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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

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Natal na frente

Esta 15ª jornada, a do Natal, entrará para a História dos campeonatos nacionais. É comum, nos tempos que correm, jornadas espalhadas por três ou quatro dias; não é comum, é mesmo inédito, uma jornada com três lideres diferentes.

Anteontem, no sábado, ao ganhar em Moreira de Cónegos (3-0, num jogo que explica como o Porto, mesmo em crise, pontua como nenhum rival no campeonato dos outros), onde perdera, e fora eliminado da Taça há um mês, e onde o Benfica deixara dois pontos e o Sporting três, o Porto chegou ao primeiro lugar do campeonato, com 37 pontos. Ontem, domingo, com o empate (0-0) em Barcelos, que terá ditado o despedimento imediato do João Pereira, o Sporting igualou aquela pontuação, mas regressou ao primeiro lugar. Ao vencer (3-0) hoje o Estoril, na Luz novamente cheia, o Benfica passou a somar 38 pontos, e chegou pela primeira vez ao topo da classificação deste campeonato.

Deseja-se que de lá não saia. É Natal, tempo de desejos.

O jogo desta noite não nos permite grandes conclusões sobre esse desejo. Foi um jogo que o Benfica poderia ter ganhado de forma ainda mais expressiva, mas que também poderia não ter ganhado. Foi um jogo que em grande parte controlou, mas em que também teve largos momentos de subalternização. 

O Estoril entrou melhor no jogo - confesso que aprecio o treinador escocês Ian Cathro, e não é apenas por se expressar num português impecável - dominou praticamente o primeiro quarto de hora, e o Benfica teve que crescer no jogo para tentar equilibrar a primeira parte. Quando não tinha a bola o Estoril defendia com uma linha de cinco, mas de forma muito compacta, com as linhas muito juntas. Quando a recuperava subia da mesma forma compacta, e com os jogadores muito próximos uns dos outros, a facilitar a circulação. Mas também a pressão.

O Benfica começou por acusar a falta de meio campo. Sem Florentino (na equipa base Bruno Lage apenas trocou dois jogadores - Otamendi, que se deslocou à Argentina na passada quinta-feira, partindo logo da Madeira, por António Silva e Florentino por Beste - mas mudou muito no xadrez, com Kokçu ao lado de Aursenes e Akturkoglu atrás de Pvlidis, para Beste jogar na esquerda do ataque) o meio campo do Benfica esteve sempre muito desconfortável com a movimentação dos estorilistas.

Fechado o primeiro quarto de hora, ficou a ideia que o Benfica estaria a começar a resolver esses problemas. Durou apenas 4 ou 5 minutos, que acabaram com o remate de Pavlidis ao poste, e só a  partir do meio da primeira parte, e mais claramente depois do golo de Pavlidis (finalmente!) o Benfica passou para cima do jogo. 

O Benfica tinha antes tido oportunidades para marcar, a maior das quais na tal bola ao poste, aos 18 minutos, mas o primeiro golo chegou na altura e nas circunstâncias certas. E isso foi decisivo. Não é que, a partir daí e até ao intervalo, o jogo tivesse passado a ter como único sentido a baliza do espanhol Robles. Não foi assim, mas foi a partir daí que o Benfica conseguiu encontrar espaços para  jogar, e verdadeiramente impor respeito ao adversário. 

Não os aproveitou da melhor maneira, e esse é outro problema. É um problema de forma de alguns jogadores. Da forma perdida por Akturkoglu e Pavlidis, e da nunca adquirida de Beste.

A segunda parte começou a fazer lembrar os primeiros minutos. E logo o árbitro - António Nobre faz parte da elite do habilidoso sistema de arbitragem, e confirmou-o até ao limite - assinalou um penálti contra o Benfica. O VAR mostrou-lhe que não podia ser, que não havia por onde.

Em tempo de percepções, os jogadores do Benfica perceberam o aviso. E o penálti que António Nobre quis inventar funcionou como alerta. 

Novamente sem grandes alardes, e sem entusiasmar as bancadas por aí além, o Benfica voltou a tomar conta do jogo. Mas o golo da tranquilidade tardou. Como tardaram as substituições que entravam pelos olhos dentro...

Estava Amdoumi há 3 minutos em campo, substituindo (em simultâneo Leandro Barreiros substituiu Aursenes) Pavlidis, acabado de falhar mais um golo de forma inacreditável, quando marcou o segundo, que afastou das bancadas os fantasmas das Aves. E deu o golpe de misericórdia no Estoril. O marcador só atingira a sua expressão final já no quarto dos justificados 6 minutos de compensação, de novo por Amdoumi, num canto cobrado por Beste.

Um golo que deu ao marcador o colorido da liderança, e que foi o regresso aos golos de canto. Que também pareciam esquecidos. 

Acabou em festa a noite na Luz. Há razões para festejar, há muito que o Benfica não estava lá em cima, em primeiro. Mas nem tudo são rosas no momento actual da equipa!

 

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