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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Magia na relva

O Benfica continua a espalhar magia pela relva, sem intermitências. Hoje, de novo na Luz, de novo em festa, praticamente cheia, perante o Chaves, voltou a exibir o seu futebol entusiasmante, de primeiríssima água.

Havia alguns receios, as feridas antigas estarão saradas, mas as más memórias não são fáceis de apagar. O Chaves tinha ganhado em Alvalade. E em Braga. O jogo da passada terça-feira tinha tudo para ter deixado a equipa altamente confiante, e segura do seu valor. Mas também tinha sido muito exigente, física e mentalmente. Os jogadores tanto poderiam entrar em deslumbramento, como desgastados, como em relaxe. E depois havia a questão do chip - a mudança do modo "Champions" para o de campeonato nacional. Contra um adversário tranquilo, bem trabalhado, como se tem visto, e moralizado pela história já feita neste campeonato, deslumbramento, relaxe, cansaço e chip são coisas complicadas.

Só que este Benfica parece imune a essas coisas todas. Não há deslumbramento, não há relaxe, não há cansaço e só tem um chip, o do futebol de alto quilate. E nem deu tempo ao Chaves para sequer pensar que poderia na Luz repetir Alvalade, ou a Pedreira. Quando, com apenas dois minutos, Neres fez magia naquele golo espectacular, já o Benfica tinha conquistado dois cantos, e já o menino António Silva tinha tentado imitar o calcanhar do Rafa, da passada terça-feira. 

E nunca mais parou. Os jogadores nunca se cansam quando se divertem a jogar à bola. Estes jogadores a que Roger Schemidt devolveu o prazer de jogar à bola divertem-nos divertindo-se!

Bastaram pouco mais de cinco minutos para Grimaldo voltar a vestir a magia de golo. O jogo não ficava resolvido nos primeiros dez minutos porque já se sabe - o 2-0 é um resultado perigoso, diz-se. Dificilmente o será quando não se levanta o pé, quando o caudal de futebol enleante não seca. 

E o Benfica não levantou o pé, nem baixou a quantidade nem a qualidade do seu futebol. E Rafa, primeiro, e Gonçalo Ramos, depois, poderiam ter dobrado o resultado em pouco tempo.

A equipa nunca relaxou, mas abrandou então um pouco. Em ritmo e em concentração, mas foi em apenas dois ou três minutos, pouco depois da meia hora. Resultou em dois passes falhados, um dos quais só não deu em golo porque Vlachodimos também faz parte da equipa. E está também em grande forma!

Serviu de lição, e rapidamente chegou ao terceiro golo. De Gonçalo Ramos, assistido pelo fantástico Aursenes, mais um caso sério nesta equipa, acabando de vez com os perigos do 2-0, e abrindo as portas para uma segunda parte tranquila, como se pedia neste contexto competitivo, com a importante deslocação a Israel, donde poderá ainda trazer o primeiro lugar do grupo de apuramento na Champions.

E foi isso, a segunda parte. Tranquila. Mas nem por isso menos bem jogada, nem por isso sem a magia, que regressou logo no início. Primeiro numa grande jogada de Rafa, que assistiu João Mário para o golo que um defesa adversário evitou, desviando a bola para canto. Pouco depois, naquele mágico golo do fantástico Enzo. Não contou, foi depois anulado por fora de jogo (18 cm) de Aursenes, no início da jogada.

E regressaria mais vezes. No lance em que João Mário foi derrubado à entrada da área, mas ainda a tempo de deixar a bola em Rafa, isolado à frente do guarda-redes, pronto para o golo. Com o árbitro, Luís Godinho, a preferir assinalar a falta, beneficiando escandalosamente o infractor.

Mas é isto. A jogar desta forma, o Benfica não dá hipóteses aos adversários, nem aos árbitros habilidosos, como Luís Godinho. Não se limitou a impedir esse golo, teve ainda que, de uma só vez, amarelar Aursenes - por uma falta que nem falta pareceu - e Otamendi, por simplesmente usar o seu estatuto de capitão para chamar a atenção justamente para isso.

E regressaria no quarto golo, de Musa, assistido por Enzo, a concluir mais uma brilhante jogada tricotada já dentro da área flaviense. E no grande remate do Gilberto, à trave. Que deu a Rafa, na recarga, o quinto golo, igualando os números do melhor resultado da época, com o Marítimo, há semanas. Ainda assim longe do que, com melhor coeficiente de aproveitamento das oportunidades criadas, seria um resultado de mais condizente com a qualidade de mais esta excelente exibição de futebol!

   

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