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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Há 10 anos

RECORDAR O NO RECORDAR, ESTA ES LA CUESTIÓN | Alas de escritor

Godinho Lopes voltou a puxar do chicote lá por Alvalade e o Sporting acabou por substituir o há muito chicoteado Sá Pinto - adjunto na última época de Pedro Caixinha no União de Leiria – por Oceano, também na última época o adjunto de José Dominguez no União de Leiria.

O Oceano que se cuide porque esta época há dois União de Leiria: a SAD, com uma equipa a disputar a II Divisão B e o Club a disputar a primeira divisão distrital. O que quer dizer que deve haver por lá mais dois adjuntos, prontos para o que der e vier!

E como em Alvalade a mão é leve…

Há 10 anos

Mulher em protesto interrompe comemorações do 5 de outubro

No último 5 de Outubro em que se podia festejar a implantação da República saiu tudo ao contrário, a confirmar um país e pernas para o ar. A começar pelo local das comemorações oficiais, pela primeira vez num pátio escondido, com acesso exclusivo por convite. Mesmo que nem assim conseguissem evitar uns incómodos sem convite…

Passos Coelho, que sempre fugiu de reuniões onde se tratasse de Europa e que nunca se quis juntar aos seus parceiros de desdita, aproveitou hoje uma reunião na Eslováquia para fugir do 5 de Outubro, em Portugal. Azar: foi o único a aparecer. Apareceu na única vez em que os outros não apareceram, para que não ficassem dúvidas sobre o que lá o levara!

O Presidente, no 5 de Outubro em que mais se esperava ouvir a sua voz, fez o que melhor sabe fazer: falar sem dizer nada, num dos seus piores discursos, se não mesmo o pior, de pernas para o ar e costas voltadas para a realidade e para as dificuldades do país.

Com tudo ao contrário, não admira que o próprio Presidente tenha invertido a bandeira no momento de a içar. E que lá a tenha deixado, pendurada de pernas para o ar! Como todos nós … 

Há 10 anos

RECORDAR O NO RECORDAR, ESTA ES LA CUESTIÓN | Alas de escritor

No debate das moções de censura o governo foi acusado de roubo fiscal e de fraude eleitoral. Não ouvi acusá-lo de assassíniomas desconfio que hoje assassinou o CDS!

Ah! E temos o melhor povo do mundo... Vindo de Vítor Gaspar é de desconfiar que não seja calúnia!

Há 10 anos

RECORDAR O NO RECORDAR, ESTA ES LA CUESTIÓN | Alas de escritor

Vítor Gaspar voltou hoje a mais uma sessão de longa duração que inevitavelmente culminou em mais um anúncio de mais impostos: “um enorme agravamento de impostos”, nas suas próprias palavras!

Fê-lo num tom bem diferente do habitual, a sugerir que alguma coisa obrigou o governo a mudar de discurso: a modelar o discurso, para utilizar uma expressão que lhe é cara e a que deitou mão nos últimos tempos. Isso foi notório, tão notório quanto, de substancial, nada mudou: um discurso diferente para dizer o mesmo de sempre!

Vítor Gaspar começou por fazer aquilo que os especialistas de comunicação andam há muito a dizer que o governo não sabe fazer: enfatizar o que de bom tem sido alcançado, relevar os sucessos. Começou por dizer que ia devolver um subsídio aos funcionários públicos e 1,1 aos pensionistas e reformados: devolveu-os por cerca de uma hora porque, depois, voltaria a tirar-lhos. Salientou o sucesso do equilíbrio externo mas, evidentemente, sem explicar que esse sucesso decorre exclusivamente do insucesso do desempenho da economia. Que é um sucesso aparente e meramente conjuntural, apenas consequência da quebra do consumo e do investimento. Enfatizou a redução da despesa - que garantiu ser responsável por 60% do ajustamento orçamental (os tais tão badalados 2/3) – que, em 2012, ficará muito abaixo do orçamentado, mas não explicou que essa redução é resultado das medidas de austeridade, que os portugueses pagam com língua de palmo. E não de cortes em despesa não produtiva, em rendas desajustadas e em inaceitáveis situações de privilégio que vivem à mesa do orçamento. Mas não explicou por que, mesmo assim, está tão longe de atingir o défice. A receita não correu bem, reconheceu. Mas não explicou que não correu bem porque a austeridade não o permite, e porque há um limite a partir do qual as receitas de impostos caem quando sobem as respectivas taxas – a tal curva de Laffer…

