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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

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Rússia 2018#5 Nos oitavos... mas, mau de mais!

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A selecção nacional segue para os oitavos de final do mundial, na Rússia. Imerecidamente, sem qualquer dúvida!

Portugal foi claramente a pior equipa do grupo, sempre, em qualquer dos três jogos, claramente inferior a todos os adversários. Dir-se ia que este último jogo, com o Irão, não fez mais que confirmar os primeiros dois, e especialmente o segundo, o único que ganhou, com Marrocos. Mas fez. Confirmou também muita da "porcaria" do futebol português... Da velha.

Fernando Santos introduziu três alterações na equipa, com Adrien no lugar de Moutinho, Quaresma no de Bernardo, e André Silva no de Gonçalo Guedes. Manteve os laterais, e provou-se que mal. Manteve Fonte e Wlliam, incumbido de sair com a bola, coisa que tinha flagrantemente falhado nos jogos anteriores.

Comecemos por aí, por onde o jogo começa. E por onde o jogo de hoje começou por funcionar, enquanto os jogadores do Irão ainda só queriam defender e deixavam aquele espaço todo sem incomodar ninguém. Depois, bem... depois foi outra música, os iranianos subiram e William desapareceu. 

Dizia-se que era necessário alguém no meio campo que segurasse a bola. Pois... se calhar não seria Adrien o jogador mais indicado para esse desiderato. Também a reclamada entrada de André Silva tinha por objectivo - dizia-se - ter um jogador na área, num jogo - dizia-se - em que a selecção portuguesa teria sempre bola, e massacraria em ataque continuado. Nem foi nada disso, nem André Silva nunca esteve na área, acabando até na ala esquerda. Falhou tudo. Em toda a linha...

Resultou a entrada de Quaresma. Resultou porque marcou o golo - e que golo! - mas porque foi o único a jogar, a cruzar e até a rematar. Na primeira parte, porque, depois, viria a ser o primeiro a perder as estribeiras, o que também não surpreende ninguém.

O resultado de todas estas coisas foi um jogo que não teve nada de novo em relação aos anteriores. As mesmas diifculdades tácticas, técnicas, físicas e mentais. E até a mesma sorte, com o golo a surgir mesmo no fim da primeira parte, quando era já o Irão a mandar no jogo. 

Antes disso a selecção não fizera mais que dar confiança à equipa do Irão, empurrá-la depressa para a parte de cima do jogo. Para ilustrar isso nada melhor que lembrar aquele período inicial em que o guarda-redes iraniano andou literalmente à bofetada com os seus colegas da defesa, aos papéis a sair aos cruzamentos, e a largar bolas sucessivas. Pois, ou ninguém na selecção portuguesa percebeu que havia que explorar aquele momento, ou simplesmente não teve capacidade para mais. Nem um remate de longe, nem um cruzamento para tirar partido daquela tremideria toda.

Com o milagre do golo de Quaresma, Portugal foi para o intervalo a ganhar. E se um golo daqueles vale por um jogo, a verdade é que o jogo da selecção não merecia um golo daqueles.

Logo no recomeço, há mais um penalti que cai do céu. Um penalti de VAR, que lançou os iranianos no desespero, completamente perdidos. A perder por dois golos, e de cabeça perdida, o Irão seria então um adversário pacificado. Pois, mas hoje nem Cristiano Ronaldo havia, e o penalti que deveria transformar a equipa do Irão num tapete persa, serviria apenas para os ir buscar ao fundo do abismo.

E a partir daí só deu Irão e, em vez de tapete persa, o relvado foi coberto por um tapete de Arraiolos. Sem que Portugal nada fizesse por merecer a sorte que lhe sorria do Espanha-Marrocos, onde os "nuestros hermanos" andaram sempre a correr atrás do resultado. Acabaram por empatar no último minuto, num golo anulado e depois validado pelo VAR, quando o Irão chegava também ao empate, num duvidoso penalti de VAR. Merecido, pelo que mais uma vez não fez a selecção nacional, e pelo que fez a equipa do irascível e ressabiado Carlos Queiroz.   

A Espanha, em primeiro, e por isso a ficar do lado certo do sorteio, com os mesmos pontos e a mesma diferença de golos - o que não abona em nada o seu favoritismo - e Portugal, em segundo, seguem para os oitavos. Pelo caminho ficaram, não os melhores, mas os que se portaram melhor!

 

 

 

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