Há 10 anos
O Quinta Emenda faz anos. Três, quase tão velho como a crise, quase tão velho como a recessão que vivemos!
Três anos a renegar o direito de ficar calado. A falar… A falar disto, a falar daquilo. E disto e daquilo!
Já mudou de imagem. Duas vezes. Nos três primeiros anos, três imagens diferentes. Este ano não muda. Vai, pela primeira vez manter a imagem, por mais de um ano!
Os conteúdos - esses – não mudam. São os que a actualidade dita, e os que a disponibilidade permite. Sem qualquer ideia persecutória, embora admita que às vezes até pareça. Irão ver que não!
Na sua apresentação, quando o Quinta Emenda afirmava ter nascido, perguntava-se: Porquê hoje?
A resposta foi dada, mas não vem agora para o caso. Mas referiu-se ao day after de muitas coisas, uma delas a declaração de insustentabilidade do país pelo Presidente da República (PR) – Cavaco Silva. É verdade, o PR – que tanta página deste blogue tem enchido – há três anos, no dia em que o Quinta Emenda nascia, dizia que o país era insustentável. Já vivíamos esta crise que nos consome, já esta recessão que destrói a riqueza do país estava instalada. Já o desânimo tomava conta de muitos de nós, já o desemprego roía a sociedade portuguesa…
O país era, para o PR, então insustentável. Hoje, está optimista com o país, conforme confirmava ainda há pouco, na entrevista a Fátima Campos Ferreira, na RTP. Hoje, não é só o país que é sustentável, é também a dívida – que, entretanto e como se sabe, subiu exponencialmente – que se tornou sustentável. Disse que hoje há confiança no país. Que os credores acham que o país tem capacidade para lhes pagar os juros e lhes reembolsar a dívida.
Foi um retrato de sucesso, o que o PR deu do país. Uma só falha, se bem que, como expressou, falhanço é palavra exagerada para o que se está a passar com o desemprego!
Pois é. O Presidente Cavaco também quis associar-se a este terceiro aniversário … Não quis deixar de reforçar a justeza de ser a figura da classe política nacional mais referida no Quinta Emenda. Não é perseguição, como se vê!