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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

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Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Santa Clara 1 - Benfica 2

Prestianni e Pavlidis

O Benfica abriu a 22ª jornada do campeonato na deslocação a S. Miguel, para defrontar o Santa Clara num campo de todo impróprio para um jogo da maior competição do futebol nacional. Não tem nada a ver com o temporal, nem sequer com a chuva. É mesmo do campo, sem condições!

O Santa Clara, esta equipa que vimos hoje, também não foi muito melhor. Se vale o que se viu neste jogo, agora sob o comando de Petit, tem poucas condições para justificar a manutenção no escalão principal do nosso pobre futebol. Não tem campo, mas também não teve futebol para isso.

De tudo isso não tem o Benfica culpa. Só tem que jogar nos campos que há, contra os adversários que há. E, vamos percebendo, não com os árbitros que há, mas com os que querem que haja para arbitrar os seus jogos.

Por exemplo, percebemos na passada segunda-feira, que o Luís Godinho é capaz de ser um bom árbitro. O que lhe vimos no clássico do Dragão, onde foi o melhor em campo, deixou-nos perceber que tudo o que faz nos jogos do Benfica é mesmo, e só, porque quer. Não é que não saiba!

É bem capaz de suceder a mesma coisa com o António Nobre, o árbitro desta noite nos Açores. Se calhar sabe arbitrar, sabe como se faz. Mas com o Benfica ... não quer.

Então não é que o tipo que, naquele jogo com o Arouca da época passada, quando o Otamendi levou com uma joelhada na cabeça, no último minuto, marcou penálti contra o Benfica -"rasteirou o atacante com a cabeça"- e decidiu esse campeonato, não conseguiu  marcar nenhum dos três - Prestiani, Barreiro e Pavlidis - flagrantes no jogo de hoje?

Falar das arbitragens do Benfica, está visto, é chover no molhado. E de chuva estamos todos fartos. Por isso falemos do jogo, mesmo que dele não haja muito, de bom, para dizer.

Com Aursnes a juntar-se às baixas, que continuam altas, Enzo regressou à titularidade, já recuperado. E formou com Barreiro a dupla de meio campo. A outra novidade foi o regresso de Tomás Araújo à velha conhecida posição de lateral direito. Onde não esteve nada mal, mesmo que cedo tenha dado sinais de alguns problemas num joelho. De resto, no onze, tudo na mesma, já com Rafa definitivamente no lugar de Sudakov.

As péssimas condições do relvado tornavam virtualmente impossível um jogo de qualidade. Ainda assim o Benfica foi fazendo o que pôde para atingir aquele padrão mínimo de qualidade sem o qual é difícil ganhar um jogo. Cumpriu os mínimos, e isso, pela fraca qualidade apresentada pelo adversário, foi suficiente para, mesmo sem grande exuberância, garantir o controlo total do jogo.  

Logo aos 6 minutos Rafa, assistido por Pavlidis, poderia ter marcado, não tivesse a bola saído ligeiramente ao lado do poste direito do guarda-redes Gabriel Batista. À passagem do primeiro quarto de hora Pavlidis respondeu de, e com, cabeça ao cruzamento do Tomás Araújo, e abriu o marcador. Cinco minutos depois Gabriel Batista negou o golo a Rafa. E aos 38 minutos Pavlidis, espectacular, fez tudo bem no lado esquerdo e cruzou tenso, para Prestiani marcar o segundo, já perto da boca da baliza.

A eficácia - o grande problema da equipa - desta vez era um bom indicador. Quatro oportunidades - grandes oportunidades -, em três remates à baliza, dois golos.

O domínio do jogo, aliado a bons níveis de eficácia, apontavam para, finalmente, um jogo tranquilo e para um resultado expressivo. Essa era a perspectiva que passava para a segunda parte.

Só que ainda não foi desta. No primeiro minuto, ao primeiro canto, que seria o único em todo o jogo, na primeira vez que a bola levou o caminho da baliza do Benfica, num frango monumental do guarda-redes ucraniano, o Santa Clara marcou. Isto sim, é eficácia. Nenhuma oportunidade criada, um único remate, num único canto, e um golo. A bola, vinda da cabeça do Gonçalo Paciência, chegou morta às mãos de Trubin que, completamente desconcentrado, porventura esquecido que, ali, o terreno era o mesmo que tinha encontrado na outra baliza - onde ele tinha escorregado sempre que quis pontapear a bola -, não a protegeu com o corpo, e deixou-a escapar entre as mãos.

Isto, coisas destas, costumam correr mal. De repente, no primeiro minuto, o resultado ficava ali à mão, à diferença de um golo. Para que corresse mal, o Benfica fez a sua parte. Faltou ao Santa Clara fazer a sua. 
Tudo o que de bom o Benfica tinha para dar ao jogo tinha sido dado na primeira parte. Na segunda não foi o Benfica que controlou o jogo, foi a incapacidade do Santa Clara que fez com lhe sobrasse o controlo do jogo. Só por isso, por essa incapacidade, nunca, apesar do resultado, o fantasma dos empates andou por ali.

O estado do campo desculpa muitas coisas. O jogo com o Real Madrid, dentro de quatro dias, explicará outras. Ainda assim, a segunda parte do Benfica foi inaceitável, com a equipa constantemente a desperdiçar, não oportunidades de golo, que dessas nem uma, mas a desperdiçar jogo. Tudo o que jogo dava, o Benfica desperdiçava. Nem um remate à baliza. Foi confrangedor!

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