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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Violência e hostilidade

A propaganda ideológica da Guerra Fria - Ensinar História - Joelza Ester  Domingues

Foto daqui: https://saalmeida.wordpress.com/tag/comunicacao-social/

 

A violência gera violência. É sempre assim!

É condenável, a violência. Tudo deveria acontecer, apenas e só, no domínio do combate das ideias. O problema é quando elas não comparecem a jogo, e são substituídas pela mentira organizada, pela provocação e pelo insulto. O problema é quando o espaço que deveria ser o do combate de ideias, é substituído pelo da chafurdice imunda. Aí o combate não tem regras. Aí mandam os porcos.

O que ontem aconteceu em Setúbal é condenável. Foi condenado por todos os candidatos, à excepção, ao que se disse, de Marcelo. E foi amplamente divulgado pela comunicação social. Arremesso de pedras, dizem uns. De objectos, dizem outros. A diferença poderá não importar muito, mas é diferente.

Como diferente foi o eco dado pela mesma comunicação social à violência intimidatória sobre os próprios jornalistas, que aconteceu em Guimarães. Houve carros amassados e com vidros partidos. Mas não houve violência, apenas hostilização a jornalistas. A própria reportagem da RTP no local limitou-se à imperceptível nota final que, à chegada ao carro, não tinham pára-brisas. Sem uma imagem, se calhar porque também já não tinham câmara.

O Chega, a campanha, os capangas e os portugueses de bem de Ventura que se movimentam nas malhas do crime não geram violência. Apenas hostilidade!

A comunicação social sempre lhe achou graça. Deu-lhe palco e colo, e trouxe-o até aqui.

 

O mundo de Ventura

Verdades são verdades, não encare como insultos - Home | Facebook

Conhecemos a receita do discurso político do André Ventura: mentir, mentir permanente e sucessivamente,  desdizer-se, é capaz de meter na mesma frase uma coisa e o seu contrário, e fazer do insulto forma de expressão, tudo isto bem misturado em muita e imunda chafurdice.

É uma receita que dispensa o ingrediente principal - as ideias. Não há um pensamento, não há uma ideia, não há um fio condutor... É capaz de dizer coisas em que nem ele próprio acredita, e está já convencido que aquilo resulta, que com essa receita consegue fazer "as papas e os bolos" com que "se enganam os tolos".

A reportagem do Pedro Coelho, da SIC, emitida na terça-feira da semana passada e na passada segunda-feira, mostra mais. Mostra como está rodeado de criminosos, enquanto divide os portugueses entre portugueses bem e criminosos, que só podem estar na prisão, em perpétua. Ou executados pela aplicação da pena de morte.

 Ficou ontem a saber-se ainda que, para Ventura, não há só portugueses de bem e criminosos. Também há avôs bêbados. O Portugal de Ventura, educado como Salazar no seminário, de quem parece contemporâneo, como se o tempo tivesse parado, é composto de portugueses de bem, criminosos e avôs bêbados.  Ao mundo de Ventura acrescenta-se Trump, Bolsonaro e Marine Le Pen, tudo gente de bem, com provas dadas...

 

 

O abraço do urso

Vídeo mostra urso gigante abraçando o homem que salvou sua vida -  GreenMe.com.br

 

De tanto querer inventar, Rui Rio acabou enfiado numa camisa de sete varas. 

Começou por admitir que até daria para qualquer coisa de sério com o Chega, se abdicasse do radicalismo, para acabar três ou quatro meses depois em namoro descarado, já com o André Ventura a pedir-lhe que se radicalizasse com ele. Qual sereia, canta-lhe que abandone o politicamente correcto, e parta com ele a loiça toda na mais trepidante aventura radical. 

E Rio lá vai, enlevado, sem dar ouvidos a ninguém, entregue ao abraço do urso. Quando der por ele já não respira!

