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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Já não há surpresas

 

 

Os resultados eleitorais não deixaram ninguém surpreendido - nem Assunção Cristas - perfeitamente em linha com as sondagens, o que deixa o politiquês mais enfraquecido, a perder definitivamente uma das suas principais forças de expressão: "as sondagens valem o que valem".

Pois valem. E valem tanto que é melhor que a classe política comece a usar de alguma parcimónia no seu uso já que, pedir-lhes que cortem esta estafada e gasta expressão do seu discurso, é capaz de ser pedir muito. 

Entraram três novas forças políticas para o Parlamento (a escrever, até daria para parecer que foi só uma: "Livre, Iniciativa Liberal Chega pela primeira vez ao Parlamento), onde a diversidade nunca foi tão grande: Dez! Agora são dez os partido com representação parlamentar, o que não deve deixar de ser saudado, mesmo que um não tenha nada para saudar.

Com o PS a oito deputados da maioria (deverá ficar assim, depois de apurados os resultados da emigração), e com o PAN a ficar-se por metade disso, dentro do exercício que aqui deixei há uma semana, os resultados confirmaram em absoluto os cenários improváveis em que Costa deixara as suas fichas. E que, com Jerónimo de Sousa a deixar logo ontem claro o que já era claro para qualquer observador, o empecilho do Bloco lá continua, incontornável.

Neste quadro, como referia nesse texto da semana passada, a noite de ontem haveria de mostrar quem tem "memória curta". Ou "capacidade de perdoar"... Catarina Martins, que pela ordem natural do protocolo surgiu primeiro, apressou-se a dizer que estava disponível para tudo, desde um amplo acordo estrutural para a legislatura à negociação pontual de cada medida sempre que necessário. Costa, magnânimo na vitória, mas rendido à evidência, prometeu ao povo, que gostou de geringonça, mais geringonça ainda. Agora cabem todos, venham todos à geringonça 2.0.

Parece fácil, não é?

O Bloco de Esquerda diz presente, sem rancores nem reservas. E sem empecilhar. E o PS diz venham todos, todos contam e ninguém empecilha.

Não me parece que seja bem assim e, na verdade, o que Catarina Martins disse - e viu-se pelo caderno de encargos -  foi que a vingança se serve fria. E Costa apenas os chamou a todos para lhes dizer que conta com eles ... para executar o seu programa. 

E assim será, enquanto assim for...

 

 

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