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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

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Surpresas e estupidez

Farense 1-3 Benfica: Férias no Algarve? Sim, mas só no verão

Não diria que se esperasse, hoje, em Faro, um Benfica destroçado, de braços caídos. Nunca se poderia esperar, nem admitir, nada disso, mas esperava-se um Benfica abatido, em crise de identidade, e provavelmente com dificuldades em agarrar o jogo.

Nada disso. E por isso o Benfica que vimos em Faro - um campo difícil e um adversário sempre bem organizado e ultra-combativo - foi surpreendente. Surpresa logo na constituição da equipa, uma espécie de meio termo entre a revolução feita no jogo contra o Moreirense e o onze base de Shmidt.

Se na linha defensiva apenas Carreras era novidade, daí para a frente tudo era, se não novo, às avessas. No banco ficavam Aursenes, João Neves, Rafa e Neres - quatro insubstituíveis. Insubstituível mesmo apenas Di Maria. E, se já se dizia que o contrato que assinou teria uma cláusula que o obrigava a jogar todos os jogos, durassem lá o tempo que fosse hoje, em campo, demonstrou que, a existir, não precisa dessa cláusula para jogar. Di Maria foi o maestro de uma orquestra surpreendentemente afinada, em especial na primeira parte!

E isso não se esperava. Com João Mário e Florentino no centro do meio campo, Kokçu mais à frente e atrás de Arthur Cabral, e Tiago Gouveia e Di Maria a ocuparem outros espaços para deixarem as alas para Carreras e Bah, respectivamente, a equipa jogou muito bem. E com uma dinâmica muito diferente da que tem apresentado.

O Farense terá pensado que com aquela pressão pelo campo todo tiraria proveito das esperadas fragilidades do Benfica. Não tirou. Pelo contrário, deixou o espaço todo do campo para jogar, e o Benfica soube usá-lo justamente para isso. Jogar à bola, criar lances de espectáculo (Di Maria esteve à beira de um dos mais geniais golos da História do futebol), oportunidades de golo - muitas - e dois belos golos, curiosamente ambos em assistências de Bah. No primeiro, Kokçu respondeu com um toque de primeira. No segundo foi a arte de Cabral, de calcanhar. 

Pelo meio o Farense empatou - um grande golo, também - mas numa segunda bola, depois do único canto até então a seu favor. E a verdade é que se chegava ao intervalo com um escasso 2-1, completamente desajustado do que se passara no campo.

A segunda parte foi menos entusiasmante, mas nem assim com menos oportunidades de golo, ou menos espectaculares - como aquela bicicleta do Cabral - ou menos interessante o comportamento da equipa. Golos é só mais um, o da estreia de Carreras. Também a coroar uma belíssima jogada de futebol. Ao contrário do que tem sempre acontecido, nenhum dos três golos surgiu de transições rápidas, ou de lances de bola parada. Não foi por acaso!

É pena que já só tenhamos visto isto quando já foi perdido tudo o que havia ganhar. É pena que Schmidt só agora tenha entendido - se é que entendeu - que tem um plantel à disposição que o obrigava a outras decisões, que não as que tomou durante todo um ano. E é pena que alguns dos benfiquistas que hoje estiveram em Faro não tenham pecebido nada disto. Nem nada do jogo, nem nada do que os jogadores fizeram.  

O que fizeram no fim, depois daquela exibição, àqueles jogadores, não é benfiquismo. É estupidez. E grande!

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