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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

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Recaída em plena convalescença

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Era grande a expectativa para este jogo nos Açores, em que o Santa Clara decidiu homenagear as vítimas do recente temporal com os nomes das ilhas do arquipélago nas camisolas, na vez dos dos jogadores. São apenas 9 ilhas, mas a diáspora e a resistência insular fizeram o resto.

A grande expectativa estava precisamente em perceber os efeitos do temporal de Lyon na convalescença do Benfica, que as melhoras evidenciadas nos dois últimos jogos prometiam segura. E o que se pode dizer é que dos Açores não vieram boas notícias: a convaslença está bem mais atrasada do havia sido prometido nos dois último jogos na Luz, com o Portimonense e com o Rio Ave. O temporal de Lyon provocou recaída!

O Benfica nem entrou muito mal no jogo, os primeiros minutos até mostraram a equipa querer pegar e mandar no jogo. Sem uma qualidade por aí além, é certo, mas a transmitir alguma confiança, Não deu para muito, mas ainda deu para uma grande oportunidade de golo, num remate de Seferovic ao poste, numa jogada que seria anulada por fora de jogo muito duvidoso do avançado encarnado, mas vestido com aquela camisola cinzenta muito pouco bonita. 

Só que, no minuto seguinte, no fim do prmeiro quarto de hora, na primeira vez que saiu e chegou à baliza de Odysseas, o Santa Clara marcou. E a partir o Benfica acabou. Os jogadores voltaram a parecer agarrados por estacas ao relvado - também em muito mau estado - e as linhas de passe desapareceram. E em vez de passes seguros, os jogadores, e principalmente Gabriel - o mestre da arte - passaram a recorrer ao passe comprido, de maior risco e invariavelmente falhado, e a equipa afundou-se. 

O Santa Clara estava no jogo como peixe na água. Corria mais, chegava primeiro à bola, ia já queimando tempo e, sempre que podia, saía rápido para o contra-ataque, e acabou por criar uma nova oportunidade para marcar. O Benfica acabaria por fazer o primeiro remate à baliza já no mesmo no fim dos quatro minutos de compensação da primeira parte. É certo que deveria ter feito outro, aos 38 minutos, quando o árbitro Soares Dias não quis assinalar um penalti sobre Cervi. Mas isso, como se diz, faz parte do jogo. E de Soares Dias...

Mas o que realmente ficava para trás era uma primeira parte muito fraquinha, e uma última meia hora muito má. Do pior que se tem visto, e tem-se visto muita coisa má.

Para a segunda parte entrou Carlos Vinícius, para o lugar do trinco Fiorentino, também ele muito mal no jogo. Pensou-se então que, com mais presnça na área, donde Chiquinho esteve sempre muito afastado, as coisas pudessem melhorar. 

Só que os primeiros cinco minutos não ajudavam nada nessa ideia. E a equipa açoreana acabou por fazer nessa entrada para a segunda parte tanto quanto tinha feito em toda a primeira: outras duas oportunidades para marcar. Acabaria no entanto aí, e só voltaria a repetir a graça já mesmo no fim, ao minuto 92.

Ao sexto minuto, finalmente a primeira oportundidade para o Benfica, com uma defesa por instinto e com muita sorte do guarda-redes da equipa açoreana, num remate de Rúben Dias, na sequência de um canto. Desta vez nem as bolas paradas resultavam, mas logo a seguir, na primeira jogada construída com qualidade, com assistência de Pizzi, Carlos Vinícius marcou o golo do empate.

Seguiram-se então uma dúzia de minutos de melhoria, com o Benfica a pressionar e a encostar o adversário à sua baliza, nunca lhe permitindo sair lá de trás. Esgotado esse período, o jogo voltou ao mesmo, com o Santa Clara nas suas sete quintas. Não incomodava, mas também não se sentia incomodado.

Estávamos nisto quando, já perto dos 80 minutos, depois de uma recuperação de bola, Seferovic assistiu Pizzi para, bem desmarcado, aparecer na cara do guarda-redes a fazer o segundo. E a garantir uma vitória com tanto de importante como de feliz. A lembrar Moreira de Cónegos, e Tondela.

Pode até ser com vitórias destas que se ganhem campeonatos. Mas com muitos jogos destes, não é fácil ganhá-los!

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