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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Finalmente

Benfica 3-1 Boavista: Falha de Leite abriu o 'ketchup' e 'águia ...

 

O Benfica regressou hoje, finalmente, às vitórias. E às exibições decentes.

Na sequência do que vinham sendo as prestações da equipa nos últimos longos seis meses, a recepção ao Boavista não se adivinhava fácil. É conhecida a agressividade da equipa axadrezada, a forma como lutam os seus jogadores e até a tradicional resistência que oferecem ao Benfica. Sabe-se como obriga os adversários a, antes de se preocuparem em jogar bem, terem de preparar-se para lutar tanto como eles. E isso não era, neste momento, coisa que os jogadores do Benfica estivessem em grandes condições de fazer.

O início do jogo confirmou todos os receios. No primeiro quarto de hora, mais precisamente nos primeiros treze minutos do jogo, o Boavista impôs a sua lei. Pressionou, encostou o Benfica à sua área, e teve sempre a bola, que ganhava com grande facilidade. Os jogadores do Benfica não tinham nem tempo nem espaço para se organizarem, nem para impor o seu jogo que, tendo o Presidente optado por entregar o comando técnico da equipa ao adjunto de Bruno Lage, a alguém de cumplicidade máxima com o treinador despedido nas condições que se conhecem, não iria sofrer alteração. No modelo de jogo, e nos jogadores utilizados.

O minuto treze foi no entanto fatídico para o Boavista. Na primeira vez que o Benfica conseguiu passar a linha do meio campo, num lançamento longo de Gabriel (sem ter bola, não havia outra forma), o guarda-redes Helton Leite, que se diz estar de malas feitas para a Luz, não segurou a bola e deixou-a ao alcance de André Almeida que, de ângulo difícil, fez o golo.

No primeiro ataque, e no primeiro  remate, o primeiro golo. Coisa anormal neste Benfica habituado a fazer largas dezenas de ataques e remates para nada. E tudo mudou. 

E os jogadores sentiram que tudo tinha mudado. Um golo assim costumavam sofrer, não marcar. Se calhar tinha finalmente chegado a hora. E tinha!

A equipa passou a jogar a bola, as jogadas passaram a acontecer com princípio, meio e fim e, sob a batuta de Gabriel, finalmente regressado à influência que antes tivera e que fizera que, com ele em campo, a equipa nunca tivesse perdido qualquer jogo, as oportunidades de golo começaram a suceder-se.

Quando à meia hora de jogo surgiu o segundo golo, em mais um passe soberbo do Gabriel, concluído de cabeça por Pizzi, já o guarda-redes do Boavista tinha negado o golo por quatro vezes a Chiquinho e a Seferovic com defesas impossíveis, a redimir-se com juros altíssimos do erro inicial. Redenção que de resto se prolongou na segunda parte.

Depois veio o terceiro, desta vez com Pizzi a assistir Gabriel, depois de mais uma bonita jogada colectiva. Num remate de fora da área - apenas o terceiro no campeonato! - a coroar meia hora, se não de luxo, pelo menos como há muito se não via. E que nos deixava todos com a interrogação fatal: o que é se tem passado?

Seria mesmo que os jogadores só queriam ver-se livres de Bruno Lage? Por que é que com os mesmos jogadores, e com o mesmo modelo de jogo, as coisas agora funcionavam?

Não tenho resposta. Não sei se alguém tem...

Na reentrada do jogo, na segunda metade, tudo continuou. A mesma velocidade, com a mesma dinâmica, e com as oportunidades de golo a sucederem-se ao ritmo das defesas impossíveis do Helton Leite. Já não havia dúvidas: era garantidamente o regresso às vitórias, às boas exibições e, esperava-se a todo o momento, às goleadas de que tantas saudades tínhamos.

No entanto, e apesar das oportunidades criadas, o golo que confirmasse a goleada não aparecia. E de repente, do nada, uma falta, um livre lateral (já na primeira parte havia acontecido, repetindo o que vem sucedendo em todos os últimos jogos, só que então o marcador estava em fora de jogo de centímetros) e ... golo do Boavista. No primeiro remate, como vem sendo habitual, o adversário marcou. Sem ter feito uma defesa, Vlachodimos voltava a sofrer um golo...  

Desta vez não se passou nada. A equipa não entrou em pânico, e controlou sempre o jogo. Mas já não era o mesmo futebol, e Gabriel já desaparecia do jogo. Foi bem substituído, mesmo que Samaris, que entrou para o seu lugar, voltasse a não estar, como não poderia estar, bem. Mas as oportunidades de chegar á goleada, mais espaçadas, é certo, continuaram a surgir. Chegou ainda a festejar-se - e que festa! - o regresso de Vinícius - que substituíra Seferovic - aos golos. Mas estava em fora de jogo, por 30 centímetros, ou lá o que era.  

E em vez da goleada que o jogo justificava, e que poderia ser um precioso tónico para o resto desta época medonha, o jogo acabou com um insonso 3-1. Mesmo assim festejado pelos jogadores que, pela voz do capitão Jardel, baralhando-nos a resposta àquelas questões lá de cima, lembraram Bruno Lage e exaltaram o seu carácter e a sua competência. 

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