E por isso insiste em mais do mesmo. Insiste em agravar a vida dos mesmos de sempre, aumentando (em 35%) o IRS, com o aumento das taxas e com uma sobretaxa de 4%, que obrigará muitos portugueses a entregar, só em IRS e logo no final de cada mês, mais de metade do seu rendimento ao Estado. E sem qualquer equidade - ao contrário do que apregoou o ministro – porque isto não tem paralelo com quaisquer outros rendimentos ou quaisquer outras fontes de receita fiscal. Reconheça-se que dificilmente poderia ser de outra forma – as empresas deslocam as suas sedes, os capitais fogem e até os property owners do Algarve partiriam para outros destinos. Mas então não se fale em vão de equidade!

Da mesma forma que se saúda o novo tom do discurso – mesmo que nada de substancial mude – tem de saudar-se que se não tenha ouvido falar em medidas de substituição da TSU, mesmo que na Comunicação Social muita gente insista em fazê-lo. O ministro escusou-se a falar na defunta medida – em boa verdade não resistiu a atribuir-lhe a responsabilidade pela revisão em alta da taxa de desemprego (de 16 para 16,4%) para o próximo ano – e não houve uma única medida que tivesse sido apresentada como alternativa ou de substituição.

A medida da TSU caiu, está morta e enterrada, e mais não era que mais uma dose de austeridade em cima de todas as outras e de mais estas hoje anunciadas. Porque estas viriam – como vieram - na mesma. São más, não irão fazer mais que agravar a economia, mas são absolutamente independentes da medida que transferia 2,3 mil milhões de euros dos trabalhadores para as empresas !

Há 10 anos

RECORDAR O NO RECORDAR, ESTA ES LA CUESTIÓN | Alas de escritor

Não é fácil jogar contra o dono da bola. Nunca o foi, nem nunca o será!

Mesmo assim, sabendo que seria difícil, não deixaria de ser uma noite especial. De gala, mesmo!

Não é todos os dias que se recebe em casa tanta gente tão ilustre, mesmo que seja gente como esse mau feitio de quererem a bola só para eles. Valeu pela primeira parte, onde o Benfica esteve genericamente bem. A equipa estava organizada, criou oportunidades, rematou mais e com mais perigo que o Barcelona e, apesar de ter sofrido o golo muito cedo – logo aos 6 minutos – nunca se desequilibrou. Apenas por dois breves momentos – a meio da primeira parte e já nos instantes finais – se sentiu a equipa perdida. E teve boas exibições individuais, como foram os casos de Matic, Enzo Perez, Sálvio e Gaitan!

Percebia-se, é certo, que faltava manta. A equipa queria pressionar o Barcelona logo à saída da defesa – sem dúvida que a forma mais eficaz de enfrentar este adversário – mas percebeu-se logo que, fazendo-o, deixava as costas desprotegidas por onde, vencida a primeira barreira, surgiam em alta velocidade e em contra ataque jogadores como Messi, Fabregas, Pedro ou Alexis. Era isso: se tapava a frente – a cabeça – destapava os pés!

A consequência dessa falta de manta foi a opção de defender mais atrás, com as possibilidades de recuperar a bola a deslocarem-se para zonas mais atrasadas do terreno e, aí, com mais probabilidades de a voltar a perder sem chegar a zona de finalização.

