Há 10 anos
Assistimos ontem a uma entrada por trás, sem bola, muito feia e muito grave: para vermelho directo! Não, não foi em Wembley na final da Liga dos Campeões: aí foi um jogo limpo e sem casos, um hino ao futebol e ao fair play, como aqui no texto abaixo deixo perceber. Esta passou-se em Vila do Conde e foi às pernas do Fábio Coentrão!
Sabia-se que a máquina do PS de Sócrates tinha desenvolvido todos os esforços para, precisamente ontem em Vila do Conde, poder usar a imagem deste jogador do Benfica e um dos grandes ídolos do futebol nacional da actualidade. Sabe-se que ele resistiu como resiste em campo, esgueirando-se aos adversários e fugindo-lhes em direcção à linha final por entre fintas, simulações e mudanças de velocidade.
Eis se não quando, já na linha final e quando se preparava para o cruzamento letal, surge por trás Mário de Almeida – o jurássico presidente da Câmara de Vila do Conde que, com Mesquita Machado, em Braga, é o dinossauro dos dinossauros do caciquismo do PS – e lhe dá um toque subtil que lhe provoca o desequilíbrio fatal. É então que surge Sócrates e, sem dó nem piedade, lhe dá a sério o golpe (baixo) final!
O pobre do Fábio bem dizia que aquilo não era apoio nenhum, que só estava ali por causa do presidente… Que o presidente da câmara lhe tinha pedido muito. Tanto que ele não conseguiu dizer que não!
Mas qual quê? Para Sócrates não há dó nem piedade: exibiu-o até ao tutano! E, despudoradamente, proclamou o apoio de Coentrão como se não houvesse amanhã. Mesmo com ele ali ao lado a dizer que não estava ali para o apoiar, mas apenas porque o presidente lhe pedira. Mesmo que, perguntado se iria votar Sócrates, respondesse que não queria saber de política…
Sócrates não tem mesmo vergonha! Cartão vermelho, já!
