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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

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O esplendor da batota

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O jogo chegava aos 90 minutos, e o Porto estava a perder com o Arouca, no Dragão. Como em dois dos três jogos anteriores para este campeonato "do vale tudo". À quarta, quinta ou sexta, já nem sei quantas foram as vezes que Taremi se mandou para o chão dentro da área, o árbitro assinalou finalmente o penálti procurado de todas as formas ao longo de todo o jogo. Viu-se logo que não passava de mais uma trapacice, que o VAR não poderia deixar passar.

Vimos todos. Viram todos. Os dois bancos portistas - um junto ao relvado e junto à tribuna do Dragão - mais pareciam a sala do VAR na Cidade do Futebol, com dezenas de olhos permanentemente postos nos ecrãs. Tantos ou mais que na sala mais famosa disto a que se chama futebol em Portugal. Toda aquela gente lá em cima viu. Como viram todos os que lá estavam em baixo. No banco que legítimo, ali ao lado do equipamento a que o árbitro teria de se dirigir.

O resto é conhecido. Quando o árbitro lá chegou o equipamento não funcionava e, conforme estabelecido nos regulamentos, a comunicação teve de se fazer por via telefónica. Soube-se, já hoje pelo comunicado do Conselho de Arbitragem, que o equipamento deixou de funcionar por ter deixado de funcionar a tomada eléctrica que o alimentava. 

Não se sabe porquê. Mas nem é preciso ser adivinho para saber que foi propositadamente desligada para que as imagens que todos viram não fossem vistas pelo árbitro. 

Sabe-se, e não se sabia, pelo mesmo comunicado, que o "plano B" do sistema foi accionado em poucos minutos, e que a comunicação com a Cidade do Futebol foi restabelecida em poucos minutos. E estranha-se, por isso, que novo penálti, mais uma vez criado na batota de Taremi, não tenha voltado a ser objecto de intervenção do VAR. Nem isso nem o golo do empate, aos 22 minutos da compensação que era de 17, com fortes suspeitas de fora de jogo de Evanilson, o marcador. 

Tal como no inventado penálti redentor do jogo anterior, em Vila do Conde, sem qualquer imagem que o legitimasse, também aqui não houve imagens. Nem linhas.

Em quatro jogos o Porto já jogou cinco. Nesse quinto jogo adicional somou 7 dos 10 pontos que tem na classificação. Mas não se fala nada disso. Fala-se que o Porto quer a anulação do jogo. Já não lhes basta que os jogos apenas acabem quando o resultado lhes interessar. Agora querem mesmo repetir os jogos que nem assim consigam ganhar. Querem jogar 6 jogos em quatro jornadas. Ou os que forem necessários para ganhar.

Fala-se, e arregimenta-se o exército ao serviço para falar da reversão de um penálti inexistente por telemóvel. Mas não se fala de batota. Da batota instalada há mais de 40 anos no futebol em Portugal, e cada vez mais despudorada. Que, mesmo que cada vez também mais amadora, continua impune! 

É por isso, e para isso, que o topo da pirâmide desta coisa é o que é. 

 

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