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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Se houvesse "ses"

 

O Benfica despediu-se da Champions, afinal a única competição onde esta época terá percorrido um trajecto aceitável. Acabou por se ficar pelos quarto de final o que, não sendo mau, também não é nada por aí além. Não que nesta fase da maior competição de clubes do mundo, e perante o quadro de concorrentes, fosse exigível muito mais. Não que o Liverpool não seja uma das mais fortes equipas do mundo. Apenas pelo que foram os dois jogos da eliminatória, e pelo exemplo que foi dado pelo Villareal, ao eliminar ... o Bayern.

Com o que aconteceu ontem em Munique, o Benfica não tem nada a ver. Aconteceu o que às vezes acontece, quando há rigor competitivo. Já com o que aconteceu nos dois jogos da sua eliminatória com o Liverpool,, o Benfica tem muito que se diga A começar na falta de rigor competitivo, a tal coisa que faz acontecer o que às vezes acontece. E que aconteceu à equipa espanhola.

Claro que o jogo de hoje, em Anfield Road, estava marcado pelo resultado na Luz, na passada semana. A própria equipa com que o Liverpool entrou em campo, sem quatro ou cinco dos jogadores mais utilizados de início, reflectia isso. E por mais que Nelson Veríssimo verbalizasse fé, que falasse em marcar primeiro para ainda discutir a eliminatória, marcar três golos ao Liverpool era coisa de elevado grau de improbabilidade. Não sofrer nenhum, não era mais fácil, mas era a condição necessária. Só que, como se tem visto, um jogo sem sofrer golos é coisa que o Benfica não sabe o que é.

Falar das hipóteses do Benfica eliminar o Liverpool e seguir para as  meias finais era coisa do domínio da fantasia. O que havia era um jogo para jogar e sair dele com a maior dignidade possível, sem danos pesados de prestígio, e sem deixar a equipa mais arrasada do que tem andado. E para isso, o jogo deu.

O Benfica entrou benzinho e a jogar um futebol que não envergonhava ninguém. Um jogo entretido, e dentro das melhores expectativas. O primeiro remate a sério até foi do Benfica, naquele pontapé de Everton com a bola a fugir de Alisson Becker. Fugiu tanto que acabou para sair rente ao poste direito do guarda-redes, sem qualquer hipótese de defesa. Só que pouco depois, ia ainda a primeira parte a meio, no primeiro canto para o Liverpool, o primeiro remate e o primeiro golo. Exactamente igual ao também primeiro na Luz. A única diferença é que, na Luz, Kanoté disputara a bola com Everton, com pouco mais de metade da sua altura; desta vez disputou-a no meio dos centrais do Benfica. 

Do rigor, do tal rigor de que se fazem as coisas que às vezes acontecem, ficamos conversados. Voltemos por isso ao que se podia tirar do jogo. Foi o que Darwin fez logo a seguir, dois minutos depois, com um grande golo, numa execução de classe, a picar a bola por cima de Alisson Becker. Não contou, foi anulado por fora de jogo, mas ficou na fotografia. Contaria o de Gonçalo Ramos, dez minutos depois. Era o empate, e era também um belo golo. E lá se foi até ao intervalo, com tudo dentro do melhor cenário ... possível.

Ao intervalo Nelson Veríssimo trocou Diogo Gonçalves - que iniciara a partida face à lesão de Rafa sem que, como de costume, se tivesse dado por ele - por Yaremchuk. Normalmente era coisa para dar no mesmo, mas não foi tanto assim. 

Dez minutos depois, de novo o rigor. Vlachodimos mergulhou bem aos pés de Firmino, mas depois é o próprio joelho que lhe tira a bola das mãos. E Vertonghen, atarantado, cortou-a na direcção do Diogo J quando havia tantos outros sítios para mandar a bola. Até para a bancada. Assim foi parar de novo ao Firmino que fez um golo fácil. Logo a seguir Klopp fez entrar a maior parte dos mais titulares, e dez minutos depois mais um golo de bola parada, com o Firmino a bisar na resposta a um livre lateral. Nada que não seja habitual. Parece que defender em lances de bola parada continua a não fazer parte do trabalho de casa. Hoje foi no jogo que a defesa dos cantos foi treinada. No primeiro claro, o treino ainda estava por fazer.

Com 3-1,  já com as estrelas todas em campo, e com meia hora para jogar, temia-se que a falta de rigor empurrasse o jogo para fora daquilo que dele havia para tirar. Mas não. porque oito minutos depois Yaremchuk marcou, em mais um golo de boa execução, a ladear o guarda-redes. E mais outros oito minutos depois foi Darwin a chegar ao empate, no mais bonito de todos os golos. Para ter mais graça  com o VAR, em ambos os casos,  a corrigir o fora de jogo mal assinalado no campo. 

Para abrilhantar a coisa, e o jogo acabar em grande, logo no minuto seguinte Allison Becker, na defesa da noite, evitou o quarto, num grande remate de Darwin. E ainda haveria tempo para serem anulados, por fora de jogo, um golo para cada lado. O último a Darwin - no último minuto, por muito pouco - que assim, com três golos de grande execução, mesmo que só um tenha contado, reforçou a sua cotação de mercado. No fim, essa é a cereja no topo do bolo ... que o jogo deu.

O resto são "ses" ... Se a equipa fosse competente a defender, se o árbitro tivesse assinalado o penálti na Luz  ....  Quantos mais "ses" se levantarem, mais outros "ses" se levantarão .... 

 

 

 

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