A segunda parte foi bem diferente. O jogo piorou, muito porque o Benfica piorou. Em razão do segundo golo do Barcelona ter chegado bem cedo, logo aos 10 minutos, mas também porque Carlos Martins - que substituiu Bruno César ao intervalo - nunca entendeu bem o jogo que tinha para jogar. A equipa, mesmo sem que nunca tenha caído no abismo, foi perdendo bola e discernimento, acabando envolvida em quezílias dispensáveis, que valeram a expulsão de Sergio Busquets e bem poderiam ter valido a de Matic.

Nada está perdido mas, com a vitória do Celtic em Moscovo, as contas poderão complicar-se. Não por este resultado de hoje, mas pelo da primeira jornada, há quinze dias em Glasgow. Aí é que o Benfica podia e devia ter ganho, ficando claro que apenas o não fez por falta de ambição!

Um lamento pela lesão de Pujol. Um grande capitão e um grande profissional que irá ficar afastado dos relvados por mais algum tempo. Quando acabava de regressar de uma segunda lesão neste início de época…

Há 10 anos

RECORDAR O NO RECORDAR, ESTA ES LA CUESTIÓN | Alas de escritor

Ora aí está mais uma. Este governo não pára: ainda não acabou de sair duma e já se está a meter noutra!

Hoje foi Durão Barroso - eventualmente a prolongar o fim-de-semana em Lisboa – a dizer que o governo já tinha entregue em Bruxelas as medidas de substituição da famigerada TSU. E disse mais: que Bruxelas as tinha aprovado!

Toda a gente se sentiu – uma vez mais, e perdoe-se-me a linguagem – encornada. Seguro, no preciso momento em que se demarcava das duas moções de censura hoje apresentadas, não conseguiu disfarçar a surpresa. Não é, no entanto, a reiterada falta do mais elementar sentido de concertação que desta notícia mais releva.

O que mais releva é a insistência na trapalhada, na confusão que, vá lá saber-se com que intenções, se fomenta entre a decisão do Tribunal Constitucional, a TSU e novas medidas de austeridade. Uma confusão que o governo e a sua entourage têm promovido, que a Comunicação Social tem deixado passar e que, agora, tem a cobertura do próprio presidente da Comissão Europeia.

Uma confusão que aqui tem sido amplamente denunciada: a declaração de inconstitucionalidade do corte dos subsídios de férias e de Natal dos funcionários públicos, com um efeito orçamental de 2 mil milhões de euros, serviu para o primeiro-ministro justificar a absurda - mas inteligentíssima, na opinião de António Borges – medida da TSU, que tinha apenas um efeito orçamental de 500 milhões de euros que, agora morta e enterrada, servirá para justificar mais um conjunto de medidas de austeridade - cortes e subida de impostos – que já foram tratadas (negociadas ou impostas?) com a troika.

Não se percebe porque que é que a TSU surge a compor este triângulo. A medida significava, com a redução da contribuição patronal e o agravamento da dos trabalhadores, uma transferência de 2,3 mil milhões de euros do trabalho para o capital. E, com o agravamento da taxa em 1,25 pontos percentuais (de 34,75% para 36%), um aumento da receita, esse sim com efeito no défice, em 500 milhões de euros. Ao apresentá-la como medida de compensação da decisão do Tribunal Constitucional, Passos Coelho quis inventar uma justificação para o injustificável, quis tapar o sol - uma opção ideológica – com a peneira. Se a medida tivesse passado teria de ir inventar medidas para garantir os 1,5 mil milhões de euros em falta. Como não foi o caso, apenas teria agora que procurar mais os quinhentos milhões!

Só há uma forma de compreendermos tudo isto. E bem simples: é que as contas seriam estas se batessem certas. Mas não batem! 

As contas de Vítor Gaspar - e da troika, nunca se sabe bem onde começam umas e acabam outras -  nunca bateram certas, e a melhor forma de o esconder é uma velha receita que um dia, era eu um jovem a iniciar-me nas exigentes tarefas da gestão, aprendi de um colega mais velho, uma velha raposabatido e experimentado: chamava-lhe a política do cogumelo. Explicava-me ele que, quando a confusão é grande, fazemos como aos cogumelos: bem tapados, para fique tudo escuro e muita merda para cima! Que é do que eles gostam... 

