Há 10 anos
Há muito que a saída limpa estava anunciada. De tal forma que foi mesmo Paulo Portas a dizer que a saída seria sempre limpa: seria uma saída limpa directa para o mercado, ou seria uma saída limpa com um programa cautelar, ou com um seguro, como também dizia.
Era mesmo um segredo de polichinelo, como o Marques Mendes – e de segredos ninguém sabe mais que ele – não se percebendo por isso tão grande cerimonial, e menos ainda razão de tanta festa. Saída à pescada (antes de ser já o era) é que lhe deveriam chamar!
A festa de Passos, a festa de Portas e a festa de cada um dos membros do governo, até do Maduro, e de cada um dos deputados da maioria, percebe-se. Claro, é campanha eleitoral, e em campanha vale tudo, como já estamos fartos de saber. A festa da comunicação social, dos jornais e das televisões, é que se tem mais dificuldade em perceber. Ou será que também estão envolvidos na campanha eleitoral? Se calhar estão…
É que ninguém diz que a saída do programa é só isso: saída deste programa. Que não há programa cautelar nenhum. Que não há, nem nunca houve, porque quem manda nisto não está mais para isso.
Quem ficou um bocado entalado foi o Seguro que, assim, não morre de velho. No sentido político, bem entendido!