Na madrugada de 21 de Agosto de 1968, tanques e aviões soviéticos entraram na Checoslováquia, na então República Socialista da Checoslováquia, para esmagar o processo de democratização conduzido por Dubcek, que ficou conhecido por Primavera de Praga.
Em Janeiro de 1968 Dubcek, que fizera toda a sua formação política na URSS, substituiu o estalinista Novotni na liderança do Partido Comunista Checoslovaco e iniciou de imediato, com o apoio esmagador das massas populares, um conjunto de reformas políticas com vista a orientar o regime para o que chamava socialismo de rosto humano. Que rapidamente Brejnev tratou de travar, à custa de muito sangue.
Algumas semanas depois tudo ficava na mesma. Mesmo que o movimento comunista internacional nunca mais tenha sido o mesmo... Estava aberta a primeira fenda, a mãe de todas as brechas que tudo fariam colapsar vinte anos depois!
Um cinquentenário é sempre um acontecimento, comemorar 50 anos é sempre mais que assinalar uma simples efeméride. Se, no século passado, a década de 60 foi uma das mais ricas, 1968 foi um dos mais palpitantes anos da década e deixou muito para comemorar. Por isso 2018 tem muito cinquentenário para comemorar.
Começa com o do assassinato de Martin Luther King, que tinha um sonho - "I have a dream"!
O sonho de que um dia os filhos de antigos escravos pudessem “partilhar a mesma mesa em fraternidade” com os filhos de antigos donos de escravos, o sonho da convivência entre brancos e negros sob a mesma bandeira, a mesma lei e com as mesmas oportunidades.
Martin Luther King, Nobel da Paz em 1964, foi morto às 6 da tarde de 4 de Abril de 1968, quando discursava à varanda do quarto 306 do Lorraine Hotel, em Memphis, no Tennessee, pelas balas disparadas por um racista - James Earl Ray. O seu sonho, não!