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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Nada de novo

O Benfica voltou à Luz, pela penúltima vez neste campeonato. Para defrontar o Braga, sempre um adversário complicado, envolvido na disputa do terceiro lugar, com o Porto - hoje em eleições - num jogo de grande expectativa. À volta do jogo, e do resultado, mas também nas bancadas. Com mais de 55 mil!

Sem João Neves, com o nariz partido em Faro, e surpreendentemente no banco, substituído por João Mário, Roger Schmidt regressou às suas opções habituais. E o Benfica não foi apenas a equipa tipo desta época, foi também a imagem do que tem sido.

A equipa entrou bem, (parte) das bancadas não. A tensão era alta. As claques entraram caladas, e seria bem melhor se assim tivessem continuado. Caladas e quietas.

Nos primeiros quinze a vinte minutos o Benfica dominou o jogo e criou duas claras oportunidades para marcar, entre elas aquela bola de Cabral à trave. Não há equipa que mais tenha rematado aos ferros da baliza, e a conta do Arthur Cabral já vai em cinco. A partir daí, fosse pelo que vinha das bancadas, fosse por crescimento "orgânico" do Braga, o jogo passou a ser mais repartido.

E, à beira da meia hora, o Braga aproveitou a primeira oportunidade, num contra-ataque em que o Djaló passou que nem um foguete por Otamendi, deixando-o batido logo na recepção da bola, foi à linha centrar a bola e atrasada para, à entrada da área, para Ricardo Horta marcar. Por entre as pernas do Trubin.

Era necessário e urgente que a equipa reagisse ao golo. O pessoal das claques achou que não. Que importante era levantar tarjas e arremessar tochas para o relvado, para que o jogo fosse interrompido. Uma vez, e outra vez!

E a equipa, em vez de poder reagir, passou até pela sua pior fase do jogo. Repetindo o afunilamento  do jogo, cruzamentos com os adversários de frente para a bola, passes para o lado e para trás, falta de ideias, que tem acontecido frequentemente ao longo da época. Ainda assim dispôs de mais uma clara oportunidade para empatar, com Aursenes "a conseguir", em cima da linha de golo, rematar por cima da barra.

O futebol que se vira em Faro, com os corredores laterais a serem bem ocupados,  a alargar o campo, desaparecera.

Regressou na segunda parte. Não logo ao intervalo, que aí nada mudou. Mas quando Bah teve que sair, lesionado, entrando Carreras, com Aursenes a passar para a direita.

O que mudou ao intervalo foi a postura do Braga, que entrou decidido a defender a vantagem daquele golinho. Passou à fase do "autocarro", e o jogo já só tinha apenas o sentido da baliza do Matheus. 

Faltavam 20 minutos para o fim quando Schmidt entendeu trocar Rafa por Kokçu - opção inatacável - e Arthur Cabral (discutível naquela altura) por Marcus Leonardo. E o joker voltou. Na primeira vez que tocou na bola, como tantas vezes no seu início, marcou. Um bom golo, pela execução e pela decisão e rapidez a chegar à bola, na ressaca de um livre cobrado por Di Maria. Exactamente um golo que Cabral dificilmente marcaria. 

Continuava a ser um resultado interessante para o Braga, pelo que decidiu manter-se lá atrás. E lá manteve o autocarro, à  espera de arriscar qualquer coisa nos últimos dez minutos, quando refrescou as alas com as entradas de Rony Lopes e Bruma.

Quando arriscou, num contra-ataque em que chegou à área de Trubin com quatro (avançados) para dois (defesas adversários),  Bruma decidiu fazer como se estivesse sozinho. Rematou, para defesa tranquila do guarda-redes do Benfica, que de imediato lançou a bola para Kokçu, que abriu na esquerda em Di Maria, que cruzou milimetricamente para Neres entrar de cabeça, no poste esquerdo.

Era a reviravolta, a cinco minutos dos 90, e o golo que fez explodir a Luz, que não as tochas.

Depois foi controlar o jogo. E tempo ainda para, nos sete minutos de compensação, Leonardo fechar com o seu segundo golo. No seguimento de um lançamento lateral, que se seguiu a um pontapé de canto. Um daqueles que só marca quem tem fome de golo, e moral cheia.

E, sim. O Benfica regressou à sua imagem desta época. Nada de novo. Nem nos golos. Que só de bola parada e em transição rápida. Nem na patetice dos (alguns, sempre os mesmos) adeptos. 

 

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