Há 10 anos

RECORDAR O NO RECORDAR, ESTA ES LA CUESTIÓN | Alas de escritor

Já não há paciência para este cavalheiro… Os trabalhadores ganham de mais, os empresários são ignorantes. Só ele, que não tem vergonha – nem por onde ela passe -, que passou pelos sítios menos recomendáveis deste mundo, que governa sem ter de se sujeitar ao mísero ordenado de um ministro, que anda por aí a vender tudo o que mexe, que acumula e mistura interesses privados e públicos é abençoado pela inteligência e clarividência que lhe permitem ver o que mais ninguém vê. Que vê um milagre económico em Portugal, que acha que o equilíbrio das contas externas é uma obra ímpar deste governo de excelência, e não o resultado de uma economia destruída, sem consumo e sem investimento. Que vê reformas sobre reformas levadas a cabo por este governo de acção e de convicções inabaláveis…

É preciso quem o mande calar porque, por ele, não se cala. Nem se enxerga…

Há 10 anos

RECORDAR O NO RECORDAR, ESTA ES LA CUESTIÓN | Alas de escritor

Creio que nunca se falou tanto em adaptação como nos últimos tempos, a propósito de jogadores adaptados.

A adaptação é um processo de convergência com uma nova realidade, de ajustamento físico e mental a um novo meio envolvente. Todos nós, perante uma mudança das condições que nos envolvem, entramos em processos de adaptação. Se mudamos de emprego, temos certamente um processo de adaptação pela frente. Se mudamos de casa não podemos fugir à adaptação a um novo local, a novos vizinhos e até a novas rotinas.

Depois desses múltiplos processos de adaptação passamos a estar adaptados. Adaptados ao novo emprego, à nova casa, aos novos vizinhos…

Os jogadores de futebol também passam por processos de mudança deste tipo, e até com uma frequência bem superior à dos comuns mortais que não fazem de uma bola forma de vida. A mobilidade profissional de um jogador – como de qualquer outro profissional – de futebol é incomparavelmente superior à de qualquer outra actividade.

E no entanto, em futebolês, um jogador adaptado não é um jogador que acabou de passar por um processo de adaptação a um novo clube, a um novo treinador ou a novos colegas. Um jogador adaptado é tão simplesmente um jogador reconvertido. Um jogador de meio campo adaptado a defesa central, um defesa central adaptado a lateral ou um defesa central adaptado a trinco ou a pivô defensivo. Mas o que está mesmo na moda é adaptar alas a defesas laterais!

Estas adaptações resultam de circunstâncias muito diversas. Umas vezes de uma simples coincidência, ou de um acaso, outras de insuficiências de planeamento, outras ainda de insuperáveis dificuldades financeiras que obrigam quem não tem cão a caçar com gato e, finalmente, outras de razões que ninguém consegue entender. E, quando assim é, chamamos-lhe teimosia!

Basta lembrarmo-nos do que Vítor Pereira fez na época passada com o Maicon a lateral direito. Ninguém percebeu. Só podia ser teimosia…

Mas é o Benfica o campeão das adaptações. Sem recuar muito no tempo – e para não ir à mais extraordinária (no sentido de rara, mas também de invulgar eficácia) que me vem à memória quando, há 40 anos atrás, Hagan transformou um dos mais velozes extremos direitos de sempre, Nené, num ponta de lança que, sem sujar os calções, andou mais de uma década a marcar golos de toda a maneira e feitio – lembramo-nos do Miguel, que o Chalana, do dia para a noite, pegando num ala direito mediano, transformou num lateral direito do melhor que chegou a haver por esse mundo fora. E, no Benfica, é Jorge Jesus o mestre das adaptações!

