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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Não é que se sinta a falta ...

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... Mas não sei se têm dado pela ausência de Assunção Cristas. Se calhar não. Mas a verdade é que desapareceu, não foi só à casa de banho... Provavelmente à espera que as sondagens se esqueçam dela... Ou que a Amazónia deixe de arder...

O que já se percebeu é que não deve ter deixado a casa lá muito bem entregue ... Deve ter sido de propósito. Pelo que se vai vendo, quando voltar sempre vai poder dizer que, sem ela, as coisas ficam ainda pior...

Revisitando a Rã de La Fontaine

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A sondagem da Multidados para a TVI, ontem divulgada e por isso a mais recente actualmente disponível, contraria a possibilidade de maioria absoluta do PS, que vinha ganhando forma nas últimas semanas, confirma a tendência de subida do BE e, e esta a grande novidade, aponta o PAN como quarta força política nacional, deixando para trás CDU e CDS.

É relevante o afastamento definitivo da possibilidade de maioria absoluta do PS nas legislativas de Outubro, a que os mais recentes acontecimentos, e as mais recentes trapalhadas, provavelmente darão normalidade. É também relevante o crescimento do PAN mas, numa espécie de espiral populista urbana, pouco surpreendente. Ainda por cima, a forte concentração do voto nas duas grande metrópoles do país potencia sempre grandes resultados na hora de eleger deputados. Relevante e surpreendente é o afundamento do CDS!

Os resultados das sucessivas sondagens confirmam que a história de Assunção Cristas candidata a primeira-ministra não passa de um episódio da Rã de La Fontaine. "Presunção e água benta, cada um toma a que quer" - diz o ditado. E sabe-se como Cristas não é muito comedida em presunção, e aprecia água benta...

Mas nada disto seria tão relevante se não se começasse a perceber em Assunção Cristas uma espécie de fuga para a frente, direitinha à sinalização mais marcante da extrema-direita. Se não se  começasse a perceber a introdução de alguns ódios e fobias no seu discurso. E isso nota-se nas posições assumidas sobre o acesso à universidade. Ou à saúde...

Manual de política portuguesa

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Este fim de semana constitui um manual teórico-prático da forma de fazer política em Portugal.

António Costa percebeu depressa que a atitude suicidária do PSD e do CDS, na aprovação do projecto de contagem do tempo total dos professores, lhe abria uma oportunidade única de inverter toda uma situação adversa, onde tanta coisa estava a correr tão mal. Ainda na sexta-feira, como era de esperar, carregou nas cores do dramatismo, foi de urgência a Belém e, cavalgando a irresponsabilidade da oposição à direita, ameaçou com a demissão.

 PSD e CDS saltaram a acusar António Costa de chantagem, gritando aos sete ventos que não havia impacto orçamental. Que nem um cêntimo a mais representava. Só no sábado os dois partidos cairam em si, e perceberam o impacto do seu tiro no pé. E no domingo apareceram a roer a corda: Cristas, primeiro, e Rui Rio, depois, e depois 48 horas "desaparecido em combate". Ambos com o mesmo e fantástico argumento. Ambos dizendo agora que não aprovarão a lei na generalidade se nela não constarem condições de sustentabilidade e de salvaguarda do equilíbrio financeiro, que impeçam qualquer impacto orçamental. 

Que não existem no documento que aprovaram. Mas, pior, que ainda no dia anterior davam por absolutamente desnecessário. Se o que aprovaram não acrescentava um cêntimo à despesa, para quê condições de salvaguarda do equilíbrio financeiro? Não se restringe o que não existe!

Está aqui tudo o que é a política portuguesa: oportunismo, mentira, demagogia, farsa e falta de vergonha!

Taxa Robles: uma lição de política

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Sabemos que a política é feita da espuma dos dias e de sound bytes. Só isso conta, porque é assim que se comunica e é disso que se faz a comunicação. Nada disso seria grave se isso nunca subvertesse a realidade e se, no fim, não tivesse por objectivo esconder o essencial, ou matar à nascença qualquer ideia que possa pôr em causa os interesses instalados.