Notícias

Ana Gomes confirma candidatura a Presidente da República Portuguesa -  Plataforma Media

 

Ora aqui está um dia cheio de notícias. São notícias do país a arder às mãos de criminosos incendiários. É a do início do julgamento de oito portugueses acusados de terrorismo ao serviço do Daesh - mesmo que apenas se saiba do paradeiro de dois, e que apenas um compareça em tribunal -, no primeiro caso de terrorismo islâmico julgado em Portugal. É a da retoma das chamadas "reuniões do Infarmed", para avaliação do estado da pandemia que não abranda, relegando expressões como primeira e segunda vaga para meras questões de semântica, agora que o regresso às aulas agita ainda mais as consciências de cientistas, políticos e autoridades sanitárias. É a notícia da confirmação da candidatura de Ana Gomes ás presidenciais de Janeiro...

Seria esta certamente a notícia do dia, não fosse a notícia de Marcelo Rebelo de Sousa não ser  notícia. Pode ser sintomático, ou até premonitório (não sei de quê), que Marcelo, que está sempre à frente de microfones e de câmaras de filmar, não seja notícia no dia em que Ana Gomes diz que vai a jogo.

Marcelo, como se sabe, é o candidato que ainda não é candidato. E por isso não podia reagir. Já Ventura, o candidato que já é candidato, reagiu de imediato e bem à sua maneira: se tiver menos votos que a depravada Ana Gomes, o símbolo (do mal) das minorias, corta os... Nada, demite-se do partido. Outra vez.

A candidatura de Ana Gomes vai mexer com muita coisa, não fosse ela um elefante numa loja de cristais... Atravessa todo o cenário eleitoral das presidenciais. Atinge e divide universo eleitoral do PS, e com isso o de Marcelo. Mas também o de Marisa Matias, já confirmada, de novo como candidata do BE, e o do ainda desconhecido, mas garantido, candidato do PCP. E o do próprio Ventura, na medida em que também representa uma alternativa ao voto de protesto.

Não admira que tenha saltado logo. O que pode surpreender é que a fanfarronice com que antes falava em ser o próximo Presidente da República, se tenha transformado na modéstia de ganhar à Ana Gomes.

 

 

Não há almoços grátis

Olavo Bilac afasta-se de André Ventura e do Chega: Percebo que ...

 

Hoje dei com uma notícia que, noutros tempos e por esta altura, seria uma daquelas típicas da silly season. Nos tempos que correm, não é. E tem mesmo que levar a sério!

O título  é sugestivo: "Olavo Bilac demarca-se e André Ventura acusa-o de falta de coragem".

Percebeu-se então que o vocalista dos "Santos e Pecadores"tinha actuado num jantar do "Chega", e que para a posterioridade tinha ficado um selfie com o líder daquele partido. As redes sociais não devem ter sido meigas para o cantor - imagino - e ele apressou-se desculpar-se e a justificar-se de toda a maneira e feitio. A jurar que em nada se identificava com princípios, meios e fins desse partido, que tinha sido ingénuo ao deixar-se fotografar com André Ventura, e que estava profundamente arrependido.

Explica-se assim a primeira parte do título: "Olavo Bilac demarca-se".... A segunda ... "e André Ventura acusa-o de falta de coragem" é apenas mais um assinalável reforço no papel de vítima do "politicamente correcto" e dos "tentáculos do sistema instalado" que alimenta a personagem que Ventura encarna.

Não há almoços grátis - já dizia o outro. Os outros...

 

 

 

Desconfinamento político

Rio sobre TGV: "O Dr. Costa ouviu a notícia, acreditou nela. Já ...

 

O desconfinamento chegou também à política. O André Ventura desconfinou do CM - jornal e TV - onde tão confortavelmente estava há anos confinado, tranquilamente a tecer a teia que teceu.

Há quem diga que esse chega para lá tem alguma coisa a ver com a ajuda do Estado aos media, a que o também desconfinado Rui Rio se atirou como gato a bofes, e com a fatia - a terceira maior do bolo, logo atrás da que calhou à Media Capital e à Impresa, a maior de todas - que chegou à Cofina, agora entretida em dar cabo do tipo dos cruzeiros do Douro, que se limitou a correr aos saldos que o Paulo Fernandes obrigou a Media Capital a abrir. Quem sabe?

Rui Rio, que em confinamento jurava, todo ele fervor patriótico, apoio ao governo para o que desse e viesse, saltou fora. E de repente, de político altamente responsável, dos interesses do país acima de tudo, concentrado no apoio ao governo no combate ao inimigo invasor, passa a vilão. A simples populista, a quem tudo serve para se abater sobre as instituições do país, algumas delas, como a Justiça e a Comunicação Social, velhos - e sempre suspeitos - ódios de estimação pessoal.

Poderá parecer que estes extremos estão demasiado esticados. Mas é apenas um zoom para melhorar a nitidez da imagem.

É certo que as coisas não estão nada fáceis para Rui Rio. As sondagens não ajudam nada, e até as presidenciais, donde nada de mal haveria a esperar, provam que, para que nos piores momentos as coisas corram mal basta que possam correr mal, como, para fazer lei, dizia o engenheiro Murphy, lá para meados do século passado. Mas, aproveitar o desconfinamento para logo começar a ziguezaguear por aí fora, não as melhora. E cada vez mais se sujeita a ser preso por ter e por não ter cão!

 

 

O populismo não precisa de argumentos. Basta-lhe a atoarda!

Cigano7Online-->Dedicated To RICARDO QUARESMA

 

O sombrio André Ventura vai espalhando impunemente a sombra do racismo que apregoa pela sociedade portuguesa. Desta vez saiu-lhe ao caminho um cigano. Com voz, que é coisa que os ciganos não têm.

Chama-se Ricardo Quaresma, e é jogador de futebol. Internacional português. Tem voz e soube usá-la, o que não é menos meritório. E deixou o mais que tudo do Correio da Manhã sem argumentos de resposta. O discurso populista é assim, não tem argumentos. Não precisa, basta-lhe a atoarda.

Sem argumentos, o deputado, líder auto-suspenso do Chega, e candidato presidencial declarou "lamentável que um jogador da selecção nacional se envolva em política" e apelou às autoridades do futebol para não deixarem passar em claro um intromissão destas. Logo ele que fez do pior que o futebol tem o trampolim para a política. Naturalmente para o pior que a política tem...

 

Manhosos

CM de hoje (10/04/2020)

 

 

Aí está o Correio da Manha (a falta do ~ não é gralha), incansável ao serviço do André. 

"Indulto especial permite a saída de homicidas e pedófilos". É mentira, mas não se importa. O que importa é ajudar o pobre do André. Que - coitado - até teve que inventar uma oposição interna que não existe, e encenar uma demissão que ninguém percebe, para que, sem programas de futebol na televisão manhosa, não esteja reduzido à sua insignificância. 

Hora de brexit

 

 

Resultado de imagem para brexit parlamento europeu

 

Com o coronavírus no topo da actualidade, o troglodita André Ventura na capa de jornais internacionais por sugerir a deportação de uma deputada - e o seu partido a subir que nem um balão fugido das mãos de uma criança -, e o IVA da electricidade a dar choque, quase não se deu conta que o brexit está finalmente aí. Irreversível!

Ontem foi dia de despedidas no Parlamento Europeu. De festa, para Farage e o seu séquito, a jurar nunca mais voltar. De angústia para os outros, e particularmente para os escoceses, já anunciarem que vão ter saudades... Como as fotos sugerem.

Segue-se uma nova Europa, se não mesmo um novo mundo!

Curioso é que, de adiamento em adiamento, a data do brexit tenha ficado a coincidir com a do fecho do mercado de inverno do futebol. E por isso chega finalmente ao fim a novela Bruno Fernandes, que acaba por entrar em Inglaterra quando ela própria está a sair. O que, podendo deixar a ideia de algum desencontro,  não quer evidentemente dizer nada.

Boa sorte, Bruno!

 

Resultado de imagem para brexit parlamento europeu

 

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