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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Hora de brexit

 

 

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Com o coronavírus no topo da actualidade, o troglodita André Ventura na capa de jornais internacionais por sugerir a deportação de uma deputada - e o seu partido a subir que nem um balão fugido das mãos de uma criança -, e o IVA da electricidade a dar choque, quase não se deu conta que o brexit está finalmente aí. Irreversível!

Ontem foi dia de despedidas no Parlamento Europeu. De festa, para Farage e o seu séquito, a jurar nunca mais voltar. De angústia para os outros, e particularmente para os escoceses, já anunciarem que vão ter saudades... Como as fotos sugerem.

Segue-se uma nova Europa, se não mesmo um novo mundo!

Curioso é que, de adiamento em adiamento, a data do brexit tenha ficado a coincidir com a do fecho do mercado de inverno do futebol. E por isso chega finalmente ao fim a novela Bruno Fernandes, que acaba por entrar em Inglaterra quando ela própria está a sair. O que, podendo deixar a ideia de algum desencontro,  não quer evidentemente dizer nada.

Boa sorte, Bruno!

 

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Mais uma voltinha ...

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Diz hoje o jornal i que André Ventura prepara candidatura a Belém. É bem capaz de ser verdade, e não é sequer grande surpresa. A exposição mediática que uma candidatura presidencial sempre promove não é negligenciável. É mais uma oportunidade para lavrar terreno fértil para o populismo que personifica e para o terrorismo verbal que adoptou como forma de fazer política. E para germinarem as ideias que não tem (não tem uma única ideia estruturada), mas que toda a gente acha que tem.

É uma espécie de "mais uma voltinha, mais uma viagem"...

 

As contas furadas de Salvini... E de André Ventura!

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Matteo Salvini, essa "lufada de ar fresco" que enche os pulmões desse vulto da extrema-direita apadrinhado por Passos Coelho, que responde (quando responde, quando o cheque da CMTV para os incendiários da bola não fala mais alto) pelo nome de André Ventura, está a tentar fazer o que a História mostra que fazem sempre os populistas com aspiração a ditadores: apanhar uma boleia para o poder e, uma vez lá, apear quem o levou e instalar-se sozinho. 

Para já as coisas não lhe estão a sair exactamente como esperava. Não estão a ser favas contadase o desejo expresso do líder do Chega (ou será que é Basta?) de que "Salvini se torne primeiro-ministro e corra com esta corja de mariquinhas da União Europeia", não parece fácil de concretizar. Pelo menos de imediato. Vai ter de esperar mais uns dias, ou uns meses... Ou pode até ser adiado sine die!

PS: A foto, de autor não identificado, é apenas para ilustrar o bronze que o separa de Richard Gere.

Se não chega, basta!

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Não chega que que nos indignemos porque dois líderes sindicais da Polícia - o presidente do Sindicato Unificado da Polícia e  o da Federação Nacional dos Sindicatos da Polícia - integram a rocambolesca lista de candidatos de André Ventura ao Parlamento Europeu. Nem basta que não percebamos por que é dois líderes sindicais da Polícia, sem qualquer aspiração a serem eleitos, se perfilam deliberadamente e sem reservas ao lado da cara da extrema direita xenófoba. 

Não bastou que chegasse, mas chega agora que baste! 

 

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Ainda não é desta...

capa Jornal i

 

O PSD foi sempre, desde o originário PPD de 74, um partido onde coube tudo, uma espécie de saco de gatos. Lá se incluíam social-democratas, liberais, democratas-cristãos, para além de muita gente sem qualquer ideologia definida, que para lá foi e por lá ficou porque ... sim. E de muita gente alinhada com o antigo regime, de extrema-direita, por convicção ideológica ou por um certo saudosismo mais ou menos bacoco.

Não é fácil gerir um partido com sensibilidades tão divergentes. É possível porque é, e sempre foi, um partido de poder. Ou está no poder ou a sentir-lhe o cheiro, e isso faz o cimento que o segura.

Neste momento, o PSD não está no poder e, no fim da legislatura, não lhe cheira a poder. E, claro, as dificuldades em segurar o partido aumentam, como Rui Rio não deixa diariamente de sentir.

Santana Lopes, um histórico da direita, conservador nos valores e liberal na economia, saltou fora, e criou a Aliança. Não sei se levou muita gente consigo, e até parece que não, mas deixou lá muita gente que, vê-se pelas redes sociais, não lhe escondem o apoio. Agora é um tal de André Ventura, um produto televisivo do Correio da Manha (sem til), um populista de extrema direita que se baba com Jair Bolsonaro, que aproveitou o sucesso eleitoral do fascista brasileiro para anunciar o "Chega", um partido que, pegando no mais elementar cardápio do poulismo. apresenta como bandeiras a "prisão perpétua para homicidas e violadores", a "castração química para pedófilos", a "proibição constitucional da eutanásia" e a "proibição do casamento homossexual". Chega - chega-lhenão é preciso mais!

Não levará também muita gente, e bem menos certamente que o opositor de Rui Rio na última disputa partidária, mas, pelo que também se tem visto nas redes sociais no apoio ao brasileiro, deixa lá também muita gente.

Daí que me pareça que ainda não seja desta, à enésima purga, que o PSD deixe de ser o saco de gatos que sempre foi!

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