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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Já não há Brasil, mas há Argentina

Brasil perde nos pênaltis para a Croácia e está fora da Copa

Os dois jogos do primeiro dia dos quartos de final deste Campeonato do Mundo tiveram de tudo - futebol de grande riqueza táctica, emoção até ao fim, golos mesmo no fim, do jogo ou do prolongamento e, por fim, tudo a decidir-se nos penáltis.

O Brasil foi surpreendentemente eliminado pela Croácia, uma selecção que tem vindo a crescer na competição, até chegar a este jogo em condições para o discutir. Pelo que mostravam estas selecções há pouco mais de uma semana, a Croácia estava destinada a não passar de um adversário cómodo para o super favorito Brasil. Hoje, foi o que se viu.

E viu-se a selecção croata a anular os alas do Brasil, Vinicius e Rafinha, secando logo a maior fonte de futebol da equipa de Tite. Sem nada a brotar das alas, Richarlison secava, e Paquetá e Neymar batiam de frente com a defesa croata. 

Depois, quando recuperavam a bola, lá estava o eterno Modric, a quem os 37 anos não pesam. O maestro que continua a comandar - e de que maneira! - todo o futebol croata. 

Quando a balança desequilibrava em favor dos brasileiros, lá atrás, aparecia um tal Livakovic na baliza. Sempre no caminho da bola,  sempre intransponível... como que a normalizar 0-0 no fim dos 90 minutos. 

 Prolongamento e penáltis é música para os croatas. A primeira oportunidade, como de resto já tinha sucedido no jogo, até pertenceu à selecção da Croácia, mas foi Neymar quem desembrulhou aquilo tudo. Pegou na bola lá atrás, entregue pelo Marquinhos, ali ao lado, e foi por aí fora. Escolheu o Rodrigo para uma primeira tabela, e o Paquetá para a segunda, e lá continuou direitinho ao Livakovic, para o deixar deitado no chão e meter a bola na baliza. Bem por alto, não fosse ainda alguma perna aparecer para estragar aquela obra de arte.

Estava esgotado o minuto extra de compensação da primeira parte do prolongamento quando Neymar quebrou o enguiço.

Pensar isso - que quebrado o enguiço, era só continuar que mais golos ainda viriam - foi provavelmente fatal para os brasileiros. Porque, acabar por sofrer o empate num contra-ataque a 3 minutos dos 120, não é a coisa fácil de entender num jogo destes. 

E nos penáltis lá estava o tal Livakovic. Só não defendeu os de Casemiro e de Pedro, os únicos que converteram, e o de Marquinhos, que foi ao poste. Nem deu tempo para Neymar marcar o seu penálti... 

É grande o mérito da Croácia neste apuramento para as meias-finais (pelo segundo campeonato consecutivo). O maior é que não teve medo. Nunca teve medo de jogar contra o Brasil, nem de o desafiar.

No jogo entre a Argentina e os Países Baixos não teve menos táctica, mas teve mais medo. Normalmente diz que um jogo é muito táctico quando as equipas têm medo uma da outra. Houve muito disso neste jogo.

Também a selecção de Van-Gaal, que tem andado sempre longe de maravilhar, e se valeu muito do factor sorte, como por aqui se tem dito, tem vindo a crescer. Mas está longe da qualidade, individual e colectiva da Argentina.

Que marcou pouco depois da meia hora - Messi inventou o golo para Molina marcar - mas, ainda assim, continuou com medo. E incapaz de assumir o jogo em consonância com a sua qualidade.

Chegou ao segundo já à entrada do último quarto de hora, num penálti "caído do céu" que Messi transformou facilmente em golo. Tudo aquilo mais lhes parecia uma dádiva celeste...

Que os deuses lhe cobrariam, com dois golos do recém entrado Weghorst: o primeiro, menos de dez minutos depois; e o segundo, no último lance da partida, no mais estranho livre alguma vez visto, que ficará para sempre na História dos Mundiais.

Só no prolongamento a Argentina, com medo - novamente medo - dos penáltis, procuraria finalmente afirmar a superioridade do seu futebol. Desperdiçou algumas oportunidades de ganhar então o jogo, a última no remate de Enzo Fernandez, no poste. 

Nos penáltis, Emiliano Martínez, ao defender dois, resolveu. E deixou sem consequências o que o Enzo falhou!

 

 

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