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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Há 10 anos

O retrovisor da vida: olhando para trás e vendo coisas boas

A recente visita trimestral da troika trouxe-nos Sócrates de volta. No seu melhor, um ano depois do adeus!

É certo que os homens de negro, que a Espanha não quer ver nem pintados, dizem que Portugal está no bom caminho. Que há ainda umas arestas a limar nas rendas relacionadas com as energias e, fundamentalmente, que as eternas reformas laborais ainda estão aquém do necessário: os salários são ainda muito altos e o envolvimento dos sindicatos na contratação é coisa que deverá ser erradicada. Sem isso não é possível combater o desemprego!

È certo que tudo isto para os ouvidos do governo é música, da mais melodiosa. Mas também dizem que não voltaremos aos mercados na data prevista, em Setembro do próximo ano. Mas como dizem que cá estarão, prontos para continuar a ajudar, não há problema nenhum.

Entretanto milhares de empresas continuam a falir, milhares de pessoas batem – em vão – à porta do rendimento mínimo, vinte e cinco pessoas devolvem as suas casas aos bancos em cada dia que passa, o défice no primeiro semestre chega-se aos 7,5% e o desemprego corre a passos largos a caminho dos 20%.

Mas o primeiro-ministro, no primeiro aniversário da sua vitória eleitoral, diz que já não estamos, como estávamos há um ano, à beira do abismo. Não porque já lá tenhamos caído, mas porque Portugal está “mais forte, solidário e resistente a contágios adversos”. Porque estamos em plena mudança económica, a “ mais importante dos últimos 50 anos”.

O ministro da economia – sim, o Álvaro existe – diz que ficou muito claro que Portugal é hoje um país com um ímpeto reformista muito forte, em que já foram feitas reformas estruturais claríssimas a par de uma consolidação orçamental importantíssima” e “fortemente empenhado em ultrapassar a crise com uma agenda de crescimento e emprego que é muito ambiciosa”. Que “voltamos a ganhar a nossa credibilidade internacional em poucos meses”.

O ministro das finanças não pareceu muito entusiasmado. Mas mesmo assim ainda foi dizendo que “acreditamos que estamos no bom caminho” e que “o nosso objectivo é alcançar um ajustamento estrutural muito acima do previsto”. O que é dizer nada, mas fica sempre bem!

Nem Sócrates faria melhor!

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