Peguemos no exemplo mais recente de que assim é. De como isto funciona.

Em sede de discussão das propostas para o Orçamento de Estado que aí vem, e de que o mainstream quer fazer um bicho de sete cabeças (é desta que a geringonça se vai, a quem ineteressa e a quem não interessa eleições antecipadas, etc. etc.) o Bloco propõs ao ministério das finanças, em Maio, uma alteração à tributação das mais valias imobiliárias, a incidir na rotatividade das transacções, isto é, a distinguir a venda de um imóvel 20 ou 30 anos depois da sua aquisição, da de uma outra, 6 meses depois da transacção anterior. Ou, como se diz na gíria, com o objectivo de distinguir o tratamento fiscal entre normais operações do mercado e especulação imobiliária. 

No sábado, o Expresso publicava uma pequena notícia com o título: “BE quer tributar alta rotatividade na venda de imobiliário”. No domingo, o Diário de Notícias (DN) fez da pequena notícia do Expresso, manchete. E o tema ganhou asas. Logo que o CDS o viu no ar correu a agarrá-lo, e tratou de encontrar o motor que fizesse dele uma imparável ideia política ao serviço dos seus interesses. Isso mesmo, um nome, o sound byte perfeito: taxa Robles!

Equipado com esse potente motor o assunto disparou, sem que mais ninguém tivesse mão nele. Ontem, de manhã, o DN fazia notícia da garantida disponibilidade do governo para viabilizar essa proposta mas, à tarde, já Carlos César a rejeitava completamente, e António Costa dizia até que nem nunca tinha ouvido falar nisso. E Rui Rio, que dissera que a ideia fazia sentido, era à noite trocidado nas televisões e nas redes socias. 

E pronto: assunto morto e enterrado!

Eu próprio me sinto dividido. Por um lado, acho que é boa, esta ideia do Bloco, anterior ao episódio Robles que o desgraçou, de tributar de forma diferente transacções correntes e transacções especulativas. Mas não consigo deixar de apreciar a habilidade política da máquina da Drª Cristas!

 

 

Notícias do fim de semana

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Do fim de semana sobram as notícias da reeleição de Putin, e a demissão de Feliciano Barreiras Duarte, mais conhecido por "Nanito". O que é têm em comum?

Muita coisa. Estavam garantidas, não constituem surpresa nenhuma. Estão ambas recheadas de histórias aterrorisadoras. E mostram como tudo isto está perigoso e mal frequentado. 

Inesperada é a notícia da sondagem que dá a Assunção Cristas o quinto lugar, com uns expressivos 6,6% de intenções de voto. Logo a seguir ao congresso do CDS, mantido no topo da actualidade por toda a semana, quando já toda a gente acreditava que tínhamos mulher, uma sondagem com estes resultados ... Nem devia valer!

O programa de Cristas ... a primeira ministra

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Do congresso do CDS, para além de se ficar a saber quem vai para Bruxelas e Estrasburgo, ficou a saber-se que, às ordens do Adolfo Mesquita Nunes, Pedro Mexia e Nadia Piazza vão escrever o programa eleitoral com que Cristas vai concorrer a primeira-ministra nas legisativas do próximo ano.

A escolha de Pedro Mexia não surpreende. É uma figura pública com espaço mediático, alinhado à direita dita moderna, liberal, que mandou o conservadorismo às urtigas, mesmo à medida do coordenador. Só não é a cara chapada do Adolfo porque é de outra proeminência fisionómica.

Já a escolha da senhora que emergiu dos incêndios do início do Verão passado ... Também não. É mesmo à medida da líder. Sem desprimor de qualquer espécie, é uma escolha que é a cara chapada de Cristas!

