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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Doce-amargo*

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Resultado de imagem para alcobaça câmara raimundo & maiaHoje deveria falar só de coisas doces, tão doces como as que por cá temos em exposição desde ontem e até domingo. Porque é de doces, e dos melhores, que se trata… Mas também porque é um dos mais bem conseguidos eventos de promoção da nossa terra, que verdadeiramente projecta Alcobaça no país… e no mundo. Porque hoje as coisas são assim, correm mundo com grande facilidade.

Pena é aquela porta de entrada por onde todos os anos recebemos os milhares de visitantes que o evento chama. Pena é aquele penoso corredor entre o parque de estacionamento e o acesso à nossa melhor sala de visitas, que temos de fingir que não vemos.

De tanto fingir que não vemos, parece-me até que já não vemos mesmo. Que aquelas montanhas de silvas entre escombros fazem já parte do nosso património, uma coisa assim como … o castelo. Mas mais pitoresca…

Não adianta continuar a fingir que aquelas ruínas não nos enchem de vergonha na mesma conta em que se enchem de silvas. Nem podemos ignorar que, com coisa tão amarga à entrada para a sala de visitas, dificilmente a “cidade dos doces conventuais” poderá “dar lugar ao amor”.

Esta é a vigésima edição deste prestigiado acontecimento, que sempre conviveu com aquela desgraça urbana. Vinte anos, é muito tempo, como dizia a canção. É uma geração… Há gente nasceu, cresceu e se fez homens e mulheres sem conhecer ali outra coisa.

Creio que a “Mostra internacional de doces & licores conventuais” não pode continuar a conviver com esta vergonha. Deixava por isso aqui um desafio à Câmara Municipal: uma proposta simples, mas séria. Propunha simplesmente que, no anúncio da próxima edição, na XXI Mostra internacional de doces & licores conventuais, em todos os cartazes e folhetos promocionais, a Câmara Municipal pedisse desculpa aos alcobacenses e aos visitantes, e garantisse que estava empenhada, e a desenvolver todos os esforços, para encontrar uma solução. 

Basta isto. Bastando, evidentemente, que sobre vergonha para não repetir os cartazes por mais vinte anos.

 

* A minha crónica de hoje na Cister FM

 

 

 

Nas estrelas*

 

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Em 2012, já lá vão pois 6 anos, foi descoberto um novo corpo no sistema solar. Trata-se de um novo asteróide, que ficou identificado como 2012 FF25, uma espécie de nome de código em fase experimental.

Seis anos, foi quanto cientistas e astrónomos demoraram a validar a descoberta e, muitas observações telescópicas depois, a confirmar com rigor a sua órbita e a sua localização. Só agora a descoberta foi finalmente tornada oficial pelo Minor Planet Center. Só agora deixou de ser um projecto científico para passar a ser um novo membro do sistema solar. Chegou agora a hora de o baptizar, de lhe dar o nome próprio com que passará a figurar no catálogo dos corpos do Sistema Solar.

São normalmente os progenitores que escolhem os nomes aos filhos. O mundo da ciência e da astronomia respeita essa regra, e indigitou já os autores da descoberta para atribuírem nome por que passará a responder o novo asteróide.

O que é que haverá aqui de mais? – perguntarão. Muita coisa, respondo já!

É que esta descoberta aconteceu em Portugal, fruto de uma campanha organizada pelo Núcleo Interactivo de Astronomia (NUCLIO) com quatro Escolas do ensino secundário: a Escola Secundária D. Maria II, em Braga; a Escola Secundária Luís de Freitas Branco, em Paço D’Arcos; o Agrupamento de Escolas de Valpaços; e a nossa Escola Secundária D. Inês de Castro.

Mais importante que a escolha do nome – é a primeira vez que Portugal vai escolher um nome para um asteróide, mesmo que já haja um com o nome de Portugal (o“3933 Portugal”), mas descoberto por um astrónomo dinamarquês, em 1986 – mais importante que a escolha do nome – dizia eu - é que a descoberta se deve mesmo a portugueses e, mais importante ainda, a jovens estudantes do Ensino Secundário. Entre os quais, e mais uma vez, gente da nossa terra que, mais do que de orgulho, nos enche de esperança.

Daqui, desta modesta tribuna, deixo um forte aplauso e os meus parabéns a todos os jovens e professores envolvidos no projecto. Naturalmente que um bocadinho mais forte, e mais emocionados, para o Bernardo Figueiredo e para o Professor Paulo Carapito, que constituem a equipa da nossa D. Inês de Castro em tão marcante descoberta científica.

Agora, venha de lá esse nome!

 

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

Polémica de perna curta*

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A instalação de um hotel no Mosteiro, não se podendo dizer que seja exactamente uma velha aspiração alcobacense, é um velho projecto por que Alcobaça há muito espera.

A notícia chegou finalmente na semana passada, e rezava que o grupo Visabeira assinara com a Direcção Geral do Património Cultural um contrato de concessão do Claustro do Rachadouro, válido por 50 anos, que permitirá a construção de um hotel de cinco estrelas, de três pisos, 81 quartos, nove suites, e tudo o mais o que um equipamento daquela natureza requer, num investimento de 15 milhões de euros, mediante o pagamento de uma renda de 5 mil euros por ano.

