Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Trapalhices

capa Jornal A Bola

 

 

Olha-se para esta primeira página deste jornal e, cá em baixo, a letras mais pequenas, ficamos a saber que Luís Filipe Vieira pretende subir a cláusula (de rescisão do contrato) de João Félix (já fixada em 120 milhões de euros) para 200 milhões. No entanto já tínhamos visto, porque está lá em cima, a letras muito maiores, que 100 milhões, é o valor mínimo que Benfica admite encaixar.

Jorge Mendes e milhões à parte, quem tiver acabado de chegar de Marte pode achar que Luís Filipe Vieira, o tal que quer subir o valor por que será obrigado a ceder os direitos desportivos do jogador, não tem nada a ver com o Benfica, a quem basta metade desse valor. E achar que é uma primeira página aceitável para capa de jornal.

Como não consta que andem por aí marcianos, é bem provável que haja quem ache que Luís Filipe Vieira não anda bem da cabeça. Ou, sei lá, até que a eurodeputada Ana Gomes é bem capaz de dizer umas coisas acertadas... E que Luís Filipe Vieira é um intrujão e um trapaceiro... 

Pode ser. Mas eu não descartaria a hipótese de, intrujão e trapaceiro, ser mesmo o jornalismo que é capaz de fazer uma primeira página destas, a chamar estúpido a toda a gente. Não é apenas a Luís Filipe Vieira que está a chamar estúpido. É mesmo mais aos leitores.

 

 

 

DUDA GUENNES (1937-2011)

Por Eduardo Louro 

 

Partiu hoje o brasileiro mais português de Portugal, como gostava de se identificar. Duda Guennes era o estrangeiro (mas pouco) que durante mais tempo manteve uma coluna regular na imprensa nacional.

Assinava, desde 1980, uma coluna – Meu Brasil brasileiro, que viria a editar em livro – em A Bola onde, todos os sábados e durante mais de 30 anos, me deliciava com as venturas e desventuras de um dos povos que mais estórias tem para contar, contadas como só ele sabia.

Por razões que aqui confidenciei deixei há cerca de um ano de ser leitor habitual de A Bola. Confesso que só ao sábado era tentado por um certo arrependimento, quando me lembrava das suas crónicas e sentia a sua falta.

Acabaram as razões que me poderiam alguma vez levar a quebrar aquele compromisso!

 

Aurélio Márcio (1919-2010): o fim de uma geração!

 

Por Eduardo Louro 

 

   

 

 

Partiu o último de uma geração ímpar no jornalismo português, do jornalismo desportivo e de A Bola: Aurélio Mário deixou-nos, aos 91 anos!

 

Com Vítor Santos, Carlos Pinhão, Carlos Miranda, Alfredo Farinha e Homero Serpa constituiu a geração que se seguiu aos fundadores de A Bola. A geração que deu asas à criação de Cândido de Oliveira, Ribeiro dos Reis e Afonso de Melo e que lhe acrescentou a qualidade que fez de A Bola uma referência prestigiada da História do jornalismo nacional.

 

Uma geração de jornalistas que soube, como poucos, cuidar da pátria de Pessoa. Com quem também uma geração de portugueses aprendeu a ler e a escrever. E a gostar de futebol... E tantas outras coisas!

 

Que chatice!

Por Eduardo Louro

   

Hoje foi, de há 40 anos a esta parte, o primeiro sábado em que, estando no país, não comprei o “A Bola”. Por solidariedade com o Ricardo Araújo Pereira (RAP) que, por sua vez, se solidarizara com o Zé Diogo Quintela (ZDQ)!

Já aqui referi diversas vezes a minha forte ligação a este jornal e aos seus grandes mestres, com quem aprendi, não só a ler e a escrever, como a gostar de escrever. Por isso esta minha decisão de hoje não foi nada fácil. Pareceu-me estar a separar-me de muitos anos da minha vida, como que a deixar para trás uma boa parte de mim. E isto não é fácil!

O RAP escrevia em “A Bola” aos sábados. O ZDQ fazia-o aos domingos e, às terças, o Miguel Sousa Tavares (MST).

O MST não é exactamente uma personalidade pacífica no panorama mediático. Antes pelo contrário, é uma personagem dada à conflituosidade o que, obviamente e por si só, não é mal nenhum. A não ser quando se não consegue ser absolutamente coerente e quando se muda de posição ou de barricada. O MST é portista! Nada de mal, mais uma vez. Fanático! Bom, aceita-se. Afinal nestas coisas dos clubismos há sempre muito exacerbo, frequentemente próximo do fanatismo.

Perde a razão e fica com a vista turvada quando escreve sobre futebol. Bom, não é bonito! Nem sequer muito abonatório para a personagem que pretende interpretar neste jogo da vida, mas, se ainda por cima lhe pagam… E, claro, esquece-se da coerência, uma velha pecha. Daí que, se isso lhe interessar para o argumentário do seu clubismo cego, hoje diga o contrário do que disse ontem. Hoje defenda o que ontem atacou ou desminta a sua verdade de ontem…

Claro que as famosas escutas do Sr Pinto da Costa são palco privilegiado para esta peça!