 

Há coisas que nunca perceberemos

 

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O congresso do  CDS, do CDS de Cristas - é a própria a chamar-lhe "o meu CDS" - tem tido cobertura televisiva de gente grande. Tratamento de primeira liga, a que, nas mesmas palavras da própria, aspira vir a pertencer. Tratamento diferenciado.

Se calhar é por isso, por as televisões tratarem os seus 5% de representatividade eleitoral como se fossem 30%, que todas elas, e todos os infindáveis comentadores de cada uma, acharam normal e sério que Cristas se tenha assumido candidata a primeira-ministra nas próximas legilativas.

Que ha rãs que querem ser bois, sabemos. Aparecem até nas histórias com fins educativos, para que as crianças comecem a perceber a diferença entre o bom senso e o ridículo, entre a ambição natural e a desmedida e espalhafatosa... Mas há coisas que nunca perceberemos...

Será que as televisões continuam a soprar na rã só para não perderem o momento em que rebenta?

Coisas do diabo

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A vitória de Rui Rio começou de imediato a produzir efeitos. Ou, talvez melhor, declarações.

Primeiro foi Manuela Ferreira Leite, a quem muita esquerda começara a afeiçoar-se, a dizer que o "PSD deve vender a alma ao diabo para pôr a esquerda na rua". Nem sei o que mais impressiona - se o balde de água gelada que despejou em cima dos seus mais recentes camaradas, se a dificuldade de o PSD se libertar do diabo. Se, chamado por Passos, não veio, pode ser que venha agora para lhe ficar com a alma. Comprando, é claro...      

Depois, logo a seguir, veio Assunção Cristas  dizer que “mais importante do que saber quem fica em primeiro lugar nas eleições, o que é importante é saber que partidos é que é que conseguem ter uma maioria parlamentar de, no mínimo, 116 deputados”. Aqui sei bem o que mais impressiona. Mais que o reconhecimento da legitimidade do actual governo, e o abandono de Passos, deixando-o sozinho na tese da usurpação do poder, mais que mais um negócio de alma com o diabo, impressiona que esta declaraçao não tenha impressionado a generalidade da comunicação social.

Mais que desviarem-se desta declaração como quem se desvia de qualquer coisa sem importância, abandonada na beira da estrada, fugiram dela como o diabo foge da cruz!

 

 

 

Coisas extraordinárias

 

Estará por horas,  tudo o leva a crer, a eleição de Mário Centreno para Presidente do Eurogrupo. Mais do que estranho, é extraordinário que, em dois anos, Mário Centeno tenha passado do mais óbvio alvo do fanatismo do Eurogrupo, do patinho feio do Ecofin, do ministro das finanças hostilizado pelo Sr Schauble, que gostava de exibir a subserviência da sua antecessora, sempre sorridente e de cócoras, a figura maior desse espaço e estrela dessa companhia.

Mais extraordinária só a forma como a direita em Portugal foi evoluindo durante esse extraordinário processo, começando na rejeição absoluta da hipótese, colocando-a no domínio do absurdo, passando-a depois para o domínio do fait divers, depois ainda para o da hipótese remota para, com a realidade a entrar-lhe pelos olhos dentro, passar à sua completa desvalorização.

E aqui cabem todos. Desde Assunção Cristas, que declarou não reconhecer qualquer mérito a Mário Centeno para tal distinção, ao Presidente Marcelo, que se aventurou numa sucessão de declarações verdadeiramente patéticas. Cada uma mais pateta que a outra, fosse pondo em dúvida as possibilidades da candidatura, ou as alusões ao futebol, fosse indo buscar a situação das finanças públicas nacionais, ou fosse essa insondável recomendação para que Centeno se não esquecesse que "começou por ser ministro das finanças. Esta, então, vale mesmo a pena transcrever: "Tem de olhar para a Europa e na Europa estar atento ao que é fundamental para a Europa, mas não se deve esquecer que começou por ser ministro das Finanças e só lá [ao Eurogrupo] chega por isso, não caiu do céu".

Que coisas extraordinárias diz também Marcelo...

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