Sorte e azar
Por Eduardo Louro
Fala-se muito de sorte e azar no futebol, mas nem sempre se percebe muito bem do que se está a falar.
Deixo aqui a minha pequena contribuição para ajudar a perceber o que é isto de sorte e azar: Num sorteio da Champions uma equipa está no pote 1, e as bolinhas ditam-lhe sucessivamente para adversários as equipas mais fracas dos restantes potes. Quando chegam ao último, ao pote das mais fracas, quem de lá sai é mesmo a mais fraca de todas as que alguma vez disputaram a competição. Sorteiam-se os adversários e sorteia-se o calendário, e o primeiro jogo é em casa, frente ao adversário mais fraco, o mais fraco de todos, na Champions, como se viu. Chega-se ao jogo, o primeiro, em casa, com a equipa mais fraca que há, e logo aos cinco minutos, o guarda-redes da equipa adversária tem a bola na mão e, em vez de a entregar a um colega de equipa, entrega-a ao adversário, ali à frente, de bandeja, para o primeiro golo. Pouco depois, um jogador pega na bola no seu meio campo e corre com ela até à área adversária sem que ninguém se lhe atravesse àfrente, para o importunar que seja, remata tranquilamente e faz o segundo. Cinco minutos depois, é um jogador da equipa adversária que desmarca um jogador adversário numa ala, que sozinho, sem oposição, cruza para o terceiro, ainda o intervalo vem longe... E assim, sucessivamente, até chegar à meia dúzia!
Pois bem, sorte é isto. Mesmo que ouçamos - como vamos certamente ouvir - chamar-lhe outra coisa qualquer. Azar é outra coisa qualquer, se calhar é ouvir tudo o que irão chamar a esta sorte!