Expressivamente Seguro

Sem surpresa, António José Seguro acaba de ser eleito Presidente da República. Sem grande surpresa, com uma votação muito expressiva, à volta dos 70%. Com alguma surpresa, mas ainda assim nem muita, os portugueses acorreram massivamente às urnas. A abstenção, no território nacional, que é o que conta nas actuais circunstâncias, quando delas quiseram fazer valer o (legalmente impossível, mas tentado justamente para abrir brechas no cumprimento da legalidade) adiamento das eleições, foi baixa, provavelmente abaixo dos 40%.
André Ventura, e tudo o que representa, foi claramente rejeitado. Manteve o seu eleitorado, como era esperado e natural. Mas não o alargou, e não ganhou legitimidade para a liderança da direita que tanto reclama.