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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

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Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Olhar para dentro

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Inicia-se hoje no Vaticano, às ordens do Papa Francisco, uma cimeira que colocará a Igreja a olhar para si própria à luz dos abusos sexuais, e em especial daqueles em que se tem visto envolvida. 

Hoje, com os olhos no Vaticano, o mundo espreita para dentro da Igreja, à espera de lá ver mais alguma coisa mais que as muitas coisas feias que lá tem visto.

Dar com uma mão e tirar com a outra

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A Oxfam, a ONG britância que aqui tem sido tantas vezes referida, sempre por boas razões, e uma das maiores e mais influentes organizações mundiais ao serviço da Humanidade, está em risco de sobrevivência depois de ter sido tornado público o desvario sexual em que alguns dos seus funcionários superiores tornaram a sua intervenção no Haiti, depois do violento sismo de 2011, que matou perto de 300 mil pessoas.

A tragédia dos abusos sexuais, a que nem as diferentes missões da ONU escapam, põe seriamente em causa as missões de ajuda humanitária. Não há nem ajuda nem humanitarismo quando se tira com uma mão o que se dá com a outra. E quando o que se tira é a fatia maior, como se percebe nas palavras desta jovem da República Centro Africana: "Às vezes, quando estou sozinha com o meu bebé, penso em matá-lo. Ele lembra-me o homem que me violou". 

 

 

 

Interesse público e interesse do (algum) público

Por Eduardo Louro

 

Ontem a notícia era que a equipa médica do Hospital de Santa Maria tinha tomado a decisão sobre a gravidez da criança de 12 anos abusada pela besta do padrasto. E que dela não daria notícia pública... 

Aplaudimos. Toda a gente que é gente acha que ninguém tem nada a ver com o sentido da decisão. Notícia tem que ter interesse público, e não se percebe onde possa estar o interesse público no conhecimento da decisão. 

Já basta a dor da pobre criança. Já basta de dor para a criança... Agora só resta punir exemplarmente a besta e os seus cúmplices, se os houver, e tratar da menina. Tratar-lhe do corpo e da alma... Na medida do possível devolver-lhe a infância roubada e dar-lhe sentido ao futuro!

Afinal, não. Não basta nada disso... A cuscovilhice que reina no império sobrepõe-se a qualquer ideia de respeito. Ninguém resiste a espreitar pelo buraco da fechadura ... E a fazer disso modo de vida, fazendo crer que é de interesse público o que é o interesse de algum público. De gente que não é gente!

O ERRO DE DSK

Por Eduardo Louro

 

Dominique Strauss Kahn (DSK) teve azar: numa altura em que a sua primeira preocupação devia ainda ser Portugal tinha logo de viajar para os Estados Unidos! Tivesse ele vindo para Portugal e poderia perfeitamente dar larga às suas – pelos vistos famosas e conhecidas - taras sexuais sem que nada se passasse.

Não seria, evidentemente, detido. A senhora não teria apresentado queixa. Nem isso lhe passaria pela cabeça, mas, se passasse, toda a gente facilmente a convenceria a mudar de ideias: contavam-lhe, por exemplo, este caso, ou ainda este, e rapidamente a senhora percebia que não ganhava nada com o assunto. Que seria ela a sair mal! Ninguém iria acreditar que não fora ela a leviana que, com um sexagenário rico (numa suite de dois mil euros por noite, só podia!) e poderoso (só podia, com o que temos ouvido do FMI e sendo o homem que tinha salvo Portugal - coisa que, como bem se percebe, só está ao alcance de gente com muito poder) ali à mão, se mandara ao homem, coitado!

Não só nunca teria visto o seu futuro político ir por água abaixo, como veria mesmo a sua candidatura presidencial do próximo ano sair daqui reforçada … Com os portugueses em geral a renderem-lhe homenagem (este é que é dos nossos, macho latino danado!) e os políticos, em coro, a dizer que aquilo são coisas do foro privado! E ainda valeria uns bons milhares de votos portugueses em França. Que sempre dão jeito!

Bom, mas como DSK não soube escolher, fica pelo menos uma lição para todos os tarados sexuais com aspirações políticas: se sabem que não conseguem resistir a uma empregada de quarto de hotel, a um inesperado cruzamento com um rabo de saia num corredor, ou a um encontro com uma fêmea desprevenida no elevador não se deixem enganar – escolham Portugal!

 

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