O RAP, perante tão repetidos e grosseiros atentados à coerência, provavelmente porque teve meios para a necessária pesquisa, resolveu começar a revelar na sua coluna dos sábados as verdades/mentiras do MST: em tantos do tal escreveu isto para em tal dos tantos escrever exactamente o contrário…

O MST ia respondendo na sua coluna das terças-feiras. Como podia. Quase sempre mal, no estilo de pior a emenda que o soneto. E ia-se enterrando, dando o flanco e expondo-se. Até que começou a expor insuspeita ignorância, logo aproveitada pelo RAP para dar uma lição sobre a matéria.

Foi aqui que acabou a paciência do MST. Por falta de argumentos, porque contra factos não os há, passou ao ataque pessoal. Bem, até foi ao ataque colectivo – aos Gatos Fedorentos. Aí, entrou em cena o ZDQ, na sua coluna do domingo, expondo ainda mais as fragilidades do MST. Que não resistiu a ameaçar com o abandono!

No último domingo a crónica do ZDQ foi censurada. Sim. CENSURADA! “A Bola” cortou o que entendeu e, evidentemente, o ZDQ tomou a única atitude que os nobres de carácter podem tomar. E o RAP foi solidário e deixou também de escrever em “A Bola”.

O MST faz alarde em declarar-se feroz opositor das redes sociais e da blogosfera. Tenho a impressão que, se fosse ele a mandar, até a Internet proibiria. Até aqui eu não percebia porquê, só agora entendi: é que na blogosfera ele não pode ordenar a nenhum director, nem a ninguém, que corte e censure o que se escreve. A blogosfera não lhe garante a imunidade que os jornais e as televisões lhe asseguram, nem lhe protege o estatuto que o berço lhe deixou. Na blogosfera até os plágios se descobrem! Que chatice!

 

PS: Esta matéria traz a nação benfiquista em ebulição, como se pode ver aqui e ali.

Com ... tranquilidade

Por Eduardo Louro

 

 

Encerrada que está a disparatada, absurda e achincalhante trapalhada em que o Sr Gilberto Madaíl meteu o nome de Portugal, do futebol português e até de Mourinho (se bem que aí a música seja outra e haja muito por contar) aí está uma nova trapalhada: Paulo Bento!

Quero desde já dizer que nada tenho contra o treinador Paulo Bento. Tenho, no entanto, tudo contra mais esta trapalhada, na sequência directa da trapalhada anterior: ninguém percebe por que é que o Sr Madaíl não tratou discretamente do disparate Mourinho – podia ter almoçado, comido umas tapas ou apenas tomado um chá sem o anunciar aos sete ventos, preservando, como o mais elementar bom senso aconselharia, uma reserva que só faria sentido quebrar em função do sucesso (de todo improvável) de tão disparatada iniciativa – como ninguém poderá perceber a sucessiva exposição do nome de Paulo Bento e os sucessivos avisos (que mais pareciam ameaças) do anúncio de um futuro  contacto. Alguém entende que se avise, dias a fio, que se vai efectuar um contacto?

É para mim claro que é trapalhada atrás de trapalhada. Outra coisa seria difícil de esperar nesta altura do Sr Madaíl.

Trapalhadas à parte, em que Paulo Bento não tem qualquer responsabilidade, convém tentar perceber se esta opção, que parece estar a gerar unanimidade no meio mediático e desportivo, encaixa na actual realidade da selecção nacional.

Vítor Serpa, no Editorial de domingo de A Bola, apontava alguns traços do perfil do novo seleccionador: “mais forte do ponto de vista psicológico do que táctico, mais alegre do que triste, mais extrovertido do que intimista, mais amigável que conflituoso, mais comunicativo do que embezerrado, com mais amigos que inimigos”.

Eu acrescentaria: experiente, com forte capacidade mobilizadora, fortemente de empático, de discurso fácil, simples e directo, de espírito aberto, liberto de dogmas tácticos e … com tranquilidade!

Parece-me que, à excepção da famosa tranquilidade – imagem exclusiva de um discurso amplificado pelos Gato Fedorento e não exactamente uma imagem de marca – não encontramos aqui muitos pontos de contacto com o perfil de Paulo Bento. O que não faz dele um mau treinador nem sequer impede que seja seleccionador nacional! Apenas não encaixa na actual selecção nacional: uma equipa sobre brasas, sem margem de erro, descrente, sem chama e sem público!

Pode ser que corra bem, mas é daquelas soluções que, com toda a tranquilidade, tem tudo para não dar certo. Gostaria de estar redondamente enganado!

Acompanhe-nos

Pesquisar

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D

Mais sobre mim

foto do autor

Google Analytics