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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

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Pontapé de saída

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Foi dado na Holanda o pontapé de saída para um intenso ciclo eleitoral na Europa. Há muito que 2017 estava anunciado como provavelmente o mais decisivo ano político deste século.

Depois do Brexit, e depois da incrível eleição de Trump na América, receava-se uma marcha galopante do ideário populista, nacionalista e xenófobo por esta Europa fora, porventura capaz de fazer abanar seriamente todas as suas estruturas.

Por isso, as eleições na pequena, embora central, Holanda, que noutras circunstâncias não conseguiriam suscitar grandes entusiasmos, ou grandes preocupações tornaram-se de repente no centro das atenções na Europa. Por isso, e especialmente por serem as primeiras, mas também por terem sido apimentadas por Erdogan, o também populista e ditador turco que decidiu estender a sua estratégia de eternização no poder à sua diáspora na Europa.

Afinal a anunciada como inevitável vitória da extrema-direita de Geert Wilders não aconteceu. Nem nada que se parecesse! O primeiro-ministro Mark Rutte, que na campanha eleitoral nem sequer se distinguiu muito do perigoso Wilders, mesmo perdendo muitos eleitores, ganhou. Com 20%, foi o mais votado.

Não sei se a Europa pode respirar de alívio. Quando a alternativa a Wilders – e não digo ao partido de Wilders porque o partido é ele próprio – é uma direita que praticamente replica as suas teses, não dá para grande tranquilidade. Quando o rosto da social-democracia – na Holanda são Trabalhistas, na coligação de governo, e foram os grandes derrotados – é aquele senhor que chefia o euro grupo – e que agora, deixando de ser ministro, vai deixar de chefiar - cujo nome se pode escrever mas não se consegue ler (Jeroen Dijsselbloem), não pode haver razões para grandes optimismos.

Optimismo só mesmo com o voto jovem, fortemente mobilizado. E com a forte participação eleitoral, com números que nos deixam a roer de inveja: 80%. É que facilitar a vida às pessoas na hora de votar também ajuda muito. As pessoas podem votar em qualquer lado, há até assembleias de voto móveis. E houve até uma região com 115% de votantes: isso mesmo, lá votou muito mais gente do que lá vive. É a principal zona de férias da Holanda!        

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