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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Há 10 anos

O retrovisor da vida: olhando para trás e vendo coisas boas

 

Temporização: atraso calculado de uma ação, geralmente à espera de momento mais propício. No futebol também há disto, palavra por palavra, letra por letra!. No futebolês, no entanto, a temporização tem um sentido bem mais lato e menos objetivo. Tem a ver com controlo de jogo e posse de bola e, em última instância, com mais um neologismo do futebolêsdescansar com bola!

Saber temporizar o jogo é mais do que meio caminho para o seu controlo. É saber gerir os ritmos baixos do jogo, a começar logo pelo seu lançamento. É saber mandar no jogo! Para mandar no jogo há que estar por cima dos seus diferentes momentos: acelerar o jogo e lançá-lo para ritmos elevados e baixar-lhe o ritmo para adormecê-lo e adormecer o adversário, gerindo o esforço da equipa sem perda de concentração e com o controlo da bola, obrigando o adversário a desgastar-se atrás dela enquanto, tranquilamente, descansa. O tal descansar com bola, que as grandes equipas têm de saber fazer. E que os grandes treinadores têm de saber colocar em prática!

É, ao fim e ao cabo, a vertente estratégica do jogo. Não é uma questão táctica, essa joga-se noutro tabuleiro. Uma equipa não muda de táctica quando assegura a gestão dos ritmos de jogo, mantém a táctica dentro de uma determinada estratégia de jogo!

Em Portugal é a equipa do Porto quem, sem qualquer dúvida, melhor joga com a temporização do jogo. Praticamente nas antípodas está o Benfica de Jesus, uma equipa que apenas conhece a variante acelerada do jogo. Apenas sabe jogar em ritmo elevado o que, evidentemente, é impossível de fazer durante todos e cada um dos noventa minutos do jogo. Na maior parte do jogo a equipa está exposta às vicissitudes do próprio jogo – que não controla – e às acções do adversário.

Tem sido sempre assim. Foi assim na primeira época – a tal dita de fantástica mas que foi exactamente assim – quando, ainda assim, resultou. Pelo efeito surpresa e porque encontrou uma concorrência subdimensionada (o adversário foi o Braga, o que diz tudo). Foi assim, com os resultados conhecidos, na segunda e é assim na terceira, que acaba de se iniciar. Não custa muito adivinhar com que resultados: o primeiro não foi famoso!

O Benfica acaba de abrir o campeonato com um empate em Barcelos (2-2) num jogo que aos 18 minutos ganhava por dois a zero! Num jogo em que, mesmo quando empolgava, com jogadas de grande ritmo e velocidade, como as que resultaram nos dois golos marcados, a equipa não deixava de estar exposta ao adversário e às vicissitudes em que jogo é fértil, como um pontapé inspirado de um tal Laionel que, ironia do destino, tinha feito precisamente o mesmo no jogo de abertura da época passada. Só que então na Luz e, na baliza, Roberto!

É uma frase feita mas não deixa de ser verdadeira: uma equipa que quer ser campeã não pode deixar de ganhar um jogo depois de estar a vencer por dois a zero! E, sem saber jogar com os tempos do jogo, situações como esta irão repetir-se muitas vezes ao longo da época, não havendo plantel que resista…

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