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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Fica-te mal, António...

Por Eduardo Louro

 

Encerraram no final da semana as inscrições de simpatizantes nos cadernos eleitorais para as primárias do PS, com números que se não forem surpreendentes não andarão lá muito longe. As notícias indicam que tenham adquirido capacidade eleitoral cerca de 150 mil simpatizantes que, com os 90 mil militantes, constituem o universo de cerca de 240 mil portugueses que vai decidir a disputa dos Antónios. 

Depois de terem faltado quatro meses, já só faltam agora duas semanas. E o que para António Costa parecia favas contadas parece agora um rabo difícil de esfolar, o que explica bem o empurrão de quatro meses que Seguro quis dar nesta data.

Com as eleições para as Federações Distritais ficou a saber-se que, pelos militantes, Seguro ganharia. Por poucos (o resultado foi de 10 contra 9 a favor de Costa - mas pode até ser invertido porque as eleiçoes de Leiria, ganhas por Costa, foram inpugnadas e parece que serão repetidas - mas o somatório geral de votos foi favorável a Seguro), mas ganharia, o que parece confirmar a tese do domínio do aparelho. A ideia que paira é que Costa ganhará no universo dos simpatizantes, mas é só isso: uma ideia que anda no ar. 

Mesmo que não pareça em causa a convicção generalizada de que Costa virá a ganhar, é hoje praticamente aceite que resultado será muito mais apertado do que o que se previa. Seguro conquistou espaço nestes meses porque foi picado, e depois de picado passou a revelar uma energia e uma acutilãncia que ninguém lhe reconheceu na oposição ao governo que, curiosamente, continuou a não fazer sem que por isso fosse penalizado. Mas, acima de tudo, Seguro ganhou com uma estratégia dual de vitimização e sacanice. Vestindo sistematicamente a pele de vítima, Seguro conquistou os corações mais sensíveis, nem que para isso tivesse e de lançar mão do seu lado mais sacana que, por sua vez, cativa ainda as mentes mais preversas. Para ilustrar esta estratégia nada melhor que o filme que acaba de fazer chegar à campanha: ele, coitadinho, planta e cuida com todo carinho um cravo que cresce, vermelho e lindo, para o vilão Costa chegar e abusivamente cortar e pôr ao peito. É de sacana!

Costa, por si, mas especialmente pelas companhias, também lhe deu um impulso significtativo, que só não será decisivo porque é atenuado pela crónica memória curta dos portugueses. É que, em cada sessão de campanha, lá estão as câmaras, impiedosas, a mostrar o que de pior o PS tem. Fosse outra a memória das pessoas e aquelas caras, de que há apenas quatro anos toda a gente se queria ver livre, bastariam para enterrar de uma só vez as aspirações todas de António Costa.

Como se ouvíssemos Seguro: fica-te mal António... fica-te mal teres essa gente ao teu lado!

 

PS: Os tribunais, mesmo sem Citius, também não estão a ajudar muito.

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