O regresso da Fórmula 1 no "regresso" de Alonso
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Aí está, de volta, a Fórmula 1 para o arranque de mais uma época, a 74ª da História da modalidade rainha do desporto automóvel. Vão ser 23 GP, com 23 corridas e mais 6 corridas sprint. E tudo começou no Bahrein, naquela região do Golfo Pérsico, cada vez mais presente no calendário do campeonato do mundo.
Os carros estão bonitos, quase todos mais bonitos. Nesse pormenor saliento a Alfa Romeo. E a Ferrari, onde o vermelho é, de novo, mais "Ferrari". Há pilotos novos - o australiano Oscar Piastri, na Mclaren; o holandês Nyck de Vries, na Alphatauri; e o americano Logan Sargean, na Williams - a substituir outros três. Um de má memória, Nicholas Latifi. Os outros dois - Daniel Ricciardo, mas especialmente Vettel - grandes nomes da Fórmula 1.
Os treinos mostraram que o pelotão está mais compacto. Desde a implantação deste modelo de qualificação, há 17 anos, este foi o Q1 mais apertado - todos os 20 carros couberam num intervalo de 1,1 segundos. Mas nem assim a romper com 2022. Com a "pole" de Verstappen, e a superioridade da Red Bull, a preencher a primeira linha da grelha. A segunda linha da Ferrari, com Leclerc à frente de Sainz. E, para que não fosse tudo igual, com Alonso, agora na Aston Martin, que promete alargar a frente da corrida para 4 equipas, a impedir a terceira fila à Mercedes. Alonso, o mais velho a prometer mais rejuvenescimento, foi quinto. Russel, sexto e, Hamilton, sétimo.
A corrida confirmou tudo isso, com a vitória tranquila de Verstappen, na dobradinha da Red Bull, e com a confirmação da Aston Martin. E de Alonso, a estrela do espectáculo!
A Aston Martin revelou-se sempre melhor que a Mercedes, e a Ferrari, que a dez voltas do fim parecia ter garantido Leclerc no pódio, voltou a confirmar a falta de fiabilidade da última época. Foi obrigado a parar e, depois, foi Sainz a ficar à mercê do espectacular Alonso, a garantir o último lugar no pódio, ao bater o seu compatriota, depois do espectáculo na luta com Hamilton. Que, com tudo para ainda passar Sainz, acabou em quinto, resignado à continuada desilusão dos Mercedes.
Por agora, o que este GP do Bahrein "disse" é que Verstappen, e a Red Bull, continuam inatingíveis para a concorrência. E que a Aston Martin acertou no "velho" Alonso (42 anos de idade, e 22 na Fórmula 1) para desenvolver o seu carro. E que o espanhol acertou finalmente na escolha de uma equipa capaz de desenvolver um carro à medida da sua enorme competência. De todo o deu conhecimento e de toda a sua experiência.