Patrik Shick, e a passar já a ser, também, o melhor marcador em fases finais dos campeonatos da Europa. 

O resultado da selecção nacional foi realmente excelente, a abrir já perspectivas de apuramento. A exibição, nem por isso. Melhor, tem muito que se lhe diga. E no entanto o resultado não espelha bem a diferença enorme que existe entre a selecção da Hungria - uma equipa de jogo exclusivamente físico, de futebol meramente destrutivo, que aposta apenas na luta pela disputa da bola, que nada tem a ver com o brilhante futebol magiar dos anos 50 e 60 do século passado - e a de Portugal. Nem sequer a sua superioridade neste jogo.

A jogar em casa, no Arena Puskas (que voltas no túmulo deverá dar a ver este futebol da sua selecção) esgotado - que bonito ver de novo um estádio cheio! - a Hungria limitou-se, durante toda a primeira parte, a tentar evitar o golo. A selecção nacional dominou então por completo o jogo, com momentos de bom futebol e de pressão quase asfixiante, mas sempre com alguma coisa a faltar. E o que faltava tinha muito a ver com o crónico conservadorismo de Fernando Santos. Se contra este adversário utilizou aquele meio campo, com Danilo e William, como será contra a Alemanha e a França?

Acabou, ainda assim, por criar três boas oportunidades de golo, duas por Diogo Jota, e uma por Cristiano Ronaldo, este numa perdida incrível, e estava no seu melhor período quando o árbitro turco apitou para o intervalo, com um nulo penalizador.

A segunda parte só não foi pior porque os últimos 10 minutos salvaram tudo. A selecção húngara começou a subir no terreno, sempre com a mesma vontade de disputar cada bola, e a equipa nacional perdeu o controlo do jogo. Até aos tais 10 minutos finais apenas por duas vezes esteve perto de estar perto do golo - por Pepe, logo no início, e num remate de Bruno Fernandes já a segunda parte ia adiantada. É certo que a Hungria não construiu uma única oportunidade de golo, mas nunca se sabia quando daquele tipo de jogo não poderia aparecer um. Chegou, de resto, até a marcar, mas não valeu, por fora de jogo no início da jogada.

Talvez tenha sido este estado de coisas que motivou a primeira substituição de Fernando Santos, quando fez entrar o improvável Rafa para o lugar do Bernardo. Acredito que, vendo os húngaros a subir, tenha optado pelo jogador do Benfica por ser quem lhe daria mais garantias na exploração dos espaços que deixavam para trás. 

Até nem foi bem isso que aconteceu, mas a entrada de Rafa acabou por ser decisiva. Quando já poucos acreditariam, aos 84 minutos, surgiu finalmente o golo. Em campo já estavam Renato Sanches (no lugar de William) - fundamental para a derrocada húngara nesses 10 minutos - e André Silva (no lugar de Diogo J),

Com estrelinha, muita. Rafa desequilibrou na área, mas é feliz na assistência, que desviou num defesa adversário e deu à bola o rumo certo. Direitinha a Rafa Guerreiro, que rematou para a baliza, com a bola a desviar no adversário que tem o nome do controverso presidente húngaro - Órban - e a trair o guarda-redes. Um minuto depois, novamente Rafa pela área dentro, e penalti (daqueles que por cá, sobre o Rafa, nunca seriam marcados), cometido pelo mesmo jogador com o nome do presidente. Que assim, traído pelo seu homónimo, ao que dizem, perdeu uma aposta com Marcelo.

Cristiano, claro, fez o 2-0. E pouco depois, após duas tabelas sucessivas com Rafa, concluiu uma jogada sensacional de 33 toques sucessivos, com a bola a circular entre os jogadores portugueses durante mais de minuto e meio. Uma jogada assim, que vai certamente correr mundo, só poderia acabar com Cristiano Ronaldo a entrar com a bola pela baliza dentro, depois de passar pelo guarda-redes Gulacsi.

Costuma dizer-se que tudo está bem quando acaba bem. Vamos a ver se é assim. Até porque, pelo que se viu no outro jogo, o que aí vem vai ser bem complicado.

Desse pouco há a dizer. Apenas que foi o melhor jogado desta primeira jornada, entre duas grandes equipas. Só que França é de outro campeonato!

Só ganhou por 1-0, e para isso até beneficiou de um auto-golo. O consagrado, e regressado, Hummels marcou na própria baliza. Mas a selecção campeã do mundo joga à bola que se farta, e marcou até por mais duas vezes, a primeira numa autêntica obra prima de Mbappé. Ambas anuladas por foras de jogo milimétricos. 

 

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