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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

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Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Nacional 1 - Benfica 2

Nacional-Benfica-36

Na Choupana o Benfica enfrenta sempre dois adversários: a equipa do Nacional e o nevoeiro.

O horário do jogo, invariavelmente marcado para o final da tarde, agrava sempre o risco de nevoeiro. Com as consequentes interrupções, com o jogo em pára-arranca, com a suspensão, até chutar o resto do jogo para nova data. Invariavelmente para a mesma hora. Tem frequentemente sido assim. Ontem não foi. Ontem na Choupana o adversário foi apenas o Nacional, o nevoeiro não compareceu a jogo.

E, para adversidade, bastou. O Benfica não precisava de mais adversários, bastou-lhe o auto-carro que este Nacional de Tiago Margarido estacionou à frente da baliza, os truques do anti-jogo, e as picardias constantes para assegurar que os nervos estejam sempre à flor da pele.

Não é, como bem se sabe, um exclusivo deste Tiago Margarido. No campeonato português os "Tiagos Margaridos" são à dúzia! 

Perante este adversário, e esta adversidade, o Benfica apresentou-se dentro do registo habitual. No onze inicial, já a habituar-se à falta de Lukebakio, faltava Rios, que aproveitara para limpar amarelos antes do dérbi. No seu lugar, que não na sua posição no campo, mas precisamente na do extremo belga, surgiu Rodrigo Rego. Que na posição de Rios jogou Aursenes. 

Sem perder o tempo o Benfica atirou-se ao jogo. Atacou-o, de princípio a fim. Sem fazer uma exibição deslumbrante, que isso está completamente fora das capacidades actuais da equipa, mas de forma competente e empenhada. Atacou sem desfalecimentos, e rematou. Rematou muito. 31 vezes, o novo recorde do campeonato!

Não criou enormidades de oportunidades de golo, porque nunca foi fácil desmontar o auto-carro nacionalista, mas as suficientes para resolver o jogo ainda na primeira parte. Para a segunda parte aumentaram a intensidade do jogo, as picardias e o anti-jogo. E tudo isso aumentou ainda mais depois do golo do Nacional, quando se expirava o primeiro quarto de hora.

Nesse primeiro quarto de hora o protagonista foi Barreiro. Primeiro, dividindo o protagonismo com o árbitro Iancu Vasilica, que não assinalou o penálti - claríssimo - que sofreu, quando foi empurrado e impedido de disputar a bola no cruzamento do Rodrigo Rego. Curiosamente, o árbitro que neste lance, a dois metros e com a vista desimpedida esteve mal, esteve bem num outro lance, um pouco antes, ao não assinalar uma mão na bola de um defesa nacionalista dentro da sua área. É que a bola ressaltou-lhe da barriga para a mão, exactamente como acontecera no último jogo jogo da Luz, com o Casa Pia, que o lagarto Gustavo Correia transformou em penálti, encaminhando os dois pontos para destino incerto. Depois, ao falhar escandalosamente um golo de baliza aberta.

Se o resultado já vinha ferido de injustiça da primeira parte para, ao fim do primeiro quarto de hora da segunda, se tornar num crime lesa futebol, só faltava o golo do Nacional, e as suas circunstâncias. Numa saída de bola Otamendi, sem sequer estar sob pressão, entregou-a directamente a um adversário. Bastou ao Nacional o mérito de ter mais dois jogadores fora do auto-carro, e bem posicionados para dar forma de golo àquela asneira do capitão.

Com a vantagem de um golo caído do céu os jogadores do Nacional refinaram os processos. Tombados no chão a cada minuto e provocações a cada segundo. O resto ficava no auto-carro.

Mourinho mexeu na equipa. Fez apenas três substituições, mas resultaram todas. Prestiani e Schjelderup melhoraram significativamente o jogo nas alas, e foram os rostos da reviravolta. E Ivanovic também entrou bem, reforçando a presença na área e mexendo com as peças do auto-carro. As oportunidades para marcar sucediam-se, mas a bola não entrava. Ou passava uns centímetros ao lado, ou outros por cima, ou era o guarda-redes Kaique a esticar-se e a defender.

Prestiani quebrou o enguiço e fez o empate, num remate espectacular, pouco depois de ter passado por mais uma provocação, que lhe valeu um amarelo. Faltava um minuto para os 90, mas faltariam 10 para o fim do jogo. Não foi preciso tanto, bastaram mais cinco minutos. Desta vez foi Schjelderup a desmontar aquela barreira que parecia intransponível. Primeiro numa tabela espectacular com Otamendi. Depois, em menos espaço que o de uma cabine telefónica, a sentar dois adversários e a levar bola pela linha de fundo até a deixar em Pavlidis, ali a um metro da linha de golo, de frente para ela, no meio de mais três ou quatro defesas adversários.

Foi bonita a festa, pá ... Depois da tormenta vem a bonança. Esperemos que sim. Que não tenha sido apenas uma reviravolta no resultado, mas a reviravolta nos mal-fadados minutos de compensação.

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