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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Mais um teste passado com distinção

O Benfica surgiu no Bessa para disputar este complicado jogo da quarta jornada com duas novidades, ambas consequência da falta de Otamendi, ausente por castigo, depois daquela expulsão em Leiria, no jogo com o Casa Pia: António Silva, o miúdo de 18 anos, no lado direito do centro da defesa; e a braçadeira de capitão em João Mário.

A segunda estranha-se, depois entranha-se. E finalmente percebe-se. A primeira aplaude-se. Pela exibição do miúdo, mesmo amarelado logo no início, mas mais ainda pela lucidez da opção de Roger Schemidt. A alternativa era o já descartado Vertonghen. Negar-lhe esta oportunidade seria dar-lhe um péssimo sinal e correr o risco de o começar a perder.

Às duas novidades no Benfica juntou o jogo outra novidade: um Boavista sem pontas de lança, e apostado em pressionar no campo todo. Não é novidade, antes pelo contrário, e mais ainda com Petit, a pressão que os jogadores do Boavista exercem sobre os adversários, e agressividade que colocam na disputa da bola. Novidade era fazerem-no campo todo, logo em cima da grande área adversária, colocando dificuldades à saída de bola do Benfica.

Na realidade o Boavista quis tornar-se no primeiro adversário a colocar o Benfica desconfortável no seu padrão de jogo. E se este era mais um teste à capacidade desta equipa do Benfica, o resultado não poderia ser melhor. O Benfica passou com distinção!

A equipa respondeu à agressividade do adversário na mesma moeda. Os jogadores não recearam o confronto, disputaram cada lance com a mesma intensidade, correram e lutaram como os do Boavista. E depois disso, como são muito melhores e têm o modelo de jogo assimilado, jogaram o seu futebol, e mantiveram-se confortáveis nas dinâmicas instaladas na equipa.

Foi de tal forma assim que quem estava com atenção ao jogo - e deve dizer-se que foi um grande jogo, muito valorizado pela atitude da equipa do Boavista - percebia que o Benfica estava a dar a resposta certa às dificuldades colocadas, e que, mais tarde ou mais cedo, acabaria por impor a sua superioridade.

À saída do primeiro quarto de hora começou a ficar claro que essa superioridade estava instalada. Com Enzo e Florentino em grande, e a dominarem o meio campo, os centrais António Silva e Morato imperiais, e Rafa e João Mário decisivos na construção, o habitual futebol do Benfica fluía na relva.

É verdade que até ao primeiro golo, em cima da meia hora, não tinham abundado remates, nem oportunidades de golo. Surgiu de um canto, mais uma vez. Desta com a bola direitinha do quarto de círculo para a cabeça do Morato, e dela para dentro da baliza.

Não mudou nada com o golo. O Benfica continuou a exibir o seu futebol,  e passou a construir incomparavelmente mais situações de finalização. O Boavista mantinha a mesma atitude, disputava à mesma a bola no campo todo, mas ela acabava sempre nos pés dos jogadores do Benfica. 

Em cima do intervalo João Mário desperdiçou a mais clara situação de golo, de forma verdadeiramente inacreditável, deixando o resultado ao intervalo bem longe de reflectir a superioridade no jogo. 

Deixou no entanto o aviso para a segunda parte. O jogo não se alterou muito, a superioridade do Benfica, sim. Tornou-se ainda maior. E mais ainda depois de iniciadas as substituições, à hora habitual. 

Neres, Gonçalo Ramos e Gilberto, com rendimento realmente abaixo dos restantes, foram substituídos por Diogo Gonçalves, Musa e Bah, e todos acabaram por acrescentar dinâmica e qualidade à exibição. João Mário passou da esquerda (onde se ficou Diogo Gonçalves) para a direita (de onde saíra Neres), e passou a homem-golo.

O primeiro, e segundo do jogo, logo depois das substituições, com assistência de Musa. E o segundo, e último, de penálti, essa raridade da realidade benfiquista. O árbitro - João Pinheiro, que fez mais uma das suas arbitragens habilidosas, e particularmente condicionante no período inicial do jogo, quando era mais repartido, ao ponto de, coisa nunca vista, o Benfica acabar com mais faltas (14) que o Boavista (12) - não viu o penálti sobre Musa. Tão evidente que o VAR não teve como não intervir.

O resto foram sucessivas oportunidades de golo, que fazem deste claro 3-0 um resultado afinal bem escasso para o que foi a realidade do jogo. O Boavista fez 4 remates, sem um único na direcção da baliza de Vlachodimos, que se limitou a dois sustos em outros tantos atrasos que saíram desnecessariamente mais apertados. 

E ainda mais duas estreias - Mihailo Ristić, para o lugar de Grimaldo, e o recém contratado Fredrik Aursnes, para o aplauso a Enzo (a contratação do norueguês só pode significar que nem esta época concluirá com a camisola do Benfica) a par de Florentino, mais uma vez o melhor em campo (mesmo que esse prémio tenha sido entregue a João Mário).

Tudo isto em mais um teste do algodão a este futebol cada vez mais entusiasmante do Benfica de Roger Schemidt. Mas também à incúria da Liga, que continua a permitir a extorsão dos adeptos do Benfica pelas bilheteiras  dos adversários que visitam. Depois falem em centralização dos direitos televisivos!

 

 

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