E, como não podia deixar de ser, suscitou generalizada controvérsia bem animada pelo nosso crónico vício da maledicência, alimentado em doses quanto baste de preconceito e ignorância, bem apimentados pela intransigência e pelo sectarismo que fazem parte da crispação política que reina no país.

A coisa começou com a direita a acusar a política cultural da esquerda no poder, a precisar que lhe lembrassem que tudo tinha começado exactamente no governo anterior. A cor do executivo camarário também não foi esquecida… Passou para o domínio da arquitectura, e da preservação do património, mas também aí a ignorância lhe travou as pernas…

Na realidade, o aproveitamento de património colectivo de relevo histórico e cultural para fins desta natureza não só é comum em muitas partes do mundo civilizado como é, na maior parte das vezes, a única maneira de o manter e de evitar a sua degradação, muitas vezes irreversível. O nosso mosteiro não é excepção. Há muito que lá deixaram de funcionar os serviços públicos que lhe davam vida. E a última utilização que lhe foi dada – Asilo de Mendicidade de Lisboa – não lhe dava sequer a melhor das vidas.

Daí, nenhuma razão para os que fazem do fundamentalismo forma de vida.

Sobra ainda assim espaço para críticas. A concessão ter sido entregue a uma das empresas do regime, é uma delas. Tanto mais que a imprensa a deu por vencedora do concurso internacional lançado para o efeito quando, na verdade, não ganhou concurso nenhum: foi apenas a única admitida a concurso. O que dá ainda mais expressão ao ridículo do valor da renda: cerca de 400 euros por mês!

É certo que Alcobaça tem muito a ganhar com este projecto. Podem os mais cépticos apresentar algumas razões para duvidar que o saiba aproveitar, mas não é isso que diminui o potencial que representa para a cidade.

Mas não é, nunca poderá ser na renda que estejam as contrapartidas para o investidor. Estão, e só têm que estar, nos incentivos financeiros que evidente vai captar para o projecto. E no investimento público, que o Estado e a autarquia terão que fazer nas acessibilidades e no enquadramento paisagístico. E basta olhar à volta para ver que tem muito para investir!    

 

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

XXIII Cistermúsica

Por Eduardo Louro

 

Aí está mais um Cistermúsica. É um mês - certinho -  inteiro a encher Alcobaça de música, e a assinalar os 25 anos do mosteiro enquanto património da humanidade. Acabou de abrir, em grande estilo, com 180 músicos em palco ás voltas com Carmina Burano, a obra prima de Carl Orff. A obra prima do século XX, levada a palco praticamente com a prata da casa. Bem cuidada, e em grande forma!

Vai ser assim, até 26 de Julho, o encontro anual de Alcobaça com a grande música!

"Nada a temer excepto as palavras"

Por Eduardo Louro

 

 

Foi este o título que o Timóteo deu ao livro (uma edição do Conselho Regional do Norte da Câmara dos Solicitadores) que ontem, enquanto no Mosteiro decorria a apresentação de Padeira de Aljubarrota, mulher de armas e heroína de Portugal, o novo romance da Maria João Lopo de Carvalho – um dia em grande para a literatura, em Alcobaça - apresentou ao fim da tarde no Parque do Monges. Uma apresentação que reuniu centenas de amigos – o que para o Timóteo é a coisa mais fácil deste mundo – e que teve a particularidade e a inovação – inovar é outra das coisas difíceis que para o Timóteo é fácil – de, em vez de vender o livro, trocá-lo por outro. Isso mesmo, cada um trouxe a obra do Timóteo e em troca deixou lá um livro que levou de casa, que seguiu direitinho para as prateleiras das estantes da Biblioteca do Conselho Regional do Norte da Câmara dos Solicitadores, justamente chamada de Biblioteca Timóteo de Matos.

Um livro que divide em três partes, justificadas com o humor que a doença vai ainda refinando cada vez mais: uma compilação de crónicas e textos publicados no âmbito da sua actividade profissional – solicitador, como quem não sabe já adivinhou – a que, por absoluta falta de interesse, teve de acrescentar uma parte biográfica para que interessasse pelo menos à família. Para alargar um pouco mais o interesse do livro, para chegar um pouco além do restrito ciclo familiar, precisou de juntar-lhe as bicicletas…

O livro apresenta-se efectivamente assim dividido, mas não é, evidentemente, pelas razões que o seu sentido de humor único evocou. Até porque, para além de inesgotável interesse, está muito bem escrito, prestigiando a pátria de Pessoa e de todos nós. É porque está assim organizado, é porque a sua vida foi assim organizada, e é porque o Timóteo é um homem da cidadania, da família, da tertúlia e dos amigos, que gosta da vida e de quem a vida gosta, um profissional de referência, activo e empenhado, e um homem do ciclismo. Por isso lá estavam muitos e amigos de todos os quadrantes: "só Voltas a Portugal estão cá 9", gracejou olhando para Marco Chagas, Alves Barbosa e Joaquim Gomes...

 

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