Tudo começou com Coentrão, um rapaz que jogava lá à frente, quando jogava. Porque na maioria das vezes não jogava. Andava mesmo perdido, de Saragoça para Vila do Conde, sem se adaptar nem servir em lado nenhum. De repente, sem lateral esquerdo – uma velha maldição deixada no Benfica, não por Bella Gutman, mas por Lello, esse brasileiro que era uma espécie de Maxi (também ele adaptado, ainda antes da era Jesus) da esquerda e que partiu sem ninguém perceber porquê – o mestre da táctica lança-o a lateral esquerdo. Foi um sucesso e rendeu logo 30 milhões de euros, que o Jorge Jesus transformou num crédito pessoal inesgotável. Ao ponto de nunca mais querer outra vida que fazer adaptações!

Desatou a comprar avançados, à dúzia, só para ter motivo para os adaptar às outras posições de que, assim, com aquela política de aquisições, a equipa ficava carenciada. O mais badalado foi Melgarejo, ou a Melga para facilitar as coisas, um jovem avançado com inegáveis potencialidades que Jesus teimou fazer lateral esquerdo. Nesta altura do campeonato já dá para ver que ainda não conseguiu fazer dele um lateral esquerdo. Mas já conseguiu fazer dele um jogador medíocre, que nada acrescenta à equipa: aquela ala esquerda, com Nolito e Melga, é verdadeiramente assustadora!

Com a inesperada partida de Witsel e Javi Garcia o Jesus esfregou as mãos: aí estavam mais duas oportunidades para o seu dedo milagroso. Matic iria fazer de Javi Garcia, numa adaptação esperada mas, para poder ir mais além, decidiu esquecer-se que Carlos Martins existe e adaptar o ainda inadaptado Enzo Perez a Witsel.

Há 10 anos

RECORDAR O NO RECORDAR, ESTA ES LA CUESTIÓN | Alas de escritor

Foi a contra gosto que o primeiro-ministro recuou na TSU. Não foi por ter reconhecido o erro, e para o corrigir, que a medida foi parar ao caixote do lixo. Foi simplesmente porque foi obrigado a isso, a contra gosto. E amuado, como se viu!

Passos Coelho amuou, em particular com os empresários. Uns ingratos, acha convictamente. Daí que ontem, no almoço com banqueiros no Estoril – em mais uma penosa deslocação – lhes tenha deixado uma ameaça (a tal lição para o futuro que, em tom ameaçador, não quis concretizar) e uma acusação de cobardia. Foi por cobardia, acha ele, que muitos empresários se colocaram conta a medida. Porque tiveram medo dos seus trabalhadores!

O homem está perdido, não percebe nada do que à sua volta se passa. Mas nem tudo lhe corre mal: a privatização da Caixa Geral de Depósitos, que ainda há poucos dias, no debate quinzenal na Assembleia da República e interpelado por Seguro, era tabu – apesar de toda a gente saber que tinha sido assunto tratado com a troika – aí está, a fazer o seu caminho. Sem que ele tivesse de dizer uma única palavra…

Ainda há coisas que funcionam… Não são as que dependem da acção do governo, mas há sempre muita gente disponível para dar uma mãozinha!

Mãozinha é, de resto, coisa que não falta a este governo. Há sempre uma mãozinha para meter em tudo. Veja-se o rato que a montanha das fundações pariu. Quantas mãozinhas não andaram por ali?

Penoso. Cada vez mais penosos os últimos dias dos governos. De todos!

Há 10 anos

RECORDAR O NO RECORDAR, ESTA ES LA CUESTIÓN | Alas de escritor

O INE divulgou hoje os dados oficiais relativos ao primeiro semestre. O défice – sempre o centro do problema – é ainda superior às piores expectativas que por aí têm circulado (mas ao nível do que por aqui fomos avançando) fixando-se nos 5,6 mil milhões de euros, qualquer coisa como 6,8% do PIB. Os 5%, para que a troika permitiu que resvalasse, são uma miragem… Mesmo com medidas extraordinárias, mesmo transformando a privatização da ANA numa concessão, para que a receita possa abater ao défice em vez de abater directamente na dívida pública!

E, no entanto, continuam a fazer tudo na mesma … À espera que as mesmas medidas, nas mesmas condições, produzam outros resultados e não os mesmos. Mais teimosos que a realidade!

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