Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Intrujices

Imagem relacionada

 

Quando a intrujice e a aldrabice entram pela porta grande dos nossos dias elegantemente travestidas de pós-verdade e, agora, de factos alternativos, não admira que ouçamos o que hoje, bem cedo, ouvi num noticiário radiofónico a propósito da questão do dia, da semana, ou mesmo do mês: a redução na TSU, a ser hoje chumbada no Parlamento.

Dizia um dirigente de uma associação patronal do sector têxtil - não retive os nomes, nem o da associação nem o do respectivo dirigente - que o chumbo da medida aprovada em concertação social era uma catástrofe, que  iria provocar largos milhares de despedimentos. E para justificar o apocalipse que se vai abater sobre o sector começou a apresentar dados em rácios que tinham por base 100 trabalhadores: o aumento do salário mínimo - dizia - já representava para as empresas um agravamento de 12 mil euros por ano, por cada 100 trabalhadores. Sem a compensação pela  redução da TSU - continuou - o agravamento de custos sobe 80 mil euros por ano, por cada centena de trabalhadores.

Não sei se as contas estão certas ou erradas, nem isso é, para o efeito, significativo. Sei é que o número 100 (de trabalhadores), que lhe dá jeito para que os números ganhem um mínimo de expressão, não bate certo com o perfil de micro e pequena empresa a que a medida que a medida teria como destinatário. E que isso é intrujice!

Bem sei que o sector têxtil nacional vive do salário mínimo. Mas também sei que não pode ser aí que o sector encontre a chave da competitividade. Porque há-de haver sempre noutras latitudes quem faça o mesmo com salários mais baixos.

 Não sei, mas admito que, se estes dirigentes associativos fossem tão criativos nos esforços para acrescentar valor, como são para defender o enquadramento tradicional das suas empresas, seriam bem menores os problemas de competitividade do sector. E se calhar teríamos menos vergonha de um país que pára por um aumento de 27 euros num salário mínimo nacional que abrange quase 1/4 da população que trabalha, é um terço do de alguns dos seus parceiros europeus, e já é inferior ao de alguns países de leste.

  

Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.

Acompanhe-nos

Pesquisar

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D

Mais sobre mim

foto do autor

Google Analytics