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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

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Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Tour 2014 IV

Por Eduardo Louro

 Vincenzo Nibali - Tour de France 2014, stage 13: live

 

O Tour chegou, de fim-de-semana, aos Alpes. Chegou hoje e parte no domingo, em direcção aos Pirinéus e à última semana.

Tínhamos ficado no final da décima etapa, na véspera do primeiro dia de descanso, ma terça-feira. Daí até à entrada, hoje, na alta montanha dos Alpes – este ano subalternizados relativamente aos Pirinéus, com apenas duas etapas – foram dois dias de grandes dificuldades, e com mais quedas, de novo sem explicação aparente e, também de novo, com o azar a tocar os corredores portugueses. Desta vez foi Nelson Oliveira, o colega de equipa e principal apoio de Rui Costa.

Terminaram ambas com chegadas em grupo, já que nunca o pelotão resistiu ao fraccionamento em vários grupos. Na primeira, a décima primeira etapa, ganhou o francês Gallopin – o tal que na etapa anterior tinha transportado a amarela, no único dia em que Nibali a despiu, certamente para lavar… Isolara-se uns quilómetros antes e conseguiu resistir até ao último metro, cortando a meta à frente mas como se tivesse ganho ao sprint por meia roda. Rui Costa, a contas com uma bronquite aguda, não resistiu no primeiro grupo, perdeu algum tempo (1´:36´´) e alguns lugares na classificação, caindo para a 14ª posição.

A etapa de ontem não foi muito diferente, com a mesma fragmentação do pelotão, com muitas fugas, sempre anuladas e vitória discutida ao sprint, mas sem os grandes sprinters que, depois do sobe e desce constante deste tipo de etapas – especialmente do sobe – não conseguem chegar no grupo da frente. Kittel já há muito que nem se vê, mas Greipel ontem até resistiu e chegaria em condições de discutir a etapa – a equipa, Lotto Belisol, bem trabalhou para isso – mas um encosto no meio do pelotão desequilibrou-o, teve de levar o pé ao chão e no meio daquela aceleração final ficou irremediavelmente para trás.

Foi, por isso, a vez dos eternos segundos. Ganhou Alexander Kristoff, já farto de ser segundo, e foi segundo Peter Sagan, o camisola verde dos pontos, que provavelmente ganhará sem vencer uma única etapa.

A etapa de hoje, a 13ª, foi corrida nas altas montanhas alpinas e terminou com uma montanha de categoria especial. E com mais um recital de Nibali, que ganhou lá no alto, pela terceira vez neste Tour, fazendo até ao momento o pleno nas etapas de maior grau de dificuldade.

Na última subida, a tal de categoria especial, atacou Valverde. Atacou Pinaud… Nibaldi respondeu e foi com eles – para trás ficara já Richie Porte, o segunda da geral, que viria a perder perto de 10 minutos e a desaparecer do top ten – para pouco depois se despedir e seguir sozinho até à meta, passando pelo caminho pelos dois últimos fugitivos, Majka e Konig, segundo e terceiro na etapa.

Rui Costa, ainda afectado pela bronquite, resistiu no grupo da frente até onde pôde. Deixou de poder quando surgiram os sucessivos esticões, o último dos quais do francês Bardet, líder da juventude, e do americano Van Gaderen, que fizeram também uma excelente corrida, respectivamente sétimo e sexto na etapa, com o mesmo tempo. Perdeu mais três minutos para o líder e vencedor da etapa, mas regressou, no nono lugar, ao top ten.

O grande derrotado da etapa foi sem dúvida Richie Porte, mas também o purito Joaquim Rodriguez, depois de parecer ter ressuscitado para o Tour com espectaculares exibições de montanha à procura da camisola das bolinhas, hoje falhou. Quando se esperava que fosse o principal animador da corrida, confirmando a liderança da classificação da montanha, ficou bem cedo para trás, aindas antes da entrada na última subida e muito antes da corrida se começar a decidir. Não ficará como um dos derrotados do dia, mas é certamente uma das maiores desiluões desta etapa.

O italiano da Astana não se cansa de provar que é o melhor deste Tour, não tendo culpa nenhuma que lá não esteja quem lá não está. Não terá a vitória assegurada... Falta a etapa rainha de amanhã, última dos Alpes. E faltam os Pirinéus, este ano ainda mais decisivos... Mas se nada de anormal acontecer, pelo que se tem visto, não há quem o possa desafiar. E desconfio que rapidamente deixarão de o fazer!

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