Imagens
A segunda partida do torneio de apuramento para o Mundial do Qatar não limpou a má imagem que a selecção nacional deixara na última quarta-feira, em Turim.
A primeira parte foi enganadora, e enganou toda a gente, incluindo - o que é grave - o seleccionador, e os jogadores. A equipa nacional não fez mais que um jogo sofrível, que só poderá ter parecido bom pela fragilidade do adversário, uma equipa perdida numa anarquia táctica que já não se usa. E pelo resultado, pelos dois golos de Jota, nos dois único remates à baliza da selecção nacional em todo o jogo.
A selecção não precisou de jogar bem para dominar completamente a selecção da Sérvia, que durante a primeira parte foi uma equipa perdida no campo, muito à imagem do que é o seu historial. E mesmo a jogar com dez - estavam 11 em campo, mas só dez jogavam - foi claramente superior.
Bastou que, ao intervalo, o seleccionador sérvio tivesse dado alguma sentido táctico à equipa - bastou-lhe tirar um dos dois avançados para entrar um trinco, e meter um lateral direito que antes não tinha - para que a segunda parte fosse completamente diferente, e para a equipa da Sérvia deixasse à mostra a fraquíssima exibição da selecção nacional. Se não levou um banho de bola, andou lá perto.
A Sérvia marcou logo no primeiro minuto, e a partir daí tomou conta do jogo, chegando ao empate ao quarto de hora, e desperdiçando mais um bom par de oportunidades, com o seleccionador nacional firme e hirto a assistir a tudo isto. Não mexeu na equipa, e quando o fez ficou curto, com Nuno Mendes a entrar pelas dificuldades por que João Cancelo estava a passar, e Renato Sanches a dar o músculo que já faltava a Sérgio Oliveira. Deixou em campo Danilo, há muito em sub-rendimento. E guardou a entrada de João Félix para quando já só faltavam 5 minutos para o jogo acabar.
Ia dizer que não se entende que tenha continuado a jogar com dez. Mas isso é pecado. Não se pode dizer. Até porque agora só se fala do golo na última jogada do encontro que o árbitro não sancionou. Um golo caído do céu, mas como a bola entrou pela baliza dentro, devia ter valido.
E por isso digo que não se entende por que não há VAR nestes jogos de apuramento. Como é que para a UEFA há VAR nuns jogos e não há noutros? Nada disto altera nada do que foi o jogo, mas já o primeiro golo da Sérvia, no primeiro minuto da segunda parte, havia sido precedido de claro fora de jogo.
No fim, ao contrário de Portugal, a Sérvia limpou a imagem, Cristiano Ronaldo atirou com a braçadeira ao chão e o árbitro pediu desculpa.