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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

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Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Os "ses" do clássico

Por Eduardo Louro

 Resultado de imagem para porto benfica andré almeida

 

O Dragão pôde assistir, na primeira parte, ao melhor Benfica da sua história. Não me lembro, nesta dúzia de anos que o Dragão leva de vida, de um Benfica tão afirmativo, tão assertivo e tão mandão como foi hoje durante 35 minutos.

À excepção dos primeiros 5 minutos e dos últimos cinco da primeira parte, o que se viu foi o Benfica a mandar no jogo e a criar ocasiões de golo. Ia ainda a primeira metade do jogo a meio e já o Benfica criara três grandes oportunidades de golo. Duas negadas por Casillas, com enorme classe.

Os jogadores do Porto não sabiam para onde é que se deviam virar. E quando assim é viram sempre para o mesmo lado, para a quezília e o conflito. A primeira acabaria com Maicon – que já tinha ensinado ao Maxi como se faz – no ponto mais alto (literalmente) desse ambiente intimidativo que faz da agressão (Jonas foi um mártir) um modo de vida. Ou de jogo. Aproveitou o facto do árbitro já ter apitado para o fim da primeira parte mas, provou-o a segunda, não tinha necessidade disso.

Logo aos 5 minutos o Maxi – que bom aluno que é! – demonstrou que não havia nada a recear, que podiam repetir-se os golpes de karaté do mestre Maicon que o árbitro Soares Dias não se importava.

Poderá não ter sido por isso – mas também poderá ter sido – mas a segunda parte foi outra coisa. O Benfica não repetiu, nem de perto nem de longe o que de bom tinha feito, foi caindo fisicamente e à entrada do último quarto de hora do jogo o Porto passou a mandar claramente no jogo. Chegou ao golo já perto dos 90, numa jogada de contra-ataque que se percebeu logo que iria acabar em golo, tão flagrante que era a superioridade numérica criada.

E pronto, Lopetegui lá conseguiu ganhar um jogo ao Benfica… Um jogo que não foi só de Maicons e Maxis. Teve também coisas bonitas: o abraço de Aboubakar a Júlio César, depois de um choque entre ambos, ou a atitude de Gaitan, a dar a protecção a Maxi que, percebemos depois, ele afinal não precisava. Terá sido por isso, por saber que não precisava, que nem ficou agradecido. E teve uma verdadeira curiosidade: qual é jogador – qual é ele – que pode chegar a esta altura da época sem ter competido num único jogo e dar confiança a um treinador para um jogo desta importância?

Claro: é André Almeida! Nenhum outro jogador é capaz de tal coisa. E de jogar bem… até poder. Porque não há milagres.

Não há clássico sem ses. E este tem dois: se o melhor Benfica tivesse podido contar com o melhor Gaitan, tudo teria sido diferente. E se o árbitro do Porto tivesse expulso – como não poderia deixar de fazer – o Maicon, no final da primeira parte e o Maxi, aos 5 minutos da segunda, como é que teria sido?

Ah… E o André André é um grande jogador, e está em grande forma Parece-me que há ali dedo do Rui Vitória… Ou não?

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