O ano da Justiça

Há poucos dias, antes da entrada no ano novo e quando toda a gente era auscultada sobre a adivinhação do que aí viria, dizia-se que 2020 seria o ano da Justiça. Não que se quisesse dizer que este fosse o ano em que, por obra e graça do que quer que fosse, tudo passaria a funcionar bem. Apenas porque este tem de ser o ano do "sim ou sopas" para processos judiciais de grande exposição mediática, dos que se arrastam há demasiados anos, como o Monte Branco, a Operação Marquês ou BES, aos mais recentes, como Tancos, Alcochete ou Rui Pinto.
Ao 14º dia do ano, à entrada para a sua segunda semana, os jornais de hoje parecem querer confirmar essa ideia, que este ano é que é. Com mais ou menos parangonas todos aparecem hoje nos jornais. Todos hoje são notícia. Até a Operação Marquês, há muito com paradeiro desconhecido, mesmo que a notícia seja apenas que Joaquim Barroca, o ex-presidente do ex-Grupo Lena, vai ser ouvido daqui a um mês e tal... Pode estar em profunda agonia, mas ainda está vivo... Refiro-me ao processo, naturalmente.