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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Oportunidade perdida*

Expresso | Marcelo. A bala perdida da política portuguesa

 

A celebração do 1º de Maio constituiu motivo para uma onda de indignação muito parecida com a que fora motivada pela sessão evocativa do 25 de Abril na Assembleia da República, uma semana antes. 

Muito do que se disse e escreveu fará certamente sentido. Nem tudo, mas também não seria preciso. O que não faz sentido, e deita por terra até as críticas mais acertadas, é tudo ser resumido a chicane política.

As comemorações do 1º de Maio foram expressamente, letra por letra, subscritas pelo Presidente da República e aprovadas na Assembleia da República com os votos a favor do PS, PSD, BE, PAN e CDS. Nada que impedisse a agitação nem que, por um momento que fosse, fizesse desviar a discussão de um foco político previamente escolhido, muito na linha do que se passara na semana anterior.

O Presidente da República, sempre com um pé dentro e outro fora, sempre à procura do pleno, da quadratura do círculo, de agradar a gregos e a troianos acabaria na primeira fila dessa manifestação. Sempre a sacudir a água do capote, para que nenhum espaço lhe fuja, e para que espaço nenhum sobre para mais ninguém.

Com níveis de popularidade estratosféricos, sempre próximos dos 90%, e com o partido no governo a seus pés, prestes a declarar-lhe o apoio para a recandidatura, esperar-se-ia um presidente mais afirmativo e menos permeável às escapatórias do regime.

Com estes níveis de popularidade a exigência sobe. Não é aceitável que um mandato presidencial neste nível de aceitação se reduza à simples e clássica passadeira de acesso á reeleição. Exige-se que combata a baixa política, a politiquice, o taticismo e o oportunismo populista, para puxar pelo lado nobre da política. Por aquilo que a dignifica, e engrandece os que a exercem.  

Talvez devesse ser esta a reflexão a fazer a partir dos acontecimentos deste 1º de Maio. Não o é, evidentemente. É, antes e apenas, mais uma oportunidade perdida…

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

Cara de pau

Jornalistas Cara de Pau – As Cartas Do Pai

Marcelo, sempre com um pé dentro e outro fora. Seja lá do que for... Sempre à procura do pleno, da quadratura do círculo, de agradar a gregos e a troianos... Para que nenhum espaço lhe fuja, todo ele ocupe, que nada sobre para mais ninguém e que nada mais se vislumbre que ele próprio.

Assinou por baixo destas palavras: "Tendo em consideração que no final do novo período se comemora o Dia do Trabalhador, as limitações ao direito de deslocação deverão ser aplicadas de modo a permitir tal comemoração, embora com os limites de saúde pública previstos no artigo 4.º, alínea e), do presente Decreto".

Mas o que realmente quis assinar, o que tinha na cabeça não era que fossem além das "limitações ao direito de deslocação"; nem que simplesmente se sujeitassem aos "limites de saúde pública previstos" na lei. O que Marcelo defendia era "uma ideia simbólica para a celebração do 1º de Maio". Não era nada daquela pouca vergonha que se viu. E muito menos daquilo que assinou!

O 1º de Maio e a geringonça

CGTP repudia críticas às celebrações do 1.º de Maio e garante que ...

 

A celebração do 1º de Maio pela CGTP, na Alameda, constituiu motivo para uma onda de indignação muito parecida com a de há de uma semana antes, motivada pela sessão evocativa do 25 de Abril na Assembleia da República. 

Pese embora alguma diferenciação na qualidade dos argumentos, e sendo outra, apesar de tudo, a realidade de contexto de cada um desses actos públicos, a indignação não foi menos exuberante. Nem os seus protagonistas deixaram de ser os mesmos. 

Fátima, e o  13 de Maio, veio de novo a terreiro (deu até para lá deixar uma casca de banana para Ministra da Saúde pisar), e o dedo ficou ainda mais em riste, apontado à geringonça. Nos jornais, nas televisões, nas redes sociais e nas missas... "Não há dúvida que a geringonça manda neste país", disse-se e escreveu-se por estes dias por todo o lado.

Muito do que se disse e escreveu fará certamente sentido. Nem tudo, mas também não seria preciso. O que não faz sentido, e deita por terra até as críticas mais acertadas, é essa tendência primária de culpar a geringonça. As comemorações do 1º de Maio foram expressamente autorizadas pelo Presidente da República no decreto presidencial nº 20-A /2020, de 17 de Abril, que renovou pela segunda e última vez o estado de emergência nos seguintes termos:

"Tendo em consideração que no final do novo período se comemora o Dia do Trabalhador, as limitações ao direito de deslocação deverão ser aplicadas de modo a permitir tal comemoração, embora com os limites de saúde pública previstos no artigo 4.º, alínea e), do presente Decreto".

Que foi aprovado na Assembleia da República com os votos a favor do PS, PSD, BE, PAN e CDS. Sim, viram bem: PSD e CDS. 

Que grande geringonça!

 

Também acredito na desconvocação da greve...

Por Eduardo Louro

 

Mais do que Pires de Lima sempre acreditou, eu acredito que a greve dos pilotos da TAP seja ainda desconvocada. Eles só não queriam por nada perder a surpresa que o Pingo Doce sempre reserva para este dia... Agora que já perceberam que desta vez Soares dos Santos se fica pela compra do Oceanário, vão voltar ao trabalho. Vão ver que sim...

FOI ASSIM!

Por Eduardo Louro

 

Vestido a rigor, bem cedo o povo saiu à rua. Primeiro de Maio há só um, e há que aproveitar… antes que esgote. Que acabe, como tudo está a acabar… Nunca se sabe se vai haver mais, quando tudo se está a ir, como se tudo o vento levasse…

Chegar bem cedo, como o povo gosta. Porque, cedo erguer, mesmo no feriado, dá saúde e faz crescer. E depois é esta coisa estranha que temos dentro de nós, esta vontade indómita de chegar primeiro. De sermos os primeiros, os maiores… Quem primeiro alça, primeiro calça!

Vestido o melhor fato de treino domingueiro, foi um ver se te avias… A corrida começou logo à saída da porta e ainda mal o sol raiava já lá estavam todos, ordeiramente arrumados em fila. Sim, porque não é primeiro quem quer, se assim fosse seríamos todos primeiros. E somos ordeiros, mau grado um ou outro exagero, um ou outro excesso em situações limite.

E ali, em fila ordeira, depressa passaram aquelas duas ou três horas. Que seriam sempre de seca, de enorme seca, não fossemos também dados à conversa. Rapidamente fazemos conversa, de tudo fazemos tema, sobre tudo temos opinião: a melhor – claro, não fazemos isso por menos. A facilidade com que temos opinião sobre tudo, mesmo sobre aquilo de que nem fazemos ideia, é a mesma com que a transformamos numa verdade insofismável dos factos.

Fala-se de tudo e de nada. Da novela ao futebol, mas fala-se sobretudo deles. Eles, essa entidade mítica criada no imaginário da condição portuguesa, são as estrelas das conversas que temos. Eles, os culpados de tudo o que nos acontece a todos e a cada um de nós. Eles, os responsáveis pelo estado a que isto chegou. Eles, que só existem para tratar da vida…deles. E para nos tramar!

Entretanto começavam a chegar uns polícias. O povo é sereno. E ordeiro, mas as coisas às vezes descambam … Os ajuntamentos comportam sempre riscos, e aí está a História para ajudar a lembrá-los. E, como o homem, polícia prevenida vale por dois. Por duas!

O grande momento aproxima-se. Os ponteiros do relógio marcam já as nove horas, as portas abrem-se e rapidamente engolem aquela multidão, já desordenada que não, ainda, desordeira. Ouvem-se as primeiras exclamações de surpresa, logo seguidas de outras, mais fortes, de desilusão. Daí à revolta foi menos que o tempo de um foguete no ar: malandros, enganaram o povo!

Então? Mas isto é só descontos de 25%... E durante toda a semana, exactamente como está aqui no folheto…Foi para isto que viemos para aqui às seis da manhã?

Isto não se fazAndam a gozar com o povo...

Pouco a pouco começavam a sair com os seus carrinhos cheios. Uns, de compras, outros de raiva!

Foi assim, no sítio do costume: um pouco por todo o país, neste primeiro de Maio!

Estes tipos do marketing são tramados... 

COISAS INTRAGÁVEIS IX

Por Eduardo Louro

            

Tenho uma dificuldade imensa em perceber o interesse que os responsáveis pelas programações das diferentes televisões vêm nos espaços que ocupam grande parte da sua programação que designam de frente a frente.

São entediantes conversas de roto para esfarrapado, que não esclarecem nada nem ninguém e que cada vez mais alimentam o desprezo pela classe política, que neles cada vez mais exibe a sua mediocridade. Deprimentes!

Tão deprimentes quanto a cobertura dada ao Pingo Doce, a quem as televisões garantiram horas e horas de publicidade gratuita, dando-lhe todos os argumentos de defesa se, coisa inimaginável, alguém decidir acusá-los de dumping. É que podem sempre negá-lo, com o simples argumento de que a sua (inqualificável) promoção deste primeiro de Maio contém um proveito extraordinário em horas de publicidade que valem uns bons milhões de euros…

 

1º de MAIO

Por Eduardo Louro

 

O Pingo Doce lançou hoje uma campanha arrasadora, com o desconto de 50% nas compras superiores a 100 euros, que transformou as suas lojas no completo caos.

Até poderá ter sido uma campanha promocional desenhada pelas suas estruturas de marketing. Mas nunca o haverá de parecer. Não sei se é só na política que o que parece é. O que parece - é - uma campanha provocatória desenhada pela administração da Jerónimo Martins!

Não havia necessidade...

1º de MAIO

Por Eduardo Louro

             

Festeja-se o dia do trabalhador, com poucos motivos de festejo mas muitos de protesto.

Mas assinala-se também hoje a morte de Ayrton de Senna, o mito da fórmula 1. Foi há dezoito anos, em Imola, no grande prémio de S. Marino…

Os milhões fãs não o esquecem, nem esquecem aquela também já desaparecida curva maldita!

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