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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Traquinices

Por Eduardo Louro

 

Aí está Fernando Ulrich de regresso ao seu melhor.  

Nem em 75 houve uma política tão redistributiva”, ou “não se pode é dizer que a política não tem tido uma preocupação redistributiva enorme” são as novas preciosidades do senhor ai aguenta, aguenta!

Que a desigualdade tenha disparado em Portugal, que o número dos mais ricos tenha aumentado, e que tenham aumentado as respectivas fortunas, é outra coisa. Não tem nada a ver com política. Nem com distribuição de riqueza!

Muito traquina e muito dado à brincadeira, este senhor. Que temos de aguentar, pois claro!

A SAGA DE ULRICH

Por Eduardo Louro

 

A autêntica saga que Fernando Ulrich inaugurou com o célebre “ai aguenta… aguenta” não tem fim à vista. Promete eternizar-se. Ou, pelo menos, bater a regressada saga dos Ewning, que parecia nunca mais acabar!

Mas não devia. O líder do BPI tem a obrigação de pôr fim à novela muito rapidamente, e não pode continuar a alimentá-la como tem feito. Por uma razão simples: porque tudo começou num erro grosseiro de comunicação!

O “ai aguenta… aguenta” inaugural foi um erro grave de comunicação que só tinha que ser corrigido de imediato, com o saber e a humildade que devem ser próprios dos verdadeiros lideres. E mesmo das elites!

Teria sido fácil fazê-lo, e dispõe de meios para isso e para muito mais: agências de comunicação, gestores de imagem, sei lá… Mas não o fez, e nem sequer se pode dizer que a emenda lhe tenha saído pior que o soneto. Não houve sequer uma verdadeira tentativa de emenda, houve apenas uma tentativa de fuga para a frente. E as fugas para a frente normalmente correm mal!

Hoje, no Parlamento, onde foi ouvido em sede de comissão de orçamento e finanças, que está a ouvir os presidentes dos bancos ajudados pelo Estado, o que foi notícia foi precisamente a sua novela, acabando por lhe acrescentar mais um episódio. Ao ponto de o deputado comunista Honório Novo lhe ter recomendado que se demitisse – há gente que resolve tudo com demissões – obrigando-o a responder que o seu lugar está sempre disponível e nas mãos dos accionistas.

Bem o sabemos, mas … não havia necessidade…

E é verdade que, por incompetência na comunicação, e por uma certa arrogância intelectual que não o deixou voltar a trás, está a prejudicar o banco que dirige. E os accionistas, por muito bem que achem que ele o dirige, podem até não achar muita graça a este particular!

 

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