Finalmente a "Champions"
O Manchester City conquistou finalmente, tantos anos e tantas centenas de milhões depois, a "Champions", depois de vencer ("à rasquinha") o Inter de Milão, esta noite , no Atatürk, em Istambul.
O favoritismo da equipa de Guardiola era total, mas não o conseguiu confirmar no jogo. Porque lhe faltou o seu futebol, realmente superior e sem rival no planeta, "curto-circuitado" pelo meio campo do Inter. Que conseguiu fazer ao City de Guardiola, com todas as suas estrelas, aquilo que fizera ao Benfica, na Luz.
O único golo do jogo foi marcado, aos 68 minutos, pelo espanhol Rodri, assistido por Bernardo Silva, numa jogada que desequilibrou por completo a intransponível defesa da equipa de Simone Inzaghi. E só então o jogo ganhou a dimensão de espectáculo de uma final da "Champions".
Até aí foi um jogo enfadonho, com o City aprisionado na maldição "Champions" e na teia italiana, e o Inter preso à estratégia que o tinha trazido até Istambul. A partir daí, o Inter soltou-se, o jogo tornou-se excitante, poderia ter acabado com um resultado diferente, e poderia até ter ido para prolongamento.
Não foi, acabou assim. E o Manchester City conquista finalmente a "Champions", juntado-a ao campeonato e à taça de Inglaterra. O "treble", como eles dizem, por lá. E quatro benfiquistas são campeões europeus : Ederson, Rúben Dias e Bernardo Silva - provavelmente o jogador da final -, mas também "o proscrito" João Cancelo.