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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Surpresas e perturbações

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De repente, sem que nada o fizesse o prever, governo e Partido Socialista chocaram com grande aparato em plena Assembleia da República. A causa do acidente - a taxa de IVA nas touradas - é ainda mais surpreendente,  Manuel Alegre que me perdoe.

A proposta do governo já tinha obrigado António Costa a explicar por que, há uns anos, então presidente da Câmara Municipal de Lisboa, tinha homenageado um forcado numa tourada no Campo Pequeno. E ninguém deixou que se esquecesse dos argumentos então utilizados, muito virados para as coisas da tradição da arte taurina.

Agora obriga António Costa a dizer-se "muito surpreendido", e deixa-o num caminho estreito e sem grandes escapatórias. Ninguém acredita que, quando no Largo do Rato e em S.Bento não se pensa noutra coisa que em eleições, o líder parlamentar do PS - olha quem!- possa ter feito uma coisa dessas sem falar com o primeiro-ministro.

Só que isso deixa um cheiro a charlatanice verdadeiramente insuportável.

Mas há sempre a hipótese de, com um certo esforço, fugirmos dele, desse cheiro, e acabarmos a acreditar na sinceridade da surpresa de António Costa e, por consequência, no desmando em que surpreendentemente acaba de cair o Partido Socialista.

Só que isso obriga-nos a concluir que a convenção do Bloco do passado fim-de-semana deixou o PS seriamente perturbado. 

Festa é festa

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A renovação com Paddy Cosgrave, por mais 10 anos, foi anunciada como uma contratação de ... Bem, desse ... agora não. Mas foi assim uma coisa parecida, com Fernando Medina aos pulos, com gritos de "ganhámos, ganhámos, ganhámos"... E António Costa agradecido por poder confundir as oportunidades da Web Summit com as oportunidades do país.

Portugal é, por mais dez anos, o país da Web Summit. Se não chover... E o Panteão aguentar.

 

 

Manha não é pragmatismo

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Ao anunciar, ainda na entrevista à TVI de anteontem, que prefere aumentar os salários mais baixos da função pública, mantendo os restantes (eufemisticamente, os mais altos), o primeiro-ministro não revela apenas a sua manha. Revela também a sua falta de princípios, e a "casa de papel" de que é feita a sua consciência política.

António Costa é manhoso, todos já reparamos. E, por ser manhoso, diz que prefere aumentar em 35 euros os salários mais baixos, que aumentar todos em 5 euros. Antes, com a mesma manha, já tinha dito que, desta vez, a revisão salarial na função pública não seria estabelecida em bases percentuais, mas em valores absolutos.

O salário é, e terá sempre de ser à luz da dignidade dos cidadãos e da organização da sociedade, um valor sagrado. É aquilo por que cada um vende o seu trabalho. No plano dos princípios, o trabalho é o que de melhor cada um tem para oferecer à sociedade, e o salário o reconhecimento por esse trabalho, sabendo-se que o reconhecimento é, a seguir às necessidades primárias de sobrevivência, a mais básica necessidade humana. 

António Costa, em nome do que gostam de chamar pragmatismo político, mas que não é mais que manha em estado puro, ignora estes princípios, e coloca tudo no saco da redistribuição de rendimento, como se de um saco de esmolas se tratasse.

Mas - é assim - um manhoso não tem princípios. Só tem manha!

 

A música de Costa e la chanson

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No dia que Charles Aznavour escolheu para partir, o primeiro ministro disse-nos que neste ménage à trois são ... apenas amigos. É apenas ... "La bohéme". "Il faut savoir" que ... Catarina Martins, "She"... pode tirar o cavalinho da chuva....

"Et pourtant", se nem a mudança de hora muda, e mesmo sem "Mourir d´aimer", não há por que mudar de geringonça.

"For me, Formidable"!

Tema da semana*

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O Algarve arde há quase uma semana a fio, sob uma chuva – que nada apaga – de críticas e acusações à forma como está a ser combatido. Críticas e acusações às prioridades, aos meios, à estratégia, à desorganização…

No início da semana, logo na segunda-feira, o fogo chegou a ser dado por controlado. Chegou a dizer-se que 95% do incêndio estava circunscrito e dominado. Em poucas horas, da manhã para a tarde, passou a incontrolado e incontrolável. Sem qualquer explicação, sem que ninguém ainda perceba porquê. Foi neste quadro trágico, em que todos os dias pessoas perdiam casas sem que ninguém lhas defendesse, e sem sequer lhes permitir que as defendessem elas próprias, com o fogo a avançar sobre aldeias, vilas e cidades, indiferente aos meios de combate que lhe despejavam para cima, que António Costa chegou de férias e resolveu chocar o país, incendiá-lo mesmo, afirmando que Monchique não era mais que uma ilha de excepção no oceano imenso do sucesso no combate aos fogos.

Não. Monchique não é a excepção ao sucesso no combate aos incêndios. É a prova de que, ao primeiro teste realmente difícil, o combate aos fogos falhou. Não. Por mais que queira, o chefe do governo não consegue convencer ninguém de sucesso nenhum, num Verão de frio e chuva que, esse sim, teve em Monchique a excepção.

Mas, se calhar nem é este lado mais objectivo, ou operacional, o que mais releva da tresloucada declaração do chefe do governo. O que mais conta, e o que mais ficará a contar, é que o primeiro-ministro quis mais uma vez lastimar-se da falta de sorte. Que teve êxito em todos os combates, menos num. Azar, diz ele…

O que mais choca é que voltou a deixar exactamente a mesma impressão de há um ano. Que, para António Costa, catástrofe é que a catástrofe lhe estrague tudo o que estava a correr tão bem.

Isto é de uma insensibilidade atroz. E provavelmente imperdoável!

 

* A minha crónica de hoje na Cister FM

Síndrome do disparate

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António Costa tem um problema sério com os incêndios. Não é que não sobrem sinais que tem problemas com muitas outras coisas, mas com os incêndios é mesmo coisa séria.

Basta-lhe pensar em incêndios para a sair disparate. É tiro e queda!

Mas, francamente, dizer que Monchique "foi a exceção que confirmou a regra do sucesso da operação ao longo destes dias" ultrapassa a dimensão do disparate. É que aqui não há contexto nem circunstâncias que lhe valham. A palavra "sucesso" é simplesmente assassina quando o fogo galga quilómetros e hectares dias a fio, sem que nada nem ninguém o detenha. Mesmo para invocar a excepção!

Tratando-se António Costa de um político afamado pela tarimba, só pode mesmo sofrer de um forte distúrbio psicossomático, provocado por um estranho síndrome de uma mistura explosiva de férias e incêndios.

O dedo

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Os incêndios do ano passado continuam a chamuscar António Costa. Ele bem se esforça por se desviar, passar ao lado, não olhar para não ser visto. Mas ninguém o deixa, e ninguém baixa o dedo sempre espetado na sua direcção. 

O primeiro aniversário da primeira série dos trágicos incêndios de 2017 deixou isso bem claro. Marcelo, Associação das Vítimas e imprensa não esquecem, nem permitem que se esqueça, que é ali que mais tem de doer a António Costa. E não se limitam a usar o dedo apenas para a pontar, pôem-no na ferida, espetam-no lá bem dentro...

Por muito especialista que seja - e é -  a fazer-se desentendido, a assobiar para o lado, desta, nunca António Costa se irá ver livre.

 

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