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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Guterres é também isto...

 

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Com o mundo de olhos postos naquela gruta da Tailândia à espera de mais um desfecho feliz em mais uma fantástica história de sobrevivência humana, na Turquia, o todo poderoso Erdogan avança pela sua lista de purgas com vista à destruição de todo e qualquer foco de oposição e de desobstruição do mínimo sinal de resitência ao seu projecto de poder pessoal e totalitário.

Aproveitando o estado de emergência que ainda vigora antes da (re)tomada de posse, e aproveitando o domingo, Erdogan fez publicar no "diário da república" lá do sítio a lista de 18500 funcionários públicos despedidos por razões de segurança nacional, elevando para 110 mil o númeos de funcionários do Estado expurgados nos últimos dois anos. 

Desta nova lista publicada ontem às 5 da manhã não consta, no entanto, o nome de Aydin Sefa Akay, o juiz do Tribunal Penal Internacional, sedeado em Haia, que António Guterres não reconduziu. Renovou por mais dois anos todos os mandatos de todos os juízes do Tribunal Penal Internacional, à excepção do deste turco por quem Erdogan não nutre especial simpatia.

Quando não dá para inscrever na lista a publicar no "diário da república", Erdogan sabe como fazer. E Guterres é também isto... Lamentavelmente, como sabemos... 

 

 

Parabéns à Síria? Esta não lembrava ao diabo...

 

No meio da esquizofrenia que tomou conta do mundo vamos encontrar uma carta do secretário-geral da ONU - sim, sim ... António Guterres - para Bashar al Assad, felicitando-o por mais um aniversário da independência, no passado dia 18 de Abril.

Na carta, António Guterres “exprime nesta ocasião as mais calorosas congratulações ao povo da Síria e ao seu governo”. Acrescenta depois que “conta com o envolvimento da Síria para construir uma ONU mais forte”. Valha-nos isso!

Valha-nos isso, valha-nos esse acrescento,  porque é isso que nos permite perceber que, sendo grave, a esquizofrenia tem mais contornos. Tem nouances

Já tínhamos percebido que, se a ONU conta para pouco, o seu chefe máximo, o secretário-geral, conta ainda para menos. Na verdade, para o mundo, esquizofrénico como está, não conta mesmo nada. E como não conta nada, não vale a pena fazer nada. Coisa nenhuma. O que se calhar nem é coisa que desagrade assim tanto a António Guterres...

O que não tínhamos ainda confirmado, embora já todos tivessemos desconfiado, é que lá dentro, bem dentro das suas quatro paredes, também não conta para nada. Daí que ache que, também aí, dentro de casa, o melhor é deixar passar o tempo sem grandes incómodos, às ordens da soberana burocracia e ao serviço do seu reino incontestável.

Só assim se percebe que uma fonte oficial do seu gabinete venha esclarecer o que a tal nouance, do tal acrescento, deixara perceber. Que aquela é uma carta genérica, destinada a celebrar os dias nacionais de todos os países espalhados pelo mundo. E que António Guterres, no meio de toda esta esquizofrenia, não se tenha ao menos lembrado de lembrar à máquina burocrata que há muitos países a que se não pode dar parabéns. Sob pena de se tornar obsceno para as pessoas decentes que ainda há por este mundo fora. E de acabar por destruir as pequenas gotas de prestígio que ainda possam restar numa função que já não tem mais nada...

 

Um dia que mexe

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António Guterres, ou Tony Guterres, espécie de nome artístico que o mundo do showbiz da política internacional lhe quer atribuir, vai hoje ser empossado como Secretário Geral da ONU, uma das mais prestigiantes funções do mundo, mesmo que a sua importância real pouco tenha a ver com isso.

Em New York, para assistir ao acto de posse, quando forem três da tarde em Portugal, estará o mundo inteiro. De cá, partiram o presidente Marcelo, o primeiro-ministro António Costa... e o Padre Milícias, para dar um ar de inner circle do homem que o país hoje venera e há pouco anos crucificava.

Com os olhos e o coração em Nova Iorque ninguém vai sequer notar que são hoje conhecidos mais uns capítulos do despudor da governação, e do caracter, de Passos Coelho. Sabia-se o que tinha feito em última hora com a TAP e com os transportes públicos. O que não se sabia é que, nos quatro ou cinco dias do seu segundo governo, saído do último fôlego de Cavaco, teve ainda tempo de entregar aos angolanos a participação do Estado Português na Empresa Nacional de Diamantes de Angola. Nem que Passos Coelho, que ainda no fim de semana se manifestava surpreendido com a forma como subitamente tinha disparado o volume do mal parado da Caixa, tinha afinal mantido escondidos dois pareceres da Inspecção-Geral de Finanças que relatavam justamente o agravamento das imparidades no banco público. 

Não admira que, já com a careca toda a descoberto, todos o queiram ver pelas costas. E que os candidados à sucessão comecem a sair da toca, todos ao mesmo tempo.

 

A vitória da ONU. E de Guterres!*

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António Guterres é o próximo secretário-geral das Nações Unidas, depois de, perante os membros do Conselho de Segurança, ter passado com sucesso praticamente absoluto seis provas de avaliação. Apesar disso, dessa sucessão de sucessos, eram muitas as dúvidas sobre o êxito final da difícil tarefa a que Guterres se lançou que, como se sabe, o levou a rejeitar liminarmente qualquer hipótese de candidatura às presidenciais do início do ano. À medida que ia ultrapassando as sucessivas provas dizia-se até que seguia de vitória em vitória, até à derrota final.

Tudo porque, dizia-se, o novo secretário-geral teria de ser, primeiro, mulher e, depois, do leste europeu, adjectivação que se julgava já fora de moda enquanto conceito geo-estratégico. O próprio Ban ki-moon – também ele a não resistir a meter-se onde não devia – também tinha as "suas mulheres", que não eram de leste - eram de dentro. E porque, à última e completamente a destempo, a Senhora Merkel, e atrás dela a Instituição Europeia, com o Presidente Juncker à cabeça, lançaram a candidatura de uma vice-presidente da Comissão Europeia: uma mulher do leste da Europa. Búlgara, tal qual outra candidata, líder da Unesco, a quem o seu governo retiraria o apoio, transferindo-o para a candidata lançada pela Alemanha, que não continua a não aceitar a velha ordem do pós-guerra que impera na ONU.

 Contra tudo isto, Guterres acabou mesmo por reforçar a votação na sexta e última ronda. Porque era de facto o melhor candidato. E por isso mesmo, porque era o melhor, a sua vitória é uma vitória da própria Organização das Nações Unidas. Só depois é uma vitória pessoal, do grande mérito de António Guterres, a quem o cargo assenta como uma luva. E só mais remotamente uma vitória da diplomacia portuguesa. E mesmo do país.  

Não há ganhadores sem perdedores. Perdeu a búlgara Kristalina Georgieva, que se prestou à triste figura que Merkel lhe reservou. Perdeu a líder alemã. Perdeu o governo búlgaro. Mas, acima de tudo, perdeu a União Europeia. Que mostrou que é cada vez mais um projecto falido.      

 Por cá também houve quem saísse a perder. Mas nem parece. Querem todos ficar na fotografia…

 

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

 

 

António Guterres - Secretário Geral das Nações Unidas

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Foi um longo processo, este que levou António Guterres ao topo da hierarquia das Nações Unidas. 

Para trás tinham ficado cinco votações dos quinze membros do Conselho de Segurança, com Guterres sempre a ser o mais pontuado. O mais encorajado, na linguagem específica do meio. Uma maratona.

À entrada para a sexta - e última - votação, como que à entrada da porta da maratona (a porta de acesso ao estádio onde, em duas voltas à pista, se completam as últimas centenas de metros dos 42,195 quilómetros da prova), com o candidato português bem isolado na frente, a Srª Merkel e o Sr Junckers empurraram para lá um concorrente que não vinha integrado na corrida. Para correr apenas os últimos 800 metros, e ganhar. Afiançavam.

António Guterres ganhou, na mesma. Reforçou até a sua votação, com treze votos de encorajamento e apenas duas abstenções. E a candidata oficial da União Europeia, a concorrente da batota, acabaria no oitavo lugar. Em dez. Uma vergonha!

Parabéns a António Guterres. O homem certo no lugar certo: o que provavelmente mais ambicionou. E o que provavelmente melhor lhe assenta. Mesmo que não tenha a importância que parece que tem!

 

    

Kristalina

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O processo designação - chamemos-lhe assim - do próximo secretário geral da ONU mostra bem o estado de completa falência a que chegou a União Europeia. É incrível como tudo serve para tornar evidente que o projecto europeu ruiu de vez...

Com a Alemanha - sempre a Alemanha - no centro do furacão. E sempre com a direita europeia agrupada no PPE... Sempre tudo muito cristalino... E sempre com um português no meio... Do PSD, e ligado a Durão Barroso, de preferência. 

 

 

 

 

Só as bestas defendem a bestialidade

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Podia vir hoje aqui dizer que o Cristiano Ronaldo é uma máquina. Que o António Guterres - na sua especialidade - não lhe fica muito atrás. Que que o país está minado pela corrupção. Mas que, com o manifesto sucesso da investigação judiciária, isso não tem que ser uma fatalidade.

Mas venho aqui simplesmente dizer que o MMA não é desporto nehum, porque o desporto, mesmo cada vez mais longe da escola de virtudes que chegou a ser, nunca pode ser isto. E que só as bestas defendem a bestialidade...

Novo capítulo ou último capítulo?

Por Eduardo Louro

 

Já se percebeu que, perante as hesitações de Guterres - é genético, não há muito a fazer -, António Costa e o PS se viraram para António Vitorino que, dizem as sondagens, tem idêntico potencial eleitoral.

O que não se percebe é isso. O que não se percebe é o que é faz de Vitorino um eterno desejado... O que não se percebem é os encantos eleitorais de alguém sem qualquer encanto especial... Embora se perceba que queira sempre estar na crista de todas as ondas e que aprecie especialmente o papel que reservou para si próprio... Porque se percebe que é também disso que se alimentam os seus negócios de influência, que nunca trocará  por nada... Até um dia, mais tarde, lá para a velhice...

Às vezes a velhice chega quando menos se espera, sem darmos por ela... Poderá ser agora o caso!

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