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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

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Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Linguagem do terrorismo

Resultado de imagem para atentado nova zelândia

 

Para além do terror, da brutalidade e do ódio, o ataque terrorista de há dias a duas mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia, impressiona pela capacidade do seu autor no uso da internet e pela competência no domínio das técnicas de comunicação nas redes sociais.

Este é de resto um traço comum ao terrorismo actual. Onde quer que seja, independentemente dos fins que prossiga, o terrorismo faz da internet e da comunicação a sua mais potente e destrutiva arma. Tudo é pensado, todos os movimentos e todos os gestos são estudados para mais longe e mais fundo levarem a mensagem do ódio e o ritual de terror. E para fazerem do extermínio impiedoso um espectáculo de dimensão planetária, passível de ser replicado onde quer que seja,  por quem quer que seja. 

Como acaba de acontecer em Utrecht, na Holanda... 

 

 

 

 

Os deveres de Estado e o estado dos deveres

 

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O presidente Marcelo foi a Barcelona sem autorização do Parlamento (sim, o Presidente da República precisa de autorização parlamentar para se ausentar do país). O primeiro-ministro também foi, mas esse pode sair quando quiser. 

Participaram ambos na missa na  espantosa catedral da Sagrada Família, de homenagem às vítimas do atentado nas Ramblas. Não terá sido a primeira vez que António Cosa tenha ido à missa. Nem a última, certamente...

A fronteira que não poderia ser aberta

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Os dados já conhecidos não apontam assim tão claramente para um ataque terrorista formal - deixem passar a expressão - do género dos que têm vindo a suceder-se em França, na Bélgica ou na Turquia. Não tanto, mas também, por não ter sido ainda reinvindicado por nenhuma das organizações terroristas islâmicas. Nem, mas também, por divergir no modus operandi: para tudo há uma primeira vez, e o método nem foge muito do utilizado  pela Al Qaeda, em particiular, em território árabe.

Sabe-se que o autor de tão ignóbil acto de morte e terror é cidadão francês, de origem tunisina, com cadastro criminal, de roubo e violência.

O terrorismo não se limita a recrutar, treinar e preparar operacionais para levar a cabo a sua estratégia de terror. Vai muito para além disso, fazendo de cada uma das suas acções bem sucedidas uma semente lançada no campo fértil da marginalidade e do crime. Milhares de jovens desestruturados, socialmente marginalizados e sem esperança nem futuro, depois de  arrastados para o mundo do crime, facilmente se deixam seduzir pela violência terrorista. E rapidamente se transformam em terroristas por conta própria, que encontram no terror forma de vida. E de morte, que também é forma de dar a volta à vida!

Se já era difícil vencer o terrorismo, a partir de agora, rompida esta fronteira ténue com a marginalidade e o crime, a missão torna-se ainda mais difícil. Esta sim, é a fronteira que nunca deveria ter sido aberta.

Nada justifica que não se pergunte

 

Nada, nunca e em circunstância alguma, desculpa e muito menos justifica a barbárie. Não há desculpa possível, e muito menos perdão, para quem rapta, viola, estropia, destrói e mata. Selvaticamente, ao arrepio da decência, em choque frontal com o progresso e no brutal atropelo dos direitos e da diginidade humana.

É exactamente por isso que nada explicará Bruxelas, como nada explicou Paris, Madrid e Londres, como nada explica Ancara ou todos os outros actos terroristas ainda mais sangrentos mas que, por mais distantes, nem sequer as mais remotas explicações nos reclamam. 

Mas é também exactamente por isso que nestas ocasiões não nos podemos limitar, mais ou menos resignados, ao "je suis...", a acender velas e às palavras de circunstância. É também por isso que devemos questionar sem medos tudo o que há a questionar, desde uma simples declaração falhada do mais elementar bom senso - como, por exemplo e segundo consta, a do responsável pelo interrogatório ao terrorista detido na passada sexta-feira, que referia estar tudo a correr bem, com o inquirido a colaborar - à imunidade do topo da pirâmide que dirige toda a organização criminosa que suporta o terrorismo islâmico.

Não adianta muito, agora, "bater" em Bush, Blair, Asnar e Barroso, por muito que se lhes deva lembrar que não fazem parte dos comuns mortais que têm direito a dormir tranquílos. Mas há que perguntar por que, conhecendo-as, se não age sobre as fontes de financiamento do terrorismo. Sobre quem lhes compra petróleo - e tantas outras coisas mais - e lhes vende armas. E quem os financia directamente, com dinheiro feito nas principais praças financeiras por gente que pisa passadeiras vermelhas estendidas pelo Ocidente. 

 

 

 

 

 

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