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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Palavras para quê?

Por Eduardo Louro

 

O Presidente da República veio ontem dar, mais uma vez, a sua contribuição para o já intolerável faz de conta em que nos obrigam a viver. Em vez de, como lhe competia se soubesse honrar o cargo que ocupa e as funções que deveria desempenhar, contribuir para impor a ética e a seriedade na política portuguesa, Cavaco mais não faz que promover a aldrabice e acentuar esta maneira torpe de enganar os portugueses. Não é, infelizmente, novidade, há muito que sabemos que fala, não para dizer o quer que seja, e nem sequer para que o ouçam, mas apenas para fazer prova de vida. Diz meia dúzia de lugares comuns que os comentadores do regime tratarão de projectar e amplificar até à exaustão neste maravilhoso mundo de faz de conta em que estamos enfiados.

Por isso recorre à encenação para dizer banalidades, enganando-nos sem ponta de respeito. Por nós e por ele próprio!

Disse-nos que as eleições para o Parlamento Europeu irão ser no único dia em que há quase um ano – desde que o Conselho Europeu, em Junho do ano passado, as marcou para este período que varia entre a quinta-feira, 22, e o domingo, 25 – sabíamos que teriam de ser. Apresentou como novidade o que nada tinha de novo. E como decisão sua – de marcar as eleições, depois de ouvir os partidos -  nada que tivesse decidido, nem nada que sequer tivesse para decidir!

Disse-nos que deveríamos votar. E que nos deveríamos portar bem, e discutir apenas as questões europeias. Porque estas eleições não são para deputados para a Assembleia da República, nem para as autarquias. Importante, como se percebe.

Disse-nos que nada de crispações, porque há consensos a estabelecer. Quer dizer, não entrem em confronto de ideais, façam lá as eleições mas não discutam nada do que nos está a acontecer. Porque para o ano há outra vez eleições e é preciso fazer uma grande coligação com os três partidos do costume. Não me estraguem o arranjinho…

Ah! E não nos podemos esquecer que o futuro da Europa é o futuro de Portugal!

Como num anúncio antigo à famosa pasta medicinal Couto: Palavras para quê? É um artista português!

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