Nada se estranha, tudo se entranha!

Era estranho que o Ministério Público não tivesse dado nome à operação que levou à demissão do primeiro-ministro. Afinal deu, e chamou-lhe "operação influencer".
Não é estranho é que o jornalismo de direita tenha muito de direita e pouco de jornalismo. Por isso não é estranho que, nada de estranho tendo sido escutado nas "escutas ao primeiro-ministro", se estranhe que nada tenha dito ao telefone.
É estranho que o agora ex-chefe de gabinete do primeiro-ministro, tal Vítor Escária, já hoje demitido por António Costa, tivesse guardado mais de 75.800 euros no seu escritório, em S. Bento. Não é estranho que o seu advogado tenha dito que esse dinheiro se refere a uma atividade profissional “anterior às funções que exerceu”.
Não é estranho que em casa do Galamba tenha sido encontrado haxixe para consumo próprio. Tem "pinta" de ser apreciador. Disso e de jantares caros.
Nem é estranho que, de tudo o que, até agora, a Justiça deu a conhecer, nada se vislumbre o que quer dar por conhecido.
Neste país tão estranho nada se estranha e tudo se entranha!