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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

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Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

No desperdício os dois da praxe

A deslocação a Barcelos para defrontar o Gil Vicente, também ainda com o pleno de vitórias no campeonato e orientado por um treinador habitualmente complicado para o Benfica, cujo treinador aponta como seu discípulo, comportava alguns riscos e apontava para algumas dificuldades, mais a mais caindo no meio da decisiva eliminatória com o PSV.

O Benfica apresentou-se com seis alterações relativamente ao jogo da primeira mão com os holandeses, com a entrada de Gilberto, Taarabt, Meité, Gil Dias, Everton e Gonçalo Ramos para os lugares de Diogo Gonçalves, João Mário, Weigl, Grimaldo, Pizzi e Rafa, e os primeiros minutos, com os jogadores do Gil Vicente subidos e muito pressionantes, pareciam confirmar as esperadas dificuldades. Cedo, logo a partir dos primeiros sete ou oito minutos, se percebeu que, no entanto, as dificuldades do jogo não viriam tanto nem da estratégia e da argúcia do treinador gilista, nem da qualidade dos seus jogadores. Vinham da falta de velocidade no jogo benfiquista, de algumas deficiências no passe e na recepção de alguns dos seus jogadores - particularmente Taarabt, Gil Dias (como é que o Benfica foi buscar este jogador para lateral esquerdo ao Famalicão quando lá estava Rúben Vinagre, e até escolheu primeiro?) e Gilberto - e da falta de eficácia no aproveitamento das ocasiões de golo que iam surgindo.

Mesmo sem jogar bem, na primeira parte o Benfica dispôs de quatro oportunidades claras para marcar, uma série que se iniciou logo aos 8 minutos com o remate de Taarabt ao poste, e acabou no desperdício Yaremchuk, isolado por um grande passe de calcanhar de Everton, o melhor da primeira parte. E teve ainda um golo anulado por fora de jogo de Gilberto. Teria outro, aos 10 minutos da segunda parte, desta vez a Yaremchuk, tornando-se já no líder dos golos anulados. E das bolas nos ferros!

A segunda parte arrancou com mais uma oportunidade de golo, numa grande jogada individual do Gonçalo Ramos, a que se seguiu a única dificuldade que o Gil Vicente colocou a Vlachodimos em todo o jogo, ao travar com os pés um remate de um adversário isolado. E foi toda ela de sentido único, o da baliza de Kritciuk, que ia defendendo tudo o que havia para defender.

Atravessava o Benfica a sua fase de domínio mais intenso, com o adversário encostado à sua baliza, sem de lá conseguir sair, quando Jorge Jesus, ainda antes de esgotado o primeiro quarto de hora,  fez as primeiras substituições - três, João Mário, Pizzi e André Almeida entraram para os lugares de Taarabt, Yaremchuk e Gilberto. Fizeram sentido, só não faziam sentido nenhum porque iam interromper o melhor período do Benfica, o sufoco do adversário que ainda não tinha conseguido. 

Mas a verdade é que João Mário e Pizzi melhoraram a dinâmica de jogo da equipa, e as oportunidades de golo continuaram a surgir, e a ser desperdiçadas. A pouco mais de um quarto de hora do fim o treinador do Benfica esgotou as substituições, trocando o equívoco Gil Dias por Grimaldo, e o entretanto desaparecido Everton pelo regressado Darwin, três meses depois. O golo tardava, ao contrário dos minutos finais, que pareciam cheios de pressa, ao contrário dos jogadores da equipa de Barcelos.

Acabaram por chegar os dois da praxe (sempre dois golos em todos os seis jogos da época), separados por quatro minutos. E que golos. O primeiro, aos 84 minutos, em que Lucas Veríssimo intercepta (sim, isso mesmo!) um remate de Pizzi deixando desde logo Kritciuk, que defendia tudo, irremediavelmente batido. Para, depois, lhe colocar a bola no lado contrário. Inteligência notável, do único jogador das últimas contratações que se tem valorizado (veja-se o que se anuncia de Valdchmidt e Carlos Vinícius, a saírem por valores bem abaixo do seu custo). E o segundo, o do alívio final, em mais uma obra prima de Grimaldo. Que grande golo!

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