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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

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Singularidades

Resultado de imagem para passadeiras lgbti

 

Não sei se é singularidade nacional, mas sei que temos uma grande propensão para criar grandes questões à volta de pequenas coisas. De fazer de coisas que não acrescentam nada, o "alfa" e o "ómega" da nossa sobrevivência.

Vem isto a propósito das chamadas passadeiras LGBTI. Todos percebemos que, a partir do momento em que alguém na freguesia de Arroios avançou com a ideia de pintar as passadeiras de peões com as cores do arco-íris, a coisa não ficaria por ali. Vinha aí assunto importante para tratar. 

Ao que se diz, a ideia partiu de alguém do CDS,  que súbita e inesperadamente quis agarrar a frente da causa. Em Arroios a ideia acabou por morrer na casca, com a agremiação de Cristas tão partida como a casca do ovo donde se preparava para sair, mas logo renasceu em Campolide, uma freguesia mais ocidental.

Inevitavelmente!

Em Campolide, ou noutra freguesia qualquer, as passadeiras de Arroios teriam mesmo de ressuscitar. Uma passadeira pintada com as cores do arco-íris era assunto demasiado importante para que se deixasse morrer. Tão importante que teria inevitavelmente de suscitar imediatamente questões de vida ou de morte ao secretário geral da Prevenção Rodoviária Portuguesa, o conhecido José Manuel Trigoso, provavelmente pouco dado a dar para aquele peditório - as passadeiras só são passadeiras com as cores da zebra. Ponto final, e nada de modernices...

Alguém que seja atropelado numa passadeira com cores mais vivas não é atropelado numa passadeira. É na estrada, diz o responsável pela moral rodoviária. 

E lá está. Nem ninguém percebe o que é que uma passadeira com as cores do arco-iris acrescenta à causa gay e lésbica. Pelo contrário, é mais provável que leve a uma maior radicalização, que muita gente se recuse mesmo a utilizá-la, ou que passe a destinar-se a uso exclusivo dos activistas da causa, com todos os riscos que se adivinham. Mais ainda se, como defende o Sr Trigoso, aquilo passar a ser simples estrada...

Mesmo que, também, ninguém perceba porque deixaria de ser passadeira!

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