Há 10 anos
Por que será que há gente que, para falar de produtividade e salários, vai buscar exemplos à Alemanha, mas que, quando se trata de recursos atrás de recursos, até à prescrição final, ninguém se não lembra dos exemplos que de lá vêm?
Que fique o exemplo deste senhor alemão, que foi um grande jogador de futebol de um dos maiores clubes do mundo, a que até hoje presidia. Porque foi condenado por fuga ao fisco, Hoeness abandonou os cargos que ocupava no Bayern de Munique e simplesmente escreveu em comunicado: «Dei instruções aos meus advogados para não recorrerem. Isto corresponde à minha ideia de decência, conduta e responsabilidade pessoal. A fuga aos impostos foi o erro da minha vida».
Por, cá recorre-se à procura da prescrição. Por cá, usam-se os clubes como escudo de protecção, sabem que ninguém ousa tocar-lhes enquanto por lá estiverem... Pois, não é tanto a produtividade que nos sepra da Alemanha!