Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Capturado na própria teia

Por Eduardo Louro

Imagem relacionada

Com tantas datas para marcar as eleições, Cavaco marcou-as para 4 de Outubro. Provavelmente porque não tinha um calendário à mão, não reparou que lhe sucede o dia 5 de Outubro. Porque já não é feriado, não lhe passou pela cabeça que comemora a implantação da República...

Como se tudo isto não bastasse, ontem, em Nova Iorque, disse que já tinha tudo decidido sobre o que iria fazer no dia 5 de Outubro: "Quanto ao dia 5, eu estou com muita tranquilidade, sei muito bem aquilo que irei fazer..." Hoje, de Belém, vem a nota que "Dado o atual momento político, o PR tem que se concentrar na reflexão sobre as decisões que terá de tomar nos próximos dias. Desta forma, não poderá estar presente na cerimónia comemorativa da Implantação da República".

Como se ainda não bastasse ter anunciado que tinha tomado decisões sobre acontecimentos que ainda não ocorreram, num dia diz que tem tudo decidido e, no seguinte, que tem de se concentrar na reflexão sobre as decisões que disse já ter tomado.

Mas como para Cavaco nada basta, ainda sobra espaço para dizer que, no fundo... no fundo, é apenas para para não falar da situação política.

No fundo... no fundo é mais do mesmo. É Cavaco sempre capturado pelas teias que ele próprio tece.

5 de Outubro

Por Eduardo Louro

Já não é feriado. Mas é domingo... O que, ao contrário do discurso do Presidente, dá para disfarçar... 

E dia em que o maior país de língua portuguesa vai a voltos, à escolha de um presidente, que será presidenta. No país do samba, muitas vezes de uma nota só, exactamente como o discurso do presidente que em má hora por cá escolhemos.

Um discurso de uma nota só, a de um esgotado apelo ao consenso para o qual há muito perdeu legitimidade. Tanto mais quanto mais insiste em ignorar as suas imensas responsabilidades no estado a que o país chegou!

Para Cavaco todos são responsáveis pelo que de mau aconteceu e acontece no país. Menos ele próprio e o governo que apoia... Estranho!

TUDO AO CONTRÁRIO

Por Eduardo Louro

 Mulher em protesto interrompe comemorações do 5 de outubro

No último 5 de Outubro em que se podia festejar a implantação da República saiu tudo ao contrário, a confirmar um país e pernas para o ar. A começar pelo local das comemorações oficiais, pela primeira vez num pátio escondido, com acesso exclusivo por convite. Mesmo que nem assim conseguissem evitar uns incómodos sem convite…

Passos Coelho, que sempre fugiu de reuniões onde se tratasse de Europa e que nunca se quis juntar aos seus parceiros de desdita, aproveitou hoje uma reunião na Eslováquia para fugir do 5 de Outubro, em Portugal. Azar: foi o único a aparecer. Apareceu na única vez em que os outros não apareceram, para que não ficassem dúvidas sobre o que lá o levara!

O Presidente, no 5 de Outubro em que mais se esperava ouvir a sua voz, fez o que melhor sabe fazer: falar sem dizer nada, num dos seus piores discursos, se não mesmo o pior, de pernas para o ar e costas voltadas para a realidade e para as dificuldades do país.

Com tudo ao contrário, não admira que o próprio Presidente tenha invertido a bandeira no momento de a içar. E que lá a tenha deixado, pendurada de pernas para o ar! Como todos nós … 

5 DE OUTUBRO

Por Eduardo Louro 

 

Hoje comemora-se a implantação da República, há 101 anos. É por isso feriado, embora muitas vezes pareça que é feriado apenas porque …é feriado!

Não sei se, na tentativa de ganhar tão velha e batida guerra da produtividade, será este um dos feriados a sacrificar. Sei é que este é um dos feriados mais chatos e entediantes, marcado por cerimónias bafientas.

 De um lado uma velha brigada de reumático, que fala de uma ética republicana que ninguém reconhece, em tons de uma superioridade moral que não resiste ao mínimo sopro. Do outro, com o mesmo ar de brigada arregimentada para o momento, invoca-se uma outra superioridade para a mesma moral, agora sustentada noutras realidades de uma Europa do norte de que cada vez estamos mais afastados.

É, e cada vez menos, porque cada vez menos é a discussão que importa, o único momento para a eterna discussão da causa monárquica, em vez da discussão da República, cada vez mais empobrecida por presidentes cada vez mais pobres. Que procuram em anonas e vacas felizes o discurso que lhes falta para segurar as últimas pontas de uma nação de esperança perdida!

Viva a República!

 

Por Eduardo Louro

 

 

 

Comemoramos hoje 100 anos de República. Ou será que comemoramos os 100 anos da implantação da República?

Há quem entenda que não se justifica comemorar 100 anos de República. Quer dizer, há quem entenda que a História de Portugal nos últimos 100 anos de regime republicano não nos trouxe motivos de comemoração. A primeira República foi desastrosa: instabilidade política e governativa, degradação contínua das finanças públicas, desastrada e sofrida participação na Guerra, golpes, traições e perseguições. Aos seus próprios heróis, como o herói da Rotunda: Machado dos Santos, assassinado em 1921. Desembocaria na mais duradoura ditadura europeia do século, quase 50 anos de ditadura no chamado Estado Novo, na óptica da maioria dos historiadores um longo intervalo na República, retomada apenas em 25 de Abril de 1974. A segunda República, para os mesmos historiadores!

Os resultados que hoje conhecemos não são dignos de muito coisa. Muito menos de comemoração!

Pois eu entendo que comemoramos hoje os 100 anos do movimento republicano de 5 de Outubro. Da revolução da Rotunda!

Aí encontraremos realmente motivos de comemoração: os símbolos nacionais, os valores da rés pública, o ideal democrático, a cidadania, a separação da Igreja do Estado, a ideia da educação como pilar do desenvolvimento da sociedade…

Sim, vale a pena comemorarmos esta data que, com a de 25 de Abril, representam as duas mais importantes datas do século XX da nossa História. E como permanecem actuais os seus valores, 100 anos depois!

 

 

Acompanhe-nos

Pesquisar

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D

Mais sobre mim

foto do autor